O Flamengo de Muricy Ramalho

Em tranquila eleição, amparada por uma gestão que tratou o clube com os pés no chão (apesar dos equívocos no departamento de futebol), o presidente Eduardo Bandeira de Mello, com 2.753 votos, ratificou o favoritismo e seguirá no comando do clube até 2018.
De cara, como era esperado, anunciou que o novo treinador da equipe será Muricy Ramalho.
A escolha, por razões óbvias, é muito boa.
Porém, em todos os seus trabalhos (em grande maioria, exitosos), Muricy precisou de médio prazo para inserir na cabeça dos atletas sua maneira de pensar futebol, razão pela qual há de ser feito um trabalho, da gestão, junto ao torcedor, evitando cobranças demasiadas em períodos incompatíveis com o referido histórico.
Há quem diga, ainda, que o treinador, reciclado após período, discreto, de estagio na Europa (em que participou dos trabalhos, inclusive, do Barcelona), voltará ainda melhor, o que, por si, já é estimulante de paciência.
Chegou a hora de Bandeira de Mello, que, repetimos, reconduziu o Flamengo, moralmente, a um lugar de respeito, tratar de fazê-lo, agora, no futebol, evitando assim que as conquistas importantes da gestão sejam abafadas por ações de incompetência esportiva.
