Corinthians e o teto salarial

Dirigentes do Corinthians vazaram para a mídia que o clube, a partir de 2016, adotará teto salarial no valor de R$ 500 mil, sob pretexto de redução de despesas.
Trata-se, na verdade, de mais um equívoco administrativo.
Adotando este critério, o clube, em vez de negociar cada profissional pela livre manifestação do mercado, tratará de estimular um jogador apenas mediano (mas que tem o direito de se julgar mais importante – mesmo sem sê-lo) a aproximar-se, no momento da negociação, do valor máximo estipulado.
Enquanto isso, oportunidades de aquisições fora da curva, que, em tese, propiciam mais retorno, e que, por tal, não podem ser “tabelados”, correm o risco de serem perdidas pela falta de recursos, talvez tomados pela elevação salarial desproporcional de quem, se a negociação fosse livre, aceitasse receber o que lhe seria pago noutras agremiações.
Alguns dirão: “mas nesses casos, abre-se exceções”.
O mundo do futebol tem exemplos de sobra demonstrando que a regra estabelecida, seja a de teto ou a de livre negociação, para todos, deve ser aplicada sem distinção, sob pena de descontentamento daqueles que, repetimos, tem o direito de, em princípio, julgarem-se, também, merecedores de tratativas diferenciadas.
