Coluna do Fiori
FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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A justiça não consiste em ser neutro entre o certo e o errado, mas em descobrir o certo e sustentá-lo, onde quer que ele se encontre, contra o errado.
Theodore Roosevelt
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Senhores árbitros
Parem de levar a ferro e fogo a maluca recomendação do sempre equilibrista presidente da CA-CBF Sergio Correa da Silva, no item reclamações, lembrem que a regra continua a mesma, como também; que cabe ao árbitro ter o bom senso para entender o momento do atleta, desde, que, seja respeitoso, rápido e sem pressões de consortes ou litigantes
Sempre ele
Sei não!
Ao firmar defesa em favor de Joseph Blatter, me faz crer, que indo fundo nas investigações sobre a podridão na administração da FIFA, Pelé pode estar envolvido em uma delas
Agora não vale
Cuspindo no prato que comeu, muito e bem, Ronaldo Fenômeno, ancestral aliado de muitos dirigentes da CBF agora investigados pelo FBI, ajuizando que somos neófitos, dissimula que nada sabia, ouvia ou mirava, a respeito das traquinagens cometidas no imundo bastidor do futebol.
CPI da CBF
Digníssimo Senador Romário de Souza Faria
Fundamentado nas minhas idas e vindas ao prédio da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo na época da tentativa de instalação de CPI para apurar as traquinagens cometidas por Eduardo José Farah, sou convicto que maioria dos senadores que estarão na mesa dos trabalhos, igualmente, aqueles que farão perguntas, não merece o mínimo de credibilidade
Sugestão
Não deixe passar batido Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol
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4ª e 5ª Rodada da Série A Brasileirão-2015
Sábado 30/05
Ponte Preta 3 x 1 Chapecoense
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (ASP-FIFA-PR)
Itens Técnico/Disciplinar
Os representantes das leis do jogo prestaram trabalho aceitável
Domingo 31/05
Corinthians 0 x 2 Palmeiras
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo (CBF-3-SP)
Árbitro Assistente 01: Rogério Pablos Zanardo (ASP-FIFA-SP)
Árbitro Assistente 02: Daniel Paulo Ziolli (ASP-FIFA-SP)
Quarto Árbitro: Antonio Rogério Batista do Prado (CBF-1-SP)
Itens Técnico/Disciplinar
Durante o transcurso da contenda, não ocorreram lances que chegassem a exigir do principal representante das leis do jogo, demonstração pratica, dos conhecimentos teóricos
Destaque
Cartões amarelos corretamente aplicados, igualmente, quanto ao posicionamento no desenrolar da refrega
Caricato
O procedimento do quarto árbitro Antonio Rogério Batista do Prado no momento que recebeu a latinha jogada para dentro de campo e ergueu o braço para expor ao publico presente, concomitantemente, aos órgãos de imprensa, expressou que gosta de aparecer:
– na próxima, sugiro que pendure melancia no pescoço
5ª Rodada
Quarta Feira 3/06
Vasco 0 x 3 Ponte Preta
Árbitro: Heber Roberto Lopes (FIFA-SC)
Item Técnico
Poucos senões e penalidade máxima, corretamente marcada; no todo, disputa leal, deixou o jogo correr
Item Disciplinar
Cartão amarelo e vermelho, corretamente aplicados
São Paulo 3 x 2 Santos
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto (ASP-FIFA-SP)
Item Técnico
Acertou na maioria das vezes; principalmente, nas penalidades máximas; uma, pra cada litigante:
– para o Santos, no instante em que o são-paulino Denílson abriu o braço objetivando desviar a pelota do trajeto normal.
– para o São Paulo, quando da falta do santista Daniel Guedes no oponente Carlinhos
Item Disciplinar
Em alguns episódios o principal representante das leis do jogo mostrou falta de critério, como exemplo:
– antes do término da primeira fase, o goleiro são-paulino Rogério Ceni saiu de sua área de trabalho para contestar; de imediato, recebeu o cartão amarelo;
– não contente Rogério Ceni foi em direção ao árbitro com o dedo em riste, neste momento, deveria ter recebido o segundo amarelo,
– seguido do vermelho; no entanto, Thiago Duarte Peixoto, deixou passar batido
Recomendação
Ao moço e promissor árbitro:
Faça profunda autocrítica sobre seu procedimento dentro do campo de jogo, principalmente, na sinalização das infrações, igualmente, no momento da advertência, vez que o atual, anuncia aos litigantes e espectadores, ar de superioridade, mesmo que não o tenha
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Política
Luminosa apreciação do jornalista, escritor e poeta José Nêumanne Pinto
“Bola suja” poderá salvar o “Lava Jato”
Só quem não prestou atenção total ao debate sobre os escândalos de corrupção no Brasil pode ter-se surpreendido com a espetacular prisão pelo americano Federal Bureau of Investigation (FBI) de sete “cartolas” da FIFA, entre os quais o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Só Marin, em Zurique, na Suíça. Afinal, um dos melhores e mais bem informados especialistas na área do Direito que lida com esse tipo de fraudes no Brasil, Modesto Carvalhosa, vem há algum tempo advertindo para a possibilidade de intervenções remotas da Justiça americana, no exterior. Em artigos nesta página e entrevistas à imprensa e às emissoras de rádio e televisão, ele tem advertido que, sendo o Brasil signatário de um pacto internacional anticorrupção, acusados de fraude que não tenham sido justiçados aqui poderão sê-lo em qualquer outro país lesado, entre eles os Estados Unidos.
As advertências feitas pelo advogado dizem respeito especificamente à roubalheira que atualmente mantém o monopólio das manchetes dos jornais e dos noticiários de rádio e televisão e das capas de revistas: em troca de garantia de ganhar licitações e de poder superfaturar obras da Petrobras, grandes empreiteiras pagaram propinas a gerentes e diretores da estatal e a políticos de partidos aliados do governo que os nomearam apenas para esse objetivo. Tramitam na Justiça americana ações movidas por investidores que acreditaram no perfil sério e competente de nossa petroleira e se sentiram logrados depois que tiveram notícia do mar de lama em que a companhia afundou, num caso de furtos sem paralelo na História da humanidade.
Petróleo, evidentemente, nada tem que ver com futebol. No entanto, ninguém precisa sequer acompanhar o noticiário esportivo para ficar sabendo que o esporte mais popular do mundo é administrado por uma federação cuja fama em matéria de malversação de recursos é enorme. Mas a FIFA passava incólume por processos judiciais, apesar de suspeitas, devassas e investigações.
Agora o que Carvalhosa diz, sem que ninguém dê atenção a seus avisos – nem o governo, nem a oposição ou a cúpula dos Poderes Legislativo e Judiciário tiveram a sabedoria de lê-lo e ouvi-lo –, se confirmou na ação do FBI, com ajuda da polícia suíça, no suntuoso hotel Baur au Lac. A ação policial não alterou o resultado previsto do pleito de que de novo saiu vencedor o suíço Joseph Blatter. Mas, além da temporada dos finórios “cartolas” nas prisões helvéticas, a batata do chefão torrou e ele saltou fora. Após a reeleição, tinha acusado os americanos de estarem se vingando pela escolha do Catar para sediar a Copa de 2022 em vez do país deles. Como dizia vovó, “desculpa de cego é feira ruim e saco furado”.
A versão de Blatter mostra que ele aprendeu esse truque no Brasil, onde foi disputado o Mundial da Fifa no ano passado. Pois essa sua tentativa de ficar de fora do episódio é similar às acusações feitas por Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Fernando Collor e Antonio Anastasia contra o Ministério Público Federal (MPF), que investiga a eventual participação deles no esquema chamado de petrolão. A questão é que, tanto cá quanto lá, não importa a motivação, mas a consequência dos inquéritos. MPF aqui e FBI lá têm de provar a culpa dos acusados – alguns presos. Quem for inocente comemorará e quem não for purgará pena, como manda a lei.
O Brasil tem importância capital na ação judicial e na operação policial nos EUA. Um importante informante é o patrício José Hawilla, ex-repórter de campo, um dos nababos das negociações milionárias do futebol profissional, agora réu confesso em quatro crimes e delator premiado, que aceitou devolver parte do dinheiro devido ao fisco americano. A História registra que foi um Imposto de Renda mal declarado que levou o chefão mafioso de Chicago Al Capone à prisão. Impune pelos atos de violência, o chefão caiu por delito fiscal.
Por aqui a coisa é bem diferente. Em visita ao México, feita para incrementar relações bilaterais esfriadas pelo combate de seu antecessor à Alca, a presidente Dilma Rousseff disse que o futebol brasileiro “só se beneficiará dessa investigação”. Não contou como nem por quê. Além de ter omitido a obviedade de que nenhuma melhora na prática futebolística no País compensará a imagem negativa produzida para esta e para o Brasil pelo fato de ultimamente só ter merecido destaque no noticiário internacional a corrupção sem freios.
Antes de a chefona voltar, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pôs a máquina do marketing policial para funcionar anunciando investigações da Polícia Federal (PF), cuja reputação anda em alta por causa da Operação Lava Jato. Sua intenção óbvia é fingir que o governo manda numa instituição de Estado que não precisa de ordens do Executivo para atuar. Além da patacoada presidencial e da ordem cínica, o governo expôs à Nação uma das mais espetaculares provas de incompetência dadas por qualquer fisco: a Receita Federal anunciou que investiga fraudes no total de R$ 4 bilhões no futebol desde 2002. Dá para acreditar? Investigar por 13 anos fraudadores que o FBI levou meses para prender?
Romário de Souza Faria, o craque da Copa que o Brasil venceu nos EUA em 1994, conseguiu as assinaturas para abrir comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Senado para investigar a CBF. Ótimo! A questão é: se a CPI da Petrobrás aguarda melancólico fim com cheiro de pizza depois de PF e MPF terem feito o trabalho pesado, o que esperar da repetição de uma CPI que já houve antes e teve fim igual?
Sem precisarem mais ler nem ouvir o aviso de Carvalhosa, os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário podem aprender com a ação do FBI contra a “bola suja” e abortar, se é que estão mesmo tentando sabotar a Operação Lava Jato, outra, que é chamada, em concessão à escatologia em voga, de “bosta seca”. Tempo de fazer justiça aqui mesmo há.
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Finalizando
Lute diante das coisas mais difíceis da sua vida…para que um dia possa olhar para trás e dizer:
-Foi difícil… Mas eu consegui!
Autoria desconhecida
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Chega de Mentiras, de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-06/07/2015
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.



