Os “mercenários” do Corinthians

camisa 12 protesto

Assim que terminou a partida entre Corinthians e Guarani/PAR, que eliminou o clube de Parque São Jorge da Copa Libertadores, estranhou-se, entre os desinformados, o esclarecedor silêncio das facções criminosas “organizadas”, que se apresentam como torcedores alvinegros.

Noutros tempos, em derrotas bem menos humilhantes (como as para River Plate e Flamengo, pelo mesmo torneio), o Pacaembu foi transformado em palco de guerra.

Evidentemente, não se espera por violência, mas sim pelo mínimo de indignação.

Dias antes, como vem ocorrendo durante as últimas gestões alvinegras, os jogadores foram obrigados a treinar no estádio sob a pressão dos “organizados”, que tiveram entrada liberada pela diretoria (sete mil compareceram, em horário comercial).

O intuito, óbvio, e com a bola cantada por este espaço, era o de, em caso de eliminação (como aconteceu), jogar a culpa para atletas e comissão técnica, isentando os sempre “parceiros” dirigentes.

Após cobranças em mídias sociais pelo silêncio no “Fielzão”, a bandidagem “organizada” decidiu que precisava “protestar”.

A escolhida para a operação foi a Camisa 12, que, em script pra lá de esperado, compareceu ao CT com nove “trabalhadores” que se postaram, por acaso, em frente ao setor de imprensa, com faixas execrando os jogadores e comissão técnica (que, mesmo jogando sem receber salários, foram tratados como “mercenários”), sem uma manifestação sequer contra a gestão.

Na verdade, evidenciou-se quem são, de fato, os verdadeiros “mercenários”.

As “organizadas” do Corinthians, principalmente Gaviões da Fiel, Camisa 12 e Pavilhão Nove (as mais conhecidas) se venderam para a diretoria do clube, em troca de benesses, várias, como ingressos gratuítos, viagens e hospedagens em jogos fora do Estado, dinheiro desviado de arrecadação, cargos na diretoria do clube, no gabinete do Deputado e até pagamento de “acerto” para livrar seus vagabundos da cadeia.

O Corinthians está jogado nas mãos de representantes do crime, que, em parte, quando não dirigentes, atuam como soldados das ditas “torcidas”, com objetivo único de fazer perdurar o sistema de favorecimento de um grupo e seus “apadrinhados”, consumindo recursos importantes do caixa alvinegro, envolto em dívidas colossais, mas tendo ainda que sustentar dirigentes que vivem do clube e seus parceiros comerciais.

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