Cruzeiro vence e Rogério Ceni se despede com honra da Libertadores
Além da classificação, justa, do Cruzeiro, que seguirá na Copa Libertadores após vencer o São Paulo, no tempo normal e também nas penalidades, foi de emocionar a atuação durante toda a partida – última da carreira no torneio que lhe alçou à condição de Mito – e, posteriormente, a demonstração de emoção (em choro contido) do goleiro Rogério Ceni.
Deixará saudades.
No jogo, pegou bolas difíceis, converteu sua cobrança de penalidade e defendeu outras duas, mas não havia como controlar companheiros tão apáticos como Pato e Ganso, além dos ruins de ofício, que compreedem boa parte do elenco Tricolor.
Em toda a história da Libertadores, o Mito jogou 88 vezes, venceu 50 e marcou 14 gols.
Rogério tem contrato até agosto, mas deveria encerrar por aqui, num torneio internacional em que, mesmo eliminado, portou-se em bom nível.
Nada ganhará se expondo no Campeonato Brasileiro.
Tomara, daqui por diante, receba as justas homenagens da torcida Tricolor, que, se não tem razões para comemorar a mediana equipe que a representa, atualmente, há de ter memória suficiente para relembrar momentos de um jogador a moda antiga, daqueles que dificilmente surgirão novamente.

