Coluna do Fiori
FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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Num país onde árbitro determina resultado de jogo, polícia tem medo de bandido e político embolsa dinheiro do povo, é possível mesmo esperar coerência e humanismo das pessoas?
Fernando Moreira
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Bola Cantada
A escolha de Guilherme Ceretta de Lima como melhor árbitro da Série A1 do Paulistão 2015, não surpreendeu vez que, na manhã do sábado 02/05, por volta das 10h30min recebi telefonema de pessoa amiga dizendo:
“Meu primo é serviçal de estabelecimento comercial situado nas proximidades do prédio da FPF, por lá, de vez em quando, árbitros se encontram para conversar; um ou dois dias, antes do feriado do dia do trabalho, consegui ouvir que havia três candidatos ao prêmio de melhor árbitro, dentre estes, consegui ouvir os nomes de Guilherme Ceretta, Thiago Peixoto e outro que não consegui lembrar, como também, que dependendo do desempenho do Guilherme Ceretta, na partida Santos x Palmeiras, o premiado seria ele.”
Blog do Paulinho
Na manhã do domingo liguei para o jornalista Paulo Cesar Andrade Prado, editor do Blog do Paulinho, trocamos algumas palavras, em seguida, o notifiquei o nome dos árbitros e, sobre a forte probabilidade de o Guilherme Ceretta ser premiado; em seguida, concordamos que não era merecedor
Segunda Feira 04/05
Por volta das 14h00min conversando sobre a partida reportei para um amigo conhecedor das leis do jogo, os nomes dos candidatos ao prêmio de melhor árbitro, ressaltando que a convergência favorecia Guilherme Ceretta; ruborizado o amigo respondeu: Não acredito
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Final da Série A1 do Paulistão 2015
Domingo 03/05
Santos x Palmeiras
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Árbitro Assistente 01: Emerson Augusto de Carvalho
Árbitro Assistente 02: Alex Ang Ribeiro
Quarto Árbitro: Thiago Duarte Peixoto
Item Técnico
Pênalti não marcado
Por volta do 13º minuto da etapa inicial, após cobrança de escanteio, estando bem posicionado, de frente para o fato, Guilherme Ceretta
– não marcou a falta penal no momento que o defensor santista Werly, deslocou seu oponente Vitor Hugo, na altura do ombro direito
Movimentação
Por diversas ocasiões Guilherme Ceretta esteve distante dos lances
Árbitros Assistentes
Desenvolveram trabalho corretíssimo, com destaque para Emerson Augusto de Carvalho, por ter sinalizado a posição de impedimento
– do palmeirense Amaral, no instante que dominou a redonda, e, pouco antes de finalizá-la pro fundo da rede santista
Item Disciplinar
1º – Nos primeiros minutos da refrega, querendo mostrar que não admitiria nenhum tipo de agressão às leis do jogo, Guilherme Ceretta
– advertiu Dudu com cartão amarelo; por não ter entendido o motivo do cartão, na terça feira 05/05, entrei no site da FPF; na sumula
– da contenda, Ceretta justificou: Atitude inconveniente
Balançou
2º – Minutos após, próximo da linha lateral Dudu atingiu um dos oponentes com o conhecido e perigoso carrinho; fosse cumpridor das
– leis do jogo, Guilherme Ceretta aplicaria o inserido na regra 12, no item: Quando o atleta for culpado por jogo brusco grave; ou,
– para amenizar, advertiria o palmeirense com cartão amarelo, que, somado ao primeiro, derivaria no vermelho; no entanto, agindo
– dentro do repugnante politicamente correto, Ceretta deixou o fato passar batido
Extrapolou
3º – Antes do término da primeira etapa, a poucos passos da área grande, ocorreu o empurra-empurra entre Dudu com o oponente Geuvânio;
– na seqüência, ou seja, dentro da área, observei dois atletas caídos, momento que Ceretta marcou falta, tirou o vermelho,
– do bolso, expulsando Dudu e Geuvânio; de imediato, expressando sua revolta, Dudu empurrou o costado do árbitro, papo daqui e acolá, ânimos serenados, jogo reiniciado
Ressalva:
Por imagem da TV, quando Ceretta apontou o vermelho para Dudu, notei que ele se encontrava dentro da área, do lado esquerdo e,
– pouco longe da queda dos dois atletas, assim que foi expulso, ficou revoltado, partindo pra cima do árbitro
Contradição
4º – Seguindo com a falta de coerência na aplicação das leis do jogo, próximo da metade da segunda etapa, Ceretta deixou de aplicar o
– segundo cartão amarelo para o palmeirense Gabriel, no momento que perpetrou o perigoso carrinho no oponente Lucas Lima
Apropriado
5º – Quando da forte entrada do palmeirense Vitor Ramos, no oponente Valência, o árbitro, corretamente, o advertiu com cartão
– amarelo, que, somado ao anterior, emanou no cartão vermelho
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Copa Libertadores
Quarta Feira06/05
Guarani (PAR) 2 x 0 Corinthians
Árbitro: Daniel Fedorczuck (URU)
Itens técnico/disciplinar
Aceitável
São Paulo 1 x 0 Cruzeiro
Árbitro: Carlos Amarilla (PAR)
Item Técnico
Como principal, fechou os olhos e não marcou penalidade máxima cometida por Léo, atleta do Cruzeiro, no são-paulino Rafael Toloi
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Política
O PT e seu projeto de poder
Como falar em marxismo se Lula sequer leu uma pagina de Marx? Transformar Lula em Lênin é uma piada
Na política é indispensável, ao enfrentar um adversário, conhecê-lo. O petismo, nos últimos tempos, foi transformado em algo que nunca foi. Ora é bolivariano, ora comunista, ora populista, ora — para os mais exaltados e néscios — bolivariano-comunista-populista. Puras e cristalinas bobagens.
O “bolivarianismo” nunca passou de um amontoado mal articulado de chavões esquerdistas associados à velha retórica caudilhesca latino-americana. Não é possível sequer imaginar Simón Bolívar como um marxista avant la lettre. Basta ler as páginas devastadoras que Karl Marx dedicou ao “libertador da América”: o venezuelano nada mais foi do que um representante das oligarquias que desejavam se libertar do jugo espanhol. E só. Quando Hugo Chávez transformou Bolívar em símbolo anti-imperialista e ideólogo da sua revolução, o fez no momento que a crise do socialismo real tinha chegado ao seu ponto máximo e não havia mais nenhuma condição de ter como referência o velho marxismo-leninismo. Outros movimentos na América Latina já tinham realizado esta imersão na história nacional, mais como fachada, como os montoneros, na Argentina, e os sandinistas, na Nicarágua. A extensão do conceito, vá lá, “bolivarianismo” à Bolívia — um país com maioria de população indígena e com uma história recente fundada, para o bem ou para o mal, na Revolução de 1952 — serve somente ao discurso panfletário. A simples comparação das duas constituições (venezuelana e boliviana) demonstra claramente as distinções.
O PT nunca foi bolivariano. O percurso dos seus líderes (Lula e Chávez) é muito diferente e as histórias de cada país são processos absolutamente distintos. Basta recordar que Chávez chegou ao poder precedido por uma tentativa fracassada de golpe de Estado e com a desmoralização das instituições democráticas, especialmente durante a segunda presidência Carlos Andrés Pérez. Lula venceu as eleições de outubro de 2002 em um país que tinha obtido a estabilização econômica com o Plano Real (1994) e em plena vigência do Estado Democrático de Direito. E nos 12 anos do poder petista não houve um ataque frontal às liberdades de expressão e de imprensa como foi realizado por Chávez — sem que isso signifique que o petismo morra de amores pelos artigos 5º, 7º e 220º da nossa Constituição. Também o choque com frações da elite venezuelana por aqui não ocorreu. No Brasil houve cooptação: os milionários empréstimos do BNDES serviram para soldar a aliança do petismo com o grande capital, e não para combatê-lo.
O petismo impôs seu “projeto criminoso de poder” — gosto sempre de citar esta expressão do ministro Celso de Mello — sem que tivesse necessidade de tomar pela força o Estado. O processo clássico das revoluções socialistas do século XX não ocorreu. O “assalto ao céu” preconizado por Marx —tendo como referência a Comuna de Paris (1871) — foi transmutado numa operação paulatina de controle da máquina estatal no sentido mais amplo, o atrelamento da máquina sindical, dos movimentos sociais, dos artistas, intelectuais, jornalistas, funcionando como uma correia de transmissão do petismo. O domínio dos setores fundamentais do Estado deu ao partido recursos e poder nunca vistos na história brasileira. E a estrutura leninista — só a estrutura, não a ação — possibilitou um grau de eficácia que resistiu aos escândalos do mensalão, às inúmeras acusações de corrupção das gestões Lula-Dilma e, ao menos até o momento, ao petrolão.
Se, no seu início, o PT flertou com o socialismo, logo o partido — e suas lideranças — se adaptaram à dolce vita do capitalismo tupiniquim. Já nos anos 1980, prefeituras petistas estiveram envolvidas em mazelas. Quando Lula chegou ao Palácio do Planalto, o partido só tinha de socialista o vermelho da bandeira e a estrela. A prática governamental foi de defesa e incentivo do capitalismo. Em momento algum se falou em socialização dos meios de produção, em partido único, em transformar o marxismo-leninismo em ideologia de Estado, nada disso. Como falar em marxismo se Lula sequer leu uma página de Marx? Transformar Lula em Lênin é uma piada. Brasília não é Petrogrado. Aqui, o Cruzador Aurora são as burras do Estado.
Considerar o PT um partido comunista revela absoluto desconhecimento político e histórico. É servir comida requentada como se fosse um prato novo, recém-preparado. Não passa de conceder sentido histórico ao rançoso discurso da Guerra Fria. O Muro de Berlim caiu em 1989 mas tem gente em Pindorama que ainda não recebeu a notícia. Ao retirar do baú da História o anticomunismo primário, passam a exigir soluções fora do contexto legal como a intervenção militar travestida com um manto constitucional — outra sandice, basta ler o artigo 142 da Constituição.
O projeto criminoso de poder foi aperfeiçoado no exercício da Presidência da República. Não tem parentesco com o populismo varguista, muito menos com o peronismo ou cardenismo. É um mix original que associa pitadas de caudilhismo, com resquícios da ideologia socialista no discurso — não na prática —, um partido centralizado e a velha desfaçatez tupiniquim no trato da coisa pública, tão brasileira como a caipirinha — que seu líder tanto aprecia.
O desafio dos democratas é combater o petismo utilizando todos os instrumentos legais. Para isso, é necessário conhecer o adversário e abandonar conceituações primárias que não dão conta do objeto. E tendo como prioridade a mobilização da sociedade civil. Sem ela, o país não muda. Pior: teremos a permanência deste governo antidemocrático, antipopular e antinacional por muitos anos.
Autor: Marco Antonio Villa – Historiador, sociólogo e jornalista
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Finalizando
“Se o homem faz de si mesmo um verme, ele não deve se queixar quando é pisado”.
Immanuel Kant
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Chega de Mentiras de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-09/05/2015
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.




