Kalunga fornece para Deputado Andres Sanches (PT), que declara valores discrepantes e pede ressarcimento irregular

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É de conhecimento público que o empresário Paulo Garcia, dono da Kalunga, enganou, por anos, associados do Corinthians ao se portar como opositor de Andres Sanches (PT) na política do clube.

O disfarce caiu por terra após revelação de ter bancado a campanha a Deputado Federal do petista, com doações que, somadas, atingiram R$ 600 mil (declarados).

Nada mais “justo” que a empresa se tornasse fornecedora oficial do gabinete de Sanches.

Em 25 de fevereiro de 2015, consta, segundo Nota Fiscal nº 88.917, que o ex-presidente do Corinthians pagou a vista, em dinheiro, R$ 965,10 a Kalunga, fornecendo o endereço de seu gabinete, em São Paulo, comandado por André Negão.

Porém, na prestação de contas ao Governo, realizada apenas em março, o valor da compra foi totalizado pela metade: R$ 484,80, discriminado como “manutenção de escritório de apoio à atividade parlamentar”.

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O fato causa estranheza porque de acordo com o Ato de Mesa 43/2009, o parlamentar tem direito a ressarcimento total de:

– manutenção de escritórios de apoio à atividade parlamentar, compreendendo locação de imóveis, pagamento de taxa de condomínio, IPTU, energia elétrica, água e esgoto, locação de móveis e equipamentos, material de expediente e suprimentos de informática, acesso à internet, assinatura de TV a cabo ou similar, locação ou aquisição de licença de uso de software, assinatura de publicações;

Além disso, no item “restrições para uso da cota parlamentar”, especifica-se:

(…) é vedado o reembolso de pagamento realizado à pessoa física, salvo na hipótese de locação de imóvel e no caso de locação ou fretamento de aeronave ou embarcação;

A Nota Fiscal fornecida pela Kalunga está em nome de Andres Sanches, com a indicação do CPF do parlamentar, sem constar os dados do Gabinete.

Ou seja, o ressarcimento, nos termos apresentados, não poderia ser realizado, tornando o pedido absolutamente irregular.

O hábito, amplamente conhecido do parlamentar, de levar vantagem em tudo (ou facilitar a vida de “parceiros”), até em valores ínfimos, costuma ocasionar esse tipo de constrangimento.

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