Com MP do Esporte, Corinthians perdeu uma fortuna ao pagar, meses antes, para que dirigentes não fossem presos

Eleições corinthianas: dinheiro do clube na campanha de Mario Gobbi

Promulgada ontem, a MP do Esporte equacionará as dívidas dos clubes brasileiros (desde que cumpram as contrapartidas) em condições absolutamente favoráveis de financiamento.

Entrada facilitada (vinculada ao faturamento), além de juros e correções “de pai para filho”.

O Corinthians, porém, pouco será beneficiado.

Em ação que hoje, se levado a cabo o texto da nova MP, puniria os dirigentes por gestão temerária, o clube, para livrar o ex-presidente Andres Sanches, o atual, Roberto “da Nova” Andrade, o vice André Negão e o ex-financeiro Raul Corrêa da Silva da prisão por diversos crimes fiscais, pagou uma dívida milionária em condições absolutamente desfavoráveis, fazendo-se valer de empréstimos negociados às pressas e adiantamento de receitas.

Tivesse esperado alguns meses, todo o montante seria quitado sem comprometimento das finanças alvinegras.

Ou seja, pressionado, o presidente Mario Gobbi, eleito para defender o Corinthians, jogou o clube no precipício para livrar a pele de “companheiros” que cometeram crimes (comprovados) na gestão.

A dívida do Corinthians com o Fisco passou então de R$ 100 milhões para quase R$ 400 milhões (contando juros, correções, empréstimos, etc.), enquanto, se tivesse ingressado no sistema da Medida Provisória, sequer ultrapassaria R$ 150 milhões.

Em tempo: o Corinthians teve a cara de pau de enviar aos sócios mais uma Edição do livro de ficção “Relatório de (In)sustentabilidade”, com as contas assinadas por Raul Corrêa da Silva (o santo enganado – segundo o próprio) e auditoria de gente ligada a BDO/RCS, empresa do referido contador. O prefácio deveria ter sido assinado por Claudio “Vila Maria”, o encantador de “organizados”, criador de nova biografia para o referido e sempre suspeito dirigente.

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