Corinthians cobra calote de R$ 1 milhão na Arena Pantanal. Empresário é acusado de “rachar” dinheiro com dirigentes

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Na última segunda-feira, o Corinthians ingressou com ação de cobrança contra a empresa Xaxa Produções e Eventos Ltda – ME por suposto calote na renda da partida entre o clube de Parque São Jorge e o Vitória/BA, realizada pelo Brasileirão, em 2014, na Arena Pantanal.

O valor é de R$ 1.021.445,86.

Pelo contrato firmado, a empresa deveria depositar o montante, referente a cota fixa prometida, na conta do FUNDO ARENA II, criado para abater a dívida do Timão com a ODEBRECHT.

Fato que, por si, gera estranheza, já que no acordo firmado pelo Corinthians com a ODEBRECHT, não há obrigatoriedade alguma de repasse de arrecadações (utilizadas para quitar o estádio) em partidas não realizadas no estádio do “Fielzão”.

Os proprietários da XAXA, os empresários Fabiano Ribeiro Rodrigues e Rodrigo Insfran, garantem a terceiros terem repassado R$ 250 mil, em dinheiro, ao administrador do estádio alvinegro à época, Andres Sanches.

Uma espécie de adiantamento.

O Corinthians, porém, não acusou o recebimento, já que cobra o valor total da operação na Justiça.

O público da referida partida foi de 6 mil torcedores, com arrecadação aproximada de R$ 371 mil.

Não é a primeira vez que a XAXA Produções foi acusada de “calote” em jogos de futebol comprados pela empresa, nem de ter beneficiado financeiramente dirigentes envolvidos no negócio.

Em 2013 o problema foi com a Portuguesa, em partida realizada na Arena Castelão, contra o Flamengo.

O clube paulista reclamou não ter recebido a parte financeira acordada no negócio, porém, após os empresários declararem publicamente alguns pagamentos iniciais efetuados a dirigentes lusitanos, entre os quais uma estranha taxa de R$ 9 mil para “despesas com a imprensa”, o assunto esfriou.

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