Dunga não quer dirigir Seleção Olímpica do Brasil
A CBF, que está decidida a dispensar o treinador Gallo, autor, como previsto, de péssimo trabalho nas Seleções de base do Brasil, pressiona Dunga, comandante do esquadrão principal, a assumir o desafio de montar uma equipe que não passe vexame nas Olimpíadas de 2016.
“Não dá mais para arriscar”, é o argumento utilizado, além do acréscimo salarial, no intuito de convencê-lo.
Mas Dunga, vacinado contra a falta de lealdade da cartolagem esportiva, nem de longe pensa em aceitar o convite.
Entende, com razão, que sair da zona de conforto atual, em que, no pior dos cenários, uma derrota na Copa América pode ser consertada com a quase certa classificação para a Copa do Mundo, para se aventurar num torneio olímpico que o Brasil disputará pressionado pela busca do Ouro, sem sequer uma equipe de base montada, seria um risco desnecessário a ser enfrentado.
Porém, gente próxima de Del Nero garante que, em caso extremo (de não conseguir outra alternativa minimamente confiável) Dunga terá que engolir a indicação, sob pena de ser atraiçoado em seu principal objetivo pelos que hoje dão as cartas na Casa Bandida do Futebol.

