Jurídico do São Paulo se diverte enquanto clube gasta muito e perde ações
Na última semana, a ação que o São Paulo move contra a Puma, por razões amplamente conhecidas do público, sofreu com mais um ato, não se sabe se de incompetência ou irresponsabilidade, do departamento jurídico do Tricolor, sendo totalmente paralisada, com o juíz ordenando a transferência ao Foro do Butantã, local em que deveria ter sido protocolada inicialmente.
O prejuízo financeiro é óbvio.
Em meio a tudo isso, o novo gerente jurídico do Tricolor decidiu passear na Disney, e o diretor Serafin, ao SuperBowl, mas não sem antes contratar um exército de “advogados”, muitos sem função alguma, para onerar ainda mais os caixas tricolores.
Sem contar que, mesmo contando com oito profissionais (quase um time de futebol) – fala-se em mais contratações – o clube decidiu “terceirizar” alguns dos serviços, por “coincidência” a escritórios que mantém relação umbilical com Carlos Miguel Aidar.
Muitos deles oriundos da TRAFFIC, intermediadora de jogadores de futebol.
Eis a verdadeira “Disneylandia”.
Por exemplo: no processo que revelamos, dias atrás, em que a modesta equipe de várzea “Estrela da Saúde” move contra o clube, quem está defendendo o Tricolor é o escritório Vilaça de Azevedo.
No imbróglio contra o Habibs, os advogados são do famoso Pinheiro Neto, entre outros, com casos sendo direcionados até a sócios do Gerente de Futebol.
Basta um telefonema aos escritórios dos referidos corpos jurídicos para constatar o custo altíssimo dos honorários.
Mas o descaso não para por ai: recentemente, entre os contratados pelo clube, dois “supervisores jurídicos”, além do próprio Aidar (enquanto advogado do clube, mas já candidato), às custas do São Paulo, simplesmente esqueceram-se de comparecer numa das audiências de processo em que o Tricolor estava implicado:
Até mesmo incentivo financeiro para curso da FIFA, com autorização de Aidar, o São Paulo liberou a Alexandre Ramalho Miranda, um dos que pertencem ao “grupo” do mandatário Tricolor.
Convenhamos, para um clube que sempre foi reconhecido pela excelência jurídica, a farra atual, comandada por um diretor que não consegue comprovar a origem de seus recursos, e sequer tem escritório constituído, gera suspeitas diversas, que vem sendo corroboradas com fatos, como os descritos na matéria, que, não por acaso, mais uma vez envolvem facilitação a pessoas ligadas ao presidente Carlos Miguel Aidar.






