Corinthians decide seu futuro
Num pleito que promete ser dos mais acirrados de sua história, o Corinthians decide, nas próximas horas, os caminhos a serem trilhados, daqui por diante, no Parque São Jorge.
Duas propostas distintas estão em votação.
Roque Citadini, Osmar Stabile e Emerson Piovezan, da chapa 11, prometem mudanças importantes, como o resgate das categorias de base das mãos de empresários, a ressurreição dos esportes olímpicos, a profissionalização no trato do clube social, além de gestão americana no estádio de Itaquera.
Do outro lado, Roberto “da Nova” Andrade, André Negão e Jorge Kalil tem como discurso manter tudo como está, ou seja, as “parcerias” com agentes de futebol, o fatiamento dos jogadores no amador, e a continuidade dos empréstimos e adiantamentos de cotas, apesar da dívida do clube já ter atingido R$ 330 milhões (sem contar R$ 1 bilhão do estádio).
Há também uma diferença substancial de biografias.
As últimas pesquisas dão conta de pequena vantagem em favor de Roque Citadini, que obrigou os situacionistas a correrem, nos últimos dias, em busca de um fato novo que pudesse reverter o atual quadro de derrota.
Ontem, anunciaram Vagner Love, hoje prometem também os naming-rights.
O grande problema é que ficou tão nítido o objetivo eleitoreiro, que os negócios – se todos fechados – tendem a ser piores do que poderiam, se tratados no devido tempo e com maior responsabilidade.
Pouco devem, por isso, influenciar no resultado das eleições.
Mudança de postura administrativa com Roque Citadini ou a continuidade da gestão Mario Gobbi, prometida por Roberto Andrade ?
O eleitor alvinegro, diante da evidente diferença das chapas, não terá dificuldades em escolher a melhor opção.

