anderson e andres

O mundo do MMA desabou com a notícia de que seu nome mais relevante, o brasileiro Anderson Silva foi flagrado em exame anti-doping por utilização de substâncias proibidas.

Apesar das provas, inequívocas, há de se julgar o atleta, sem histórico algum de atitudes ilicítas na modalidade, de maneira justa e ponderada.

É muito provável que a grande maioria dos adeptos do MMA, assim como doutros esportes que exigem imensa capacidade física de seu praticante, façam uso ilegal de diversas substâncias, quase sempre para obter vantagem sobre oponentes.

Assim como não seria surpreendente que o próprio Anderson Silva, mesmo de histórico cristalino, tenha utilizado-se, em algum momento de sua carreira, desses subterfúgios, mascarados por outros, para se manter em condições parelhas com a de outros lutadores, utilizadores dessas substâncias.

Sim é triste, desanimador, mas é a realidade dos esportes praticados em alto rendimento.

O próprio brasileiro, em nota, não negou a utilização do doping, apenas tratou de desvincular o objetivo do ilícito esportivo:

“eu não tomei nenhuma droga para melhorar a minha performance”.

Informações de bastidores dão conta de que Anderson Silva, de fato, diz a verdade no comunicado, e que teria se utilizado das drogas como medicamento corrente durante a recuperação de sua grave cirurgia.

Porém, certamente tinha ciência de que as substâncias, drostanolona e androsterona, podem também ser utilizadas para aumento de massa muscular e aumento de agressividade.

Como o exame realizado pelos laboratórios não tem como diagnosticar a intenção, e sim, o fato, Anderson Silva, mesmo que eventualmente sem dolo, mas certamente com culpa, merece ser punido, manchando, desnecessariamente, uma carreira até então tratada pela mídia, e pelo público, como exemplar.

EM TEMPO: este jornalista abomina o MMA, considerando não tratar-se de esporte, mas de regressão do ser-humano aos hábitos de barbárie dos primórdios da humanidade.

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