Histórias saborosas de estados tão longínquos… e próximos também
Por JOSE RENATO SATIRO SANTIAGO
Aprendi a ler com a revista Placar.
O amor ao futebol levou a isso.
Quando criança era o único tema que interessava.
Aliás aprendi muitas outras coisas através dessa publicação.
A seção que mais gostava era o finado Tabelão.
Era uma das únicas formas de ter informações sobre o futebol de todo Brasil.
Naquele tempo não havia Internet.
Até hoje, sei a localização de muitas cidades por conta dos campeonatos estaduais que acompanhava pela revista.
No entanto, alguns estados, naquele tempo, territórios, eram ignorados.
Acre, Amapá, Rondônia e Roraima.
Talvez, na verdade, certamente, por conta do futebol ser plenamente amador.
Posteriormente esta ausência de informações acabou.
Ainda assim, na minha cabeça sempre houve um vale de informações sobre o futebol destes estados.
Alguns anos atrás acabei conhecendo jornalistas de um destes estados, o Acre.
Seus nomes, Francisco Dandão, Augusto Diniz e Manoel Façanha.
Pessoalmente conheço apenas um deles.
Anualmente eles produzem pelo menos duas publicações de grande qualidade sobre o futebol local.
Passei a ser fã.
Aliás, sempre fui do verdadeiro futebol.
Não da coisa caricata como é mostrada, mas sim com a seriedade que move tantos profissionais da bola neste país continental.
O que é mostrado por tão poucos em tantos estados e que é deixado de lado pela grande mídia.
Eles, certamente, não estão sozinhos.
Há muitos outros que ainda suportam esta paixão.
Vida longa a todos eles.

