Paulo Garcia e Olivério Junior
Nas últimas semanas, o candidato a presidente do Corinthians, Paulo Garcia, tem se complicado a cada tentativa de justificar a promiscua relação de seu irmão, o empresário de jogadores Fernando Garcia, com a atual gestão alvinegra.
Defendê-la, como vem sendo feito, é avalizar todos os outros “esquemas” conhecidos do futebol alvinegro, incluindo os do empresário Carlos Leite, além de conceder idoneidade às práticas do adversário (?) político Roberto “da Nova” Andrade, enquanto diretor de futebol.
Apesar de tantos equívocos, alguns tentavam contemporizar: “é irmão… dá um desconto… se fosse outro intermediário o Paulo não agiria assim…”.
A reportagem, publicada ontem, pelo Blog do Perrone, mostrou que a defesa de Paulo Garcia aos hábitos de seu irmão é muito mais do que um acobertamento familiar, mas uma aprovação de suas ideias e procedimentos.
É inaceitável que um postulante ao cargo máximo do Corinthians divida a assessoria de imprensa com Andres Sanches e Kia Joorabchian.
Sim, porque o assessor de Paulo Garcia é o mal-afamado Olivério Junior, que, além dos clientes citados, ambos empresários de jogadores, faz também suas negociatas no ramo, razão pela qual é intolerado por quem trata o jornalismo com seriedade.
Além disso, é de conhecimento do dono da Kalunga que Olivério Junior vendeu dois jogadores ao Corinthians durante a gestão Andres Sanches, Eduardo Ramos e Wellington Saci, com a participação nebulosa de conhecido mafioso do mundo dos combustíveis adulterados.
Ou seja, Paulo Garcia, que se apresenta como líder da oposição do Corinthians, tem relações comerciais evidentes com dois nomes fundamentais da atual gestão, ambos com hábitos que, teoricamente, deveria combater:
Andres Sanches – a quem doou R$ 600 mil, e Olivério Junior, a quem paga salários como assessor.
Os dois envolvidos em negócios com Kia Joorabchian, que tem questões no Parque São Jorge que o clube, até os dias atuais, luta para esclarecer.



