Acordos, mentiras e dissimulações que explodiram a oposição corinthiana
Recentemente, parte do grupo capitaneado por Paulo Garcia, dono da Kalunga, em reunião tratada como secreta, acenou com acordo para ceder uma das vice-presidências da chapa eleitoral oposicionista ao então pré-candidato Osmar Stabile, com algumas condições a serem respeitadas:
– Roque Citadini não poderia ser o presidente, mas aceitava-se que fosse colocado na condição de vice.
– Departamento de Marketing ficaria sob comando de Edgard Soares.
Dias depois, anteontem, já com a decisão tomada, Garcia encenou uma reunião de definição de candidato na casa de Citadini, com direito a discussões e contra-argumentações, que resultaram na esperada indicação presidencial.
Porém, o final da peça não seguiu o roteiro esperado, implodindo um grupo oposicionista que, após a divulgação dos lamentáveis nomes que compõem a chapa de situação, acreditava estar perto da vitória.
Citadini recusou, não apenas a vice-presidência, mas também qualquer outro cargo que lhe fosse oferecido na gestão, por clara discordância com a composição apresentada, além do evidente ato de traição a que foi submetido.
Há mais de seis meses, Paulo Garcia vem fazendo “jogo-duplo” ou triplo, na disputa.
Para Citadini, dizia que o conselheiro alvinegro era “seu candidato” e que o apoiaria, inclusive financeiramente, na campanha.
Bastava virar as costas para desdizer tudo ao grupo de Stabile, chegando a prometer ao braço direito do candidato, Edgard Soares, que “falaria seriamente com o Roque”, após reclamações de que o mesmo fazia campanha antecipada.
“Não estou apoiando ninguém. Vamos ainda decidir o candidato”, dissimulava Garcia.
Chegou-se a um tempo em que tantas eram as inverdades que ficava difícil saber quem, de fato, estaria sendo enganado.
Depois da reunião em que se definiu a candidatura de Paulo Garcia à presidência do Corinthians, as dúvidas, todas, se dissiparam.

