Laranjas e ex-bicheiro encabeçam chapa da situação para as eleições do Corinthians
Há de se ter muita coragem para, publicamente, lançar mão de uma chapa política, como a que foi formalizada, ontem, pelo grupo “Renovação e Transparência”, de composição tão elementar, no que diz respeito à aproximação com a criminalidade.
Roberto “da Nova ” Andrade será o candidato a presidente, certamente apoiado por Andres Sanches, mas com dúvidas sobre a adesão de Mario Gobbi.
Os vices beiram o surrealismo: André Negão e Dr. Jorge “Totó” Kalil.
Andrade é vendendor de veículos da Concessionária “Nova”, razão do apelido, sem patrimônio expressivo, nem qualificação administrativa que justifique ocupar o cargo máximo de um clube com a importância do Corinthians.
Pelo contrário, sua utilização como “Laranja” da empresa, comprovada em matéria deste blog, torna, por si, seu nome uma opção absolutamente reprovável.
Sem falar na atuação como diretor de futebol do Corinthians, em que empresários como Carlos Leite e Fernando Garcia deram as cartas, e heranças terríveis, como a contratação de Alexandre Pato, por irrecuperáveis R$ 40 milhões, contribuíram para o caos financeiro alvinegro, pelo qual, aliás, Roberto foi um dos indiciados por crime de Sonegação Fiscal.
Pior ainda é saber que o 1º Vice-Presidente, por imposição de Andres Sanches, é um ex-bicheiro (?), de alcunha André Negão, dono de desmanche de automóveis, que, segundo relatos de gente do Parque São Jorge, nunca hesitou em sujar seus dedos de pólvora.
Ou seja, qualquer “dor de barriga” do presidente, se eleito, colocará o Corinthians nas mãos desse tipo de gente.
Na gestão Sanches, Negão fez de tudo um pouco, inclusive tocar a obra do CT da Ayrton Senna, acusada de superfaturamento, além de envolvimento em transações de jogadores, desde Defederico, até seu próprio filho, agraciado com contrato de cinco anos, estendido para oito, com direito a curtir a Europa sem nem mesmo esquentar o banco de reservas.
Por fim, Dr. Jorge Kalil, que antes de ser “Totó” já era acusado, flagrado em escutas da Polícia Federal, de ser “Laranja” de Carla Dualib, neta do ex-presidente afastado do clube e condenado por diversos crimes.
Prática, aliás, que confessou numas das fitas.
Uma espécie de sabujo, que em determinado momento latiu contra os atuais “companheiros”, mas abanou o rabinho, na sequencia, ao primeiro aceno de ração, sem o constrangimento dos que teimam em não envergar a espinha perante os malfeitores.



