Gobbi omite informação ao dizer que “Conselho Deliberativo do Corinthians não aprovou redução de mandato”

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O presidente do Corinthians, delegado Mario Gobbi, após desastradas declarações à imprensa no intuíto de pressionar pela permanecia do treinador Mano Menezes, se colocou numa sinuca de bico.

É insustentável a continuidade de todos os representantes do Departamento de Futebol alvinegro.

Inclusive os dirigentes.

Porém, como demitir o técnico sem tropeçar no discurso de não querer prejudicar o clube com a contratação doutro profissional antes das eleições ?

Só haveria uma alternativa: a queda de todos, inclusive com renuncia do presidente.

Para se manter no poder, mesmo absolutamente isolado, e bombardeado por seus próprios pares, Gobbi sempre diz que teve a intenção de sair, mas que “o Conselho Deliberativo não aprovou a redução de mandato”.

Mentira.

O delegado omite da opinião pública, ajudado pela falta de informação, ou formação, dos jornalistas, que 70% dos membros do Conselho, e 100% dos eleitos, pertencem a chapa “Renovação e Transparência”, a mesma que lhe elevou ao poder.

Ou seja, aprovam e desaprovam o que o presidente quiser.

Exemplo maior da promiscuidade foram as aprovações de contas, expostas em fictícios “Relatórios de Sustentabilidade”, sem nenhum questionamento, que depois descobriu-se criminosas, por ação da Justiça Federal.

Para manter o “cabresto”, bastava continuar o fornecimento de ingressos para jogos, shows e festividades – que precisam ser de boca-livre – e, vez por outra, um pãozinho com mortadela para enganar o apetite.

A crise é grave, mas era fácil de ser prevista, tão claros foram os desmandos praticados na gestão do futebol.

Desde pagamentos obscuros e abusivos de comissões – inclusive para renovação de contratos – passando pela escolha nada técnica de novos contratados, finalizando na própria incompetência diretiva, em que um clube teve seu departamento mais lucrativo jogado nas mãos de um bingueiro, foragido do Brasil, de um vendedor de automóveis, que agora quer ser presidente, e até de um inexpressivo dorminhoco compulsivo.

Todos, sem exclusão, mais a serviço de intermediários de atletas – e remunerados para tal – do que do próprio Corinthians, que se tornou refém de um “esquema” que está próximo de ter um epílogo dos mais decepcionantes.

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