Gobbi e Aidar. Juvenal e Andres
Ontem, o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, em barraco histórico na sede do clube, demitiu, com argumentos injustos e desprovidos de verdade, o ex-presidente do Tricolor, Juvenal Juvêncio, responsável por lhe garantir a eleição.
O dirigente estava nervoso pelo vazamento das “negociações” que indicavam vantagens a parceiros antigos, tão obscuras que, bastou o clareamento de alguns procedimentos para que parte dos envolvidos pulasse fora do barco antes mesmo do início dos trabalhos.
Aidar aproveitou-se do fato para antecipar o bombardeio a Juvenal Juvencio – em claro ato de traição – com o objetivo de implementar outro sistema, digamos, “comercial”, que será tocado por gente de sua “confiança”, nas categorias de base do São Paulo, ação inviável com a presença do grupo anterior em Cotia.
Um tiro no pé, com ônus político de proporções ainda não calculadas, mas que, financeiramente, se não fiscalizado, pode amenizar o sofrimento do dirigente.
A ação, em si, pode ser comparada ao rompimento entre Mario Gobbi e Andres Sanches, no Corinthians, com a diferença que Aidar somente agora adentrou na gestão Tricolor, enquanto Gobbi foi diretor nos três anos da administração alvinegra anterior, sendo responsável direto pelo endividamento do clube, além de presidente nos anos subsequentes.
As motivações também foram comerciais.
Gobbi e Aidar, não por acaso, são amigos de longa data, frequentam as residências, e ajudaram-se, anteriormente, na vida profissional.

