Volantes sem direção

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Ao final da tenebrosa apresentação do Corinthians, ontem, em que conseguiu a proeza de perder para o lamentável time do Bahia, que jogava sem oito titulares e ocupa a zona de rebaixamento do Brasileirão, o alvinegro terminou o embate com inacreditáveis quatro volantes dentro do gramado.

Nenhum deles qualificado para acertar dois passes seguidos.

Essa é a cultura que vem contribuindo, ano a ano, para que o futebol brasileiro abandone suas origens ofensivas, e de habilidade, para se voltar à prática da covardia, em que equipes que levam poucos gols, mas nada produzem no gramado, são tratadas pela imprensa como “grandes times”.

Em média, os times atuam com dois volantes, quase sempre pernas de pau marcadores.

As vezes, colocam um volante e um corredor, como era, por exemplo, Paulinho, no Corinthians, um atleta que ‘encaixou” bem num time sem muitas alternativas, mas que, quando teve que jogar noutras equipes, voltou a ser o que sempre foi, ou seja, limitado tecnicamente.

Os treinadores mais covardes, em vez de tentarem crescer na profissão, montando boas equipes de futebol, colocam logo três volantes, por vezes um deles disfarçado de terceiro zagueiro.

Chegou o momento de dar um basta nessa situação.

Há de surgir um dirigente com coragem suficiente para, ao contratar um profissional, dizer-lhe: “não quero cabeças de bagre no meio de campo do clube. No máximo um volante, mas que saiba jogar futebol.”.

Equipes de ponta devem ter jogadores que tratem bem a bola em todas as posições, não cabeças de bagre recebendo altíssimos salários, e contribuindo bem menos do que deveriam.

Hoje, o que se vê, são times treinados para impedir que o adversário jogue, e, vez ou outra, numa jogada de bola parada ou fortuita, garantir alguma vantagem.

Muito pouco para um futebol que cresceu e foi temido, no mundo todo, por ser diferente, habilidoso e, mesmo na derrota, respeitado.

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