Convite para Leonardo ser Diretor da CBF é “gattopardista”

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“Mudar para que as coisas permaneçam como estão”  é a base do sistema “gattopardista”, imortalizado do fabuloso filme “Il Gattopardo”, do genial Luchino Visconti.

Tudo indica ser este o caminho que a CBF pretende seguir no que diz respeito ao trato com a Seleção Brasileira de Futebol.

O convite a Leonardo para ocupar o cargo de Diretor de Seleções é uma afronta a quem, de fato, conhece os bastidores do esporte.

Menos aos empresários – alguns dos mais perigosos –  ligados ao ex-jogador, e a boa parte da imprensa, seja a desinformada ou até mesmo a remunerada.

Nada disso é escondido, pelo menos não na Europa, em que diversas publicações europeias, inclusive livros que tem como assunto desvendar ações mafiosas no esporte, cansaram de relatar.

Obviamente, dirigentes como Marin e Del Nero devem conhecer boa parte da fama de Leonardo no exterior.

Principalmente a sociedade com Franck Henouda, de histórico conhecido e nada elogiável no meio futebolístico.

Foi através da dupla que o agente Wagner Ribeiro enganou o Paris St. Germain no episódio contratação do jogador Lucas, em que vendeu-se um bom jogador como se fosse o maior craque brasileiro dos últimos tempos.

Muita gente lucrou com o “ágio” do negócio, que gerou, inclusive, a demissão de Leonardo do clube francês, com dirigentes locais quase chegando as vias de fato com o brasileiro.

Uma possível colocação de Leonardo na CBF servirá para que a imprensa elogie a gestão por algum tempo, pelo menos até se dar conta que a mudança existiu apenas nos nomes, mas que os esquemas serão mantidos, quando não, ampliados.

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