Argentina vence nas penalidades e jogará final histórica contra a Alemanha
De maneira dramática, após dois empates em zero a zero, no tempo normal e prorrogação, a Argentina venceu a Holanda por quatro a dois nas penalidades e disputará a final da Copa do Mundo com a Alemanha.
Será o tira-teima na terceira decisão envolvendo as equipes.
Em 1986, deu Argentina, em 1990, Alemanha.
Mascherano, em partida notável, foi o melhor em campo.
O genial Messi tentará agora a conquista do único título que lhe falta, podendo chegar ao Olimpo dos grandes jogadores de todos os tempos.
A primeira etapa começou equilibrada, com ambas as equipes trocando passes no intuito de abrir espaço na defesa adversária.
Sneijder, aos 12 minutos, arriscou de longe, coma bola passando a direita da meta.
Aos 14 minutos foi a vez de Messi, de falta, na entrada da área, fazer o goleiro holandês trabalhar.
Garay, aos 23 minutos, de cabeça, levou perigo, complementando cobrança de escanteio pela esquerda.
Os argentinos, mais avançados, começavam a dominar as ações, porém, com dificuldades em penetrar no forte sistema de marcação da Holanda.
Sneijder deu o primeiro chute a gol da segunda etapa, aos 4 minutos, em cobrança de falta sofrida por Robben, mas a bola subiu demais.
O jogo seguia, então, tenso, equilibrado, estudado, quase sem oportunidade de gols.
Higuain, aos 29 minutos, conseguiu encontrar uma brecha na marcação adversária e quase marcou, aproveitando-se de bom cruzamento de Perez, com a bola raspando a trave esquerda.
Mesmo com dificuldades, a Argentina permanecia mais no ataque, mas Messi, muito bem marcado, quase não conseguia se mexer.
Para tentar furar a retranca holandesa, Aguero e Palácio entraram nos lugares de Perez e Higuain, aos 36 minutos.
Rojo arriscou da intermediária, aos 38 minutos, nas mãos do goleiro holandês.
Aos 45 minutos, Sneijder deixou Robben na cara do gol, mas, preciso, Mascherano salvou a Argentina em bote perfeito.
Como nas partidas anteriores, a Holanda, que parecia morta durante todo o jogo, pressionava nos minutos finais, tentando a marcação do gol decisivo.
Mas nada aconteceu, e a definição de mais um finalista da Copa do Mundo foi para a prorrogação.
PRORROGAÇÃO
Com a partida equilibrada, Van Persie deixou a Holanda para a entrada de Huntelaar, aliviando os argentinos com a impossibilidade da entrada do goleiro Krul em possível decisão de penalidades.
Robben, aos 8 minutos, fez boa finta em velocidade e bateu, para boa defesa de Romero.
Maxi Rodriguez substituiu Lavezzi, aos 10 minutos.
No segundo tempos, as marcações, duríssimas, permaneciam levando vantagem sobre os setores ofensivos.
Palacio, aos 9 minutos, na frente do goleiro, em rara chance de gol, tentou encobrir, de cabeça, mas pegou fraco na bola.
Um minuto depois, Messi fez grande jogada pela direita e cruzou para Maxi Rodriguez, de primeira, bater nas mãos do goleiro holandês.
Com o zero a zero inalterado, viraram as penalidades.
PÊNALTIS
Vlaar, impecável na partida, bateu mal e Romero defendeu.
Messi, com categoria, um a zero Argentina.
Robben num canto, Romero no outro, um a um.
Garay, pancada no meio, dois a um.
Romero, espetacular, defende a cobrança de Sneijder.
Aguero, perfeito, três a um.
Kuyt, três a dois.
Maxi Rodrigues, pancada, o goleiro resvala, a bola bate no travessão e entra, classificando a Argentina para a final da Copa do Mundo.
De maneira absolutamente justa, Lionel Messi, quatro vezes eleito o melhor jogador do mundo, terá, enfim, a chance de lutar pela conquista de sua vida, aproximando-se do mito Diego Armando Maradona.

