Os Gregos e a premiação recusada

grecia futebol

Os jogadores da Grécia não apenas recusaram a premiação, em dinheiro, a que tinham direito pela conquista da vaga às oitavas de final, como obrigaram a Federação Grega a utilizar o montante na construção de um CT para a equipe, melhorando, assim, as condições de trabalho futuras para os atletas locais.

Uma atitude digna, que demonstra, ainda, a diferença de uma cultura milenar para outras que, mesmo engatinhando, se acham mais espertas do que a própria esperteza.

Prêmio não é salário – este sim obrigatório – e deve ser distribuído a bel desejo de quem, deseje ou não agraciar alguém com o mimo.

Discutir ou cobrar premiações é absolutamente abominável, deselegante, com um “q” até de chantagem.

Típico de gente inculta e mercenária.

Os jogadores africanos deram mostras, diversas, desse tipo de desvio de conduta, razão pela qual, apesar da habilidade, continuam a servir de chacota e saco de pancadas em todos os mundiais.

Há muitas referências semelhantes no futebol brasileiro, nem tão explícitas quanto no episódio africano, mas, ainda assim, deploráveis.

Tomara o exemplo de dignidade grega sirva, ao menos, para que se reflita sobre o assunto noutros mundos, inclusive o nosso, seja na cabeça dos jogadores, como também na dos dirigentes, que não podem mais aceitar passivamente esse tipo de coação.

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