O caminho da remuneração dos dirigentes do Corinthians

gobbi roberto duilio

Descobrimos, recentemente, nova modalidade de remuneração a dirigentes do Corinthians nas contratações de jogadores de futebol.

Bem criativa, por sinal.

Em todos eles, o recebedor indicado é o “olheiro” do clube, porém, o destinatário final varia de acordo com o negócio.

Funciona assim:

1 – o “olheiro” entra em contato com o proprietário de jogador desconhecido e oferece o negócio;

2– o empresário do atleta aceita colocar o jogador no Corinthians, de graça, com a promessa de contratação após um ano, recebendo quatro vezes mais do que pagou pelos direitos da “mercadoria”;

3– Exemplo: se o jogador custa R$ 200 mil. o empresário receberá R$ 800 mil, garantindo ótimo lucro;

4– O empresário lucra também, desta vez desde o início, com o aumento de salário do jogador, que, convenientemente, e debaixo dos panos, será dividido entre as partes;

5 – Apesar do empresário nada receber pelo “empréstimo” de um ano, na contabilidade do Corinthians é lançado um valor de saída do dinheiro, quase sempre disfarçado em parcelas, com a indicação de valor maior a ser quitado no final do ano, em caso de contratação em definitivo do jogador;

6 – Exemplo: o Corinthians contrata o jogador “Fulano”, diz que o empréstimo custará R$ 400 mil em quatro parcelas de R$ 100 mil, mas, na verdade, não há custo. Esse dinheiro é depositado na conta do empresário, que saca e retorna, em dinheiro, nas mãos do “olheiro” do clube. Este remunera a quem de direito, recebendo, obviamente, sua parte pelo “jogo Sujo” e também para resguardar o silêncio;

7– No final do ano, o mandatário cumpre a promessa e contrata em definitivo o jogador, ou faz antes, sem alarde, anunciando apenas posteriormente;

Esta não é uma história de ficção, muito pelo contrário, é o procedimento que vem sendo adotado, atualmente, por dirigentes do Corinthians em suas contratações.

Por razões óbvias, poupando fonte, e porque pagamento em dinheiro tem pouca possibilidade de ser rastreado, nem emite recibo, nomes e valores reais não serão citados, embora sejam de absoluto conhecimento do jornalista, que já repassou-os a quem tem por função investigar.

Aos conselheiros do Corinthians cabe checar a informação, de maneira simples, solicitando a documentação das últimas transações, com a certeza de que surpresas serão reveladas, e mal-explicadas.

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