Por que o Corinthians está negativado pelo calote na terraplenagem e não a BRL Trust ?
Publicamos, há dois dias, que o Corinthians foi negativado em cartório de São Paulo por calote na empresa ALVO, que realizou a terraplenagem do terreno de Itaquera, onde está sendo construído o “Fielzão”.
R$ 1,5 milhão.
O público sempre atento deste espaço questionou: mas se o estádio é da BRL TRust, porque o negativado foi o Timão ?
Simples.
Antes da definição do contrato entre as partes, construtora, fundo de investimento, Corinthians, etc., o ex-presidente do clube, Andres Sanches, visando acelerar o início das obras – havia ainda o impasse de possível troca do local de abertura da Copa para Brasília – por conta própria, decidiu que o clube seria responsável pela terraplenagem.
Este foi o único contrato assinado pelo ex-presidente na operação, todos os outros, tem a rubrica de Mario Gobbi.
Portanto, a ALVO desconhece a BRL Trust, tendo como contratante direto, o Corinthians.
Ou seja, apesar do discurso, realizado no Conselho Deliberativo, de que o clube não arcaria com o custo da Copa do Mundo ao erguer sua Arena, e que tudo seria financiado por parceiros, no final, além de dever sua própria conta, mais de R$ 1 bilhão, o Timão terá ainda que bancar as contas da FIFA, incluindo-se, ai, as novas pendências de R$ 60 milhões, assumidas durante a semana, para bancar as estruturas provisórias do “Fielzão”.
Aliás, retificando, pode-se trocar o “terá que bancar” por “irá ficar devendo”, porque, qualquer pessoa com mínimo de neurônios, e pequena aptidão para cálculos matemáticos, sabe bem que a chance da pendência ser paga é a mesma do ex-presidente Lula, verdadeiro “pai” do estádio, agir com honestidade.

