Diretor financeiro do Corinthians abre as portas de sua empresa para o Bom Senso FC
Em claro conflito de interesses, o diretor financeiro do Corinthians, Raul Corrêa da Silva, não apenas idealizou a proposta de “fair play” financeiro do Bom Senso FC, a ser discutida com os clubes, como também recebeu, ao lado do Ministro Aldo Rebelo, o representante do movimento, Fernando Prass, do Palmeiras, em sua empresa, a BDO.
A mesma que distribui à imprensa as famosas listas de arrecadações bilionárias, em que o clube de Parque São Jorge sempre aparece como superavitário, em contraste com a triste realidade financeira de dívidas que assolam o Parque São Jorge.
Certo é que a proximidade, ativa, de Corrêa, que pretende ser candidato a presidente do alvinegro, tem incomodado conselheiros do clube:
“Aqui ele custa a aparecer para dar explicações, foge dos embates… agora resolveu trabalhar para um grupo que tem interesses que podem não ser iguais aos nossos ? Deveria escolher um dos lados… não trabalhar para os dois.”
“O Raul, dessa maneira, está enganando alguém… não se sabe se os jogadores, o clube ou até os dois lados.”
Levando-se em consideração o histórico do dirigente no Corinthians, com suspeitas de manipulação contábil, a cultura de que dever é bom porque demonstra que o clube tem “crédito”, além da campanha política sendo realizada, atualmente, às costas do presidente que lhe deu o cargo, convenhamos, os conselheiros – e, por que não, os jogadores – tem alguma razão para desconfiar dos objetivos de Raul Corrêa da Silva.

