O pecado do Papa Francisco
“De repente, aquele ladrão que todos temos dentro de nós veio à minha mente. Enquanto espalhava as flores, peguei a cruz que estava sobre o rosário e, com um pouco de força, desprendi-a”.
Absolutamente popular pelas demonstrações diárias de humildade, o Papa Francisco, autor da infeliz frase destacada logo acima, tem incomodado setores da igreja pelas constantes declarações que se contrapõem à doutrina que deveria defender.
Sua incultura notória poderia ser amenizada pelo bom senso, mas, constantemente, é agravada pela falta de percepção dos deveres e, principalmente, da relevância e responsabilidade do cargo que ocupa.
Uma coisa é se aproximar da população, reduzir o muro que separa as diferentes camadas sociais, mostrar-se igual a todos, atitudes que agradam e surpreendem, outra é, como líder achar que pode e deve fazer o que bem entende, sem medir consequencias.
Um chefe de Estado, como o Papa, serve de referencia em quase tudo que faz, seja positiva ou negativamente.
Voltando à frase que estimulou esse comentário, admitir que errou ao furtar, seria nobre, se não viesse seguido de uma”justificativa” para o ato, colocando na vala comum, e até ofendendo, por que não, os que não possuem “um ladrão dentro de nós”.
Distorcida, a colocação pode servir de justificativa para muitos que tem o hábito de praticar os procedimentos que o Papa cometeu, um dia, apenas por deslize.
Mais grave do que o pecado do furto, perdoado pelo arrependimento em confissão, é o destempero e a má colocação das palavras, justamente daquele que deveria entender a constante repercussão, e a responsabilidade de seus pronunciamentos.

