Aldo Rebelo: cada país tem o comunista que merece

luxemburgo e aldo rebelo

Em mais uma de suas incursões pelo mundo da entrevista “nonsense”, desta vez para o UOL, o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB), parecia uma mescla de dois filmes consagrados de Hollywood, que, juntos, seriam nomeados: Forrest Gump no Pais das Maravilhas.

Esqueceu-se, até, que era comunista.

Se bem que o comunismo brasileiro anda mais avacalhado do que os argumentos do Ministro Barroso, do STF, aquele que recebeu R$ 2 milhões do Governo, em nome de sua empresa de advocacia, dias após ser nomeado para livrar a cara de mensaleiros na mais alta Corte nacional.

Rebelo, assim como na época em que tentou salvar a pele do ex-árbitro José de Assis Aragão de condenação no “Caso Pacaembu” (sem sucesso), parece ter problemas em enxergar a corrupção no país:

“Disseram que é a Copa da corrupção, que é a Copa do superfaturamento, que será desviado dinheiro da saúde e da educação, as pessoas. E a Copa ainda resiste.”

Para justificar a construção de elefantes brancos, então, o Ministro superou-se na imaginação – e na cara de pau, convenhamos – chegando a citar exemplo de teatros para explicar que alguns palcos terão jogos importantes uma vez na vida, outra na morte:

“Não, não justifico não. Mas não é isso que vai acontecer. Em 2 de abril, vai ter Santos e Mixto. Como fazer um jogo desses sem a Arena Pantanal? Quando o Nacional, de Manaus, enfrentou o Vasco no ano passado, o governador estava aperrreado com segurança porque o estádio era de 5 mil pessoas. Palmeiras e ABC no Frasqueirão foi com risco de acidente.”

“E os teatros? No mundo todo foram construídos com dinheiro público e não tem peça todo dia. São importantes para a cultura. E os estádios podem melhorar o nível do futebol nesses estados.”

“O Luverdense vai jogar em Cuiabá na Copa do Brasil. Amazonas pode retomar o clássico Nacional x Rio Negro, centenário.”

A grande verdade é que o “comunismo” de Rebelo não se aplica à população brasileira, tratada como meio para justificar fins, econômica e politicamente mais “adequados” a seus “companheiros”, sejam déspotas como Netinho de Paula, até a cartolagem, representada pelos Nuzmans e Del Neros de sempre.

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