Qual o limite de humilhação de Mario Gobbi ?
Poucas vezes se viu um presidente do Corinthians ser tão humilhado, desrespeitado, quanto o delegado Mario Gobbi.
Nem Dualib, que saiu corrido do clube, abaixou a cabeça para os ataques.
Reagia, sempre que necessário.
Gobbi se calou, anos atrás, e não reagiu ao tomar uma cadeirada de “organizado”, dentro do Parque São Jorge, quando, no mínimo, deveria ter dado voz de prisão ao agressor.
Na última semana, os jogadores Guerrero e Romarinho trataram-no como mentiroso, publicamente, no episódio da invasão do CT.
Ficou por isso mesmo.
Mas nada se compara ao que vem sofrendo nas mãos e atitudes de Andres Sanches seu desafeto, antes, aliado
Ontem, o portal Terra republicou trechos de uma entrevista do dirigente, concedida ao jornal suíço Neue Zürcher Zeitung (NZZ).
Ao ser questionado sobre o “Fielzão”, Sanches deu o primeiro tapa na cara do delegado:
“Sou o vô, o pai, o filho e o neto desse estádio. AQUI EU MANDO EM TUDO. O estádio está na minha responsabilidade.”
Em surto de megalomania, continuou:
“Tem o Corinthians antes de mim e depois de mim”.
Na sequencia, novo ataque a Mario Gobbi, tratando-o, indiretamente, como “banana”:
“Falta comando. Falta uma pessoa forte. Time de futebol perde e ganha a vida toda. Mas a imagem e a administração não podem perder, e perdemos um pouco no último ano. É fácil recuperar. Gobbi delegou muito.”
Passadas 24 horas da divulgação da entrevista, não se tem notícia, ainda, de novo surto de choro do atual presidente do Corinthians, nem se, desta vez, tomará coragem de retirar as obras do “Fielzão” das mãos de quem, claramente, demonstra tê-lo sob controle.

