PGR mira na lavagem, mas investigação pode virar pó: Perrelas devem ter sigilo bancário quebrado
Em inquerito da Polícia Federal, parado desde 2011, o senador Zezé Perrela e seus familiares são acusados de lavar dinheiro na transação do zagueiro Luisão, então no Cruzeiro, para o Benfica.
Oficialmente, o Cruzeiro teria negociado o atleta por US$ 2,5 milhões ao Central Español do Uruguai, espécie de “quintal” do empresário Juan Figger, porém, um mês depois, os uruguaios, “benevolentes”, repasaram o jogador para o Benfica, por apenas US$ 1 milhão.
A diferença, US$ 1,5 milhão, a PF acredita ter retornado aos Perrelas, já que, até hoje, nada ingressou nos caixas cruzeirenses.
Por essa razão, a Procuradoria Geral da República ingressará com pedido de quebra de sigilo bancário contra Zezé Perrela e seu irmão Alvimar.
Tudo indica, será acatado.
Uma investigação que, a princípio, procura pela lavagem, mas pode, depois de tudo esclarecido, terminar em meia tonelada de pó.

