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LAOR e Juvenal: não há dinheiro que justifique a mancha na história

Santos e São Paulo são duas das equipes mais vencedoras do futebol mundial, com marcas reconhecidas em todo o Planeta.

A equipe da baixada, pelo inesquecível esquadrão de Pelé e sua turma, vive ainda no inconsciente, não apenas dos brasileiros, mas dos diversos estrangeiros que se maravilharam com as excursões da equipe na década de 60.

O Tricolor, depois, colocou Milan e Barcelona, duas potencias inequívocas do futebol mundial, de joelhos, na década de 90, aos pés da esplendorosa equipe montada pelo mestre Telê Santana, que tinha Raí no comando e um iniciante Rogerio Ceni, ainda no banco de reservas.

Essas eram as imagens desses clubes, até esta semana, em todo o mundo, antes da bobagem cometida por seus gestores, de, mesmo sabedores de que possuem, atualmente, equipes medíocres, indignas de ostentarem camisas tão gloriosas, resolveram medir forças com os atuais melhores do Planeta.

Deu no que deu.

Muito menos que o vexame do placar, que foi apenas dois a zero por decisão do Bayern, que decidiu não se esforçar após a certeza da vitória, o desgaste da marca Tricolor ocorreu pela postura covarde no gramado, pela falta de combatividade demonstrada e, principalmente, pela tristeza de seu elenco.

É certo de que muitos dos torcedores que estiveram no Allianz Arena esperava enfrentar o São Paulo, ao menos, com o espirito corajoso do passado, e, daqui por diante, se lembrarão apenas do que sobrou, em desgaste evidente da imagem do clube, tão difícil de ser conquistada.

Pior ainda foi o Santos.

Se a final do Mundial, esta sim inevitável, já havia sido péssima para o Peixe, com a sova de quatro a zero para o Barça, existia, ao menos, a desculpa de uma má partida do clube contra outra, perfeita, de uma das melhores equipes de todos os tempos, capitaneadas por Lionel Messi, há tempos, uma lenda.

Porém, ontem, o que fez LAOR, em troca de um punhado de moedas, foi semelhante a atitude de Judas com Jesus, no início do cristianismo, ao entrega-lo à inevitável crucificação perante o poderoso exército romano.

Ou o dirigente, por incompetência, acreditava que um punhado de garotos, ainda em formação, teria destino diferente ao enfrentar um Barcelona imensamente superior ?

O vexame da goleada de oito a zero, que poderia até ter sido maior, foi a maior mácula de todos os tempos na história do Santos, um verdadeiro atentado, que não desagradou apenas aos torcedores do clube, mas também aos admiradores do futebol, inclusive os de origem europeia, que se lembram do que o clube um dia representou.

Sim, porque o São Paulo já foi tão eficiente quanto o Bayern, e o Peixe, mágico, como o Barcelona.

Um dia, não agora.

A história desse dois clubes de tanta tradição, lamentavelmente, foi manchada, pela irresponsabilidade de dois presidente que tinham a obrigação, não apenas pelo cargo, mas por serem também torcedores, de defende-la.

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