Advogado que desviou dinheiro do Palmeiras tentou travar ação de ressarcimento na Justiça e se complicou ainda mais

O advogado Pedro Renzo, sócio do conselheiro Antonio Corcione (foto), que prestava serviço particular ao ex-presidente Arnaldo Tirone, desviou a quantia de R$ 290 mil dos cofres palestrinos.
Utilizou-se para isso de sua conta particular, em que depositou a quantia recebida de um dos processos assistidos, repassando posteriormente com o citado desfalque.
O Palmeiras, então, ingressou com ação de ressarcimento do valor que, corrigido, ultrapassa R$ 358 mil.
Tentando ser mais esperto do que a esperteza, Renzo ingressou com processo tentando desqualificar o pleito palestrino, apresentando o que dizia ser “provas” de que havia repassado a quantia devida ao clube.
O vexame foi maior.
Agora, além da fama de desviador de dinheiro, terá que amargar a de utilizador de documentos falsificados, se é que não foi o autor dos próprios.
O Palmeiras provou que a carta apresentada ao Clube em 18/07/2011, que Renzo reapresentou na Justiça para se defender, em que o próprio e o conselheiro Corcione, seu sócio, afirmam ter pago a quantia de R$ 260.000,00 ao clube era falsa.
Surgiu quase um ano após o levantamento judicial realizado pelo próprio advogado.
Além disso, só foi autenticada em 11/06/2011.
Depois, o valor referido na carta não ingressou no departamento financeiro do Palmeiras, o que gerou a instauração de comissão de fiscalização para ouvir Pedro Renzo, Corcione e Francisco Busico, que era Diretor Financeiro na época, que afirmou jamais ter assinado nenhum recibo no valor de R$ 260 mil.
Comprovou-se ainda que outro documento, um recibo de R$ 30 mil, passado pelo advogado Roberto Felisone e datado de 28/07/2011, também era falso.
Até porque este advogado sequer atuou no processo.
Por motivos óbvios, a ação de cobrança do Palmeiras terá prosseguimento, porém, fica difícil entender porque até hoje o clube, com tantas evidências, agora comprovadas judicialmente, não ingressou com denúncia criminal contra o acusado, ou os acusados.
