Blog do Paulinho entrevistado pelo poeta Roberto Vieira

Concedemos, ontem, entrevista para o escritor e poeta do esporte, Roberto Vieira, publicada hoje na sua coluna “Camisa 10”, em seu blog.
Uma honra !
Confira abaixo a íntegra do bate-papo.
http://robertoblogdo.blogspot.com.br/
CAMISA 10 ENTREVISTA – PAULINHO
Trinta mil visitas diárias no Blog.
Um jornalista único no universo brasileiro.
Desafeto de Sanchez, Teixeira, Milton Neves e Roberto Dinamite.
Entre tantos e tantos outros.
Craque em esmiuçar os subterrâneos do Poder.
Paulinho bate um papo com a gente…

1- Como teve início o Blog do Paulinho?
Comecei a fazer o Blog do Paulinho como hobby, sem jamais imaginar que um dia chegaria a ter tamanha popularidade.
Estava num período depressivo e então decidi criar um espaço para passar o tempo, comentando sobre assuntos que considerava relevantes no esporte.
Com o tempo decidi, ainda de maneira amadora, apurar informações, como se fora jornalista, e publicá-las em meu blog.
Virou um estouro.
Depois disso fiz faculdade de jornalismo, me formei, aprimorei algumas técnicas, e dei a sorte de ter em meu rol de amizades figuras que até hoje são referências na profissão, fato este que acelerou ainda mais meu aprendizado.
Hoje o Blog do Paulinho tem, em média, 30 mil acessos diários e é frequentemente citado em publicações pelo mundo afora.
2- Quais seus ídolos no esporte? (Na verdade entendi a pergunta como “quais os ídolos bad-boys do esporte”)
São vários. De cabeça lembro, entre os da minha época, do Serginho Chulapa, Edmundo, Marcelinho Carioca, Mario Sergio, Paulo Cesar Caju, etc, etc, etc…
3- Quais as cinco melhores matérias na história do Blog do Paulinho?
Dou muita importância ao meu trabalho, razão pela qual tenho dificuldades em escolher as cinco.
Podemos falar sobre o “Caso Nilmar”, que fez o blog explodir de audiência, da reportagem em que é comprovado o desvio de dinheiro do Vasco Da Gama por Roberto Dinamite, do caso “Salamandra”, que serviu para demonstrar que a história de “grande empresário” de Andres Sanchez era pura bravata, do caso Junior, do Vitória, que levou o jogador à prisão, do caso “Futebol Interior”, em que comprovei a venda de matérias do referido site, ocasionando a expulsão dos “jornalistas” da ACEESP, entre outros.
4- Qual seu ídolo no jornalismo?
Dos que conheci, o mais íntegro, como ser humano e profissional, de longe, é o Juca Kfouri.
5- Já sentiu medo na profissão de jornalista?
Sou meio que condicionado a não sentir, até pela maneira como executo meu trabalho, mas, sem dúvida, e alguns momentos tive que tomar providências preventivas, evitando que algo pior pudesse acontecer.
6- Qual o mal pior? Marin, Teixeira ou Sanchez?
Sem dúvida, Andres Sanchez. Ricardo Teixeira era ladrão de casaca, e está praticamente morto para o futebol. Marin tem prazo de validade, até 2014. Sanchez, ao contrário, é oriundo da “ralé” da bandidagem, do baixo clero, gente que não mede esforços nem tem pudores para conseguir seus objetivos. Absolutamente perigoso, em todos os sentidos da palavra.
7- Colocaria (na CBF) gente relacionada ao esporte de reconhecida conduta ilibada.
Juca Kfouri, que, acredito, jamais aceitaria, seria um nome fantástico. Há ainda ex-atletas, como Zico e Raí. Ou talvez algum empresário de renome, que não precise viver do esporte, quem sabe…
8- Quais os três melhores dirigentes do Brasil? Se é que algum pode ser citado…
Poucos podem ser citados como exemplos. Gente que pode ou não se equivocar em suas funções, mas que, certamente, não participariam de assaltos a seus clubes.
Há, no Corinthians, o Roque Citadini, presidente do Tribunal de Contas de São Paulo, que até hoje é a única testemunha de acusação contra a MSI, grupo que, segundo o MPSP, era utilizado para lavar o dinheiro da Máfia Russa.
No São Paulo, um ótimo nome é o de João Paulo de Jesus Lopes, sempre coerente, polido e que não se utilizaria do clube para sobreviver.
Uma incógnita é o Paulo Nobre, presidente do Palmeiras.
Um milionário de herança, que não precisa roubar o clube e até aparenta não ter vontade de fazê-lo.
Porém dois de seus atos iniciais, em minha opinião, levaram ao extremo de erros e acertos.
Um pecado gravíssimo, que pode colocar a perder todos os acertos de sua gestão, foi a contratação de José Carlos Brunoro como “manager” do clube, uma pessoa que só por ser “sócio” de V(W)anderlei(y) Luxemburgo em transações de jogadores dispensaria apresentações.
O grande acerto, até o momento, foi o rompimento com a facção criminosa Mancha Verde, além da confissão de que o clube, há anos, era refém dessa gente.
Tomara, no final de tudo, possamos avalia-lo de maneira positiva.
9- Como vai sua relação com Milton Neves?
Nunca existiu tal relação. Nem existirá. Somos de lados opostos.
Ele sobrevive ao lado do que existe de pior na profissão.
10- A quantas anda sua investigação no Caso Leomar-Bivar?
Caminhando… as pessoas tem receio de falar, de se comprometer, mas poderemos, em breve, ter novidades.
