Sobre o herói Cassio

Tempos atrás, assim que o goleiro Cassio foi contratado pelo Corinthians, noticiamos que a real intenção do negócio era beneficiar o empresário Carlos Leite e seus parceiros comerciais, entre eles dirigentes do Corinthians.
E era.
Até então, a carreira do agora herói alvinegro era absolutamente inexpressiva e não condizente com a grandeza corinthiana.
Mas Cassio aproveitou a oportunidade.
De goleiro “fraquinho”, como chegamos a afirmar num de nossos artigos, talvez até com certo exagero, tornou-se mediano, capaz de defesas sensacionais, como a da Libertadores contra o Vasco da Gama e as realizadas na partida de ontem, em plena decisão de Mundial de Clubes.
Mas também de lances bizarros, entre eles duas saídas de gol, sua principal deficiência, como a contra o próprio Vasco da Gama, no final do jogo, que poderia ter dado contornos diferentes à história, e também no lance do gol de Fernando Torres, contra o Chelsea, em que, por muita sorte, o avante espanhol de fato estava em posição de impedimento.
Cassio, por exemplo, inquestionável historicamente, é inferior aos grandes goleiros da vida alvinegra, entre eles Ronaldo Giovanelli, Dida, Leão, Carlos, para citar apenas os mais recentes.
Porém, apesar de mediano tecnicamente, Cassio possui o mérito de não tremer em decisões, além de não se abalar com as críticas, aceitando e utilizando-as para, talvez, estimular seu próprio desempenho.
Sem dúvida, após a partida de ontem, jamais será esquecido pela Fiel e merece, pela luta e perseverança de vida, ocupar o lugar de destaque no olimpo dos grandes ídolos da historia do Corinthians.
