Palmeiras pagou R$ 800 mil de comissão para emprestar R$ 16 milhões do Banco do Mensalão

Numa transação pra lá de suspeita, o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, tomou dois empréstimos do BMG, o banco do Mensalão, pagando 5% de comissão a intermediários.

R$ 10 milhões em outubro e R$ 6 milhões em dezembro.

Além disso, os juros cobrados, fora o acerto referido, ultrapassam 1,3%, ou seja, estão acima do praticado no mercado para valores semelhantes.

A comissão teria sido depositada na conta de um executivo do banco, Hissa Moyses, e repassada posteriormente, segundo informações, a um intermediário indicado pelo presidente palmeirense.

R$ 800 mil reais.

Mesmo procedimento adotado pelo banco ao emprestar dinheiro para o Corinthians, recentemente, em que Hissa também repassou parte dos 5% à conta do “olheiro” alvinegro Mauro Van Basten.

Uma maneira, tudo indica, discreta de beneficiar terceiros através de uma transação financeira do clube.

O “golpe” é quase perfeito e difícil de ser diagnosticado, porque a grana sai do BMG para a conta de um executivo do próprio grupo, ou seja, sem deixar vestígios na contabilidade palmeirense.

Dinheiro esse que, se tratado da maneira como deveria pelo presidente alviverde, serviria para abater os valores a serem pagos pelo clube, não preencher os bolsos de quem quer que sejam os “intermediários”.

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