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Canhoteiro, 80 anos

Por JOSÉ RENATO SATIRO SANTIAGO

Coroatá é uma pequena cidade maranhense fundada em 1920.

O nome da cidade se originou de uma planta existente na região, que veio do México, e conhecida pelos índios locais por Croatá-Açú.

Doze anos depois, exatamente em 24 de setembro de 1932, no entanto, aconteceria o nascimento de José Ribamar de Oliveira, o que faria com que Coroatá passasse para a história como a cidade de Canhoteiro.

Um dos mais fabulosos jogadores da história do futebol brasileiro, Canhoteiro associava uma velocidade descomunal a uma grande habilidade para controlar a bola e dar dribles desconcertantes em seus adversários.

Um fenômeno!!!

Segundo seus colegas, Canhoteiro era o único que conseguia correr por uma longa distância com a bola, praticamente, colada junto ao seu pé.

Sua carreira foi iniciada em 1949 no pequeno América de Fortaleza, de onde saiu para o São Paulo em 1954.

No São Paulo jogou 415 partidas e marcou 103 gols.

Quando chegou ao São Paulo, em 1957, o magistral Zizinho não se conformava que, a apenas 400 quilômetros de distância do Rio de Janeiro, pudesse existir um fenômeno desconhecido como o ponta-esquerda Canhoteiro.

Nas palavras do próprio Zizinho, Canhoteiro foi “melhor que o próprio Garrincha”.

Em campo, levava à loucura os marcadores da época, como o corintiano Idário ou o palmeirense Djalma Santos.

Certa vez, contra o Corinthians, em uma só jogada ele fintou seu marcador 14 vezes.

Campeão Paulista em 1957, foi convocado para a Copa do Mundo de 1958, mas acabou cortado.

Motivo?

Muito embora o técnico da seleção brasileira, Vicente Feola, tivesse sido seu técnico no São Paulo, isto não serviu de argumento para evitar seu corte, uma vez que sua vida boemia falou mais alto.

Segundo alguns historiadores, o corte teria sido provocado pelo fato de Canhoteiro ter chegado de madrugada na concentração da seleção brasileira justamente por saber que teria que viajar de avião até a Suécia, onde a Copa seria realizada.

Seu pavor em andar de avião era estrondoso.

Para o seu lugar foi chamado Zagallo.

Anos depois, o grande Chico Buarque de Holanda desabafou sobre este fato: “Canhoteiro, cuja camisa Zagallo usurpou na Copa de 58, privando o Planeta de ver o que só eu via”.

Jamais voltaria a jogar pela seleção.

No entanto, de qualquer forma, no ataque dos sonhos de qualquer torcedor brasileiro daqueles tempos, sua presença, juntamente com a de Garrincha era mais do que mandatório.

Aliás, coube ao próprio Chico Buarque escrever este ataque dos sonhos na música “O futebol” com Mané, Didi, Pagão, Pelé e Canhoteiro.

Canhoteiro se foi em 16 de agosto de 1974.

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