Vôlei Masculino: virada histórica da Russia deixa o Brasil com a PRATA na mão

De maneira heroica, a Russia venceu uma partida quase perdida, de virada, por três sets a dois, contra a favorita Seleção Brasileira, numa partida notável do gigante Muserskiy.
PRATA conquistada, quando o Ouro escapou por duas vezes de nossas mãos, no final do terceiro set.
Uma pena.
O Brasil, imponente, não deu a menor chance para os russos no primeiro set.
Abriu, de cara, 5 a 1, distancia que foi ampliada até o final.
Fechou em 25 a 19, com Murilo atuando de maneira impecável não apenas no ataque, mas também com saques espetaculares.
O segundo set começou com equilibrados 3 a 3, mas, aos poucos, as coisas foram voltando ao normal.
Porém, com o jogo sob controle, o Brasil bobeou em três lances, permitindo que a Russia encostasse em 16 a 15.
Bernardinho pediu tempo, Dante, municiado por um inspirado Bruninho, virou tudo, e nossos atletas finalizaram em 25 a 20.
Tudo indicava que teríamos um terceiro set de festa, porém a Russia, enfim, acordou, enquanto o Brasil, ansioso, passou perder bolas fáceis.
O jogo melhorou, mas a defesa brasileira não conseguia marcar as pauladas de Muserskiy, o coelho na cartola do treinador adversário.
Mesmo assim, o Brasil teve dois “Gold Point”, mas desperdiçou.
Aproveitando-se do momento, os Russos fecharam, de virada, por 29 a 27.
Situação esta que empolgou a equipe, voltando ainda mais arrasadora no quarto set.
O Brasil, para piorar a situação, teve que retirar de quadra Dante, machucado, colocando Giba, claramente sem ritmo de jogo.
Depois, com os adversários disparando no marcador, Bernardinho tentou mudar o ataque brasileiro, colocando Ricardinho no levantamento.
De nada adiantou.
Novamente, apesar de uma reação brasileira nos últimos pontos, com o retorno de Bruno à quadra, o gigante Muserskiy fez o que quis, e os russos fecharam em 25 a 22, empatando a finalíssima.
E veio o inesperado quinto set.
Com ele, Dante volta para o jogo, mesmo machucado, em clara situação de sacrifício.
E os Russos deram show, frente uma Seleção Brasileira que não acreditava no que via dentro de quadra.
Novamente o “monstro” Muserskiy destruiu o setor defensivo nacional, e a virada se confirmou com inquestionáveis e históricos 15 a 9.
Valeu pela medalha de PRATA, que o Brasil, até desacreditado no início do torneio, lutou para conquistar, mas o gosto amargo de ter desperdiçado duas chances de conquistar o Ouro, quando o jogo estava dois a zero, jamais será esquecido.
