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Romarinho, predestinado, cala La Bombonera e deixa Corinthians vivo na Final

Numa partida dificílima, em La Bombonera absolutamente lotado, o Corinthians, guiado pela estrela de Romarinho, conseguiu empatar no final com o Boca Juniors, em um a um, dando enorme passo para conquistar a Libertadores da América.

Haja coração para o torcedor corinthiano !

Na primeira etapa, o Timão controlou muito bem a partida, enquanto o Boca tentava atacar, mas encontrava pouco espaço para criar.

A marcação do Corinthians, eficiente, enervou os argentinos, que passaram a provocar os brasileiros em quase todas as bolas divididas.

Pra variar, somente o pouco inteligente Sheik entrou na pilha, deixando o torcedor alvinegro apreensivo com a possibilidade de expulsão.

De prático os argentinos tiveram apenas duas oportunidades.

Uma delas logo no primeiro minuto, quando Riquelme levantou a bola na cabeça de Schiavi, que errou o alvo.

Na mais perigosa, aos 34 minutos, Alessandro salvou gol certo após Santiago Silva acertar belíssima bicicleta, após cruzamento de Mouche.

Nas poucas vezes em que o Corinthians contra-atacou, parecia ter mais facilidade em penetrar na defesa adversária, embora, sua única oportunidade, de fato, tenha acontecido numa paulada de Paulinho, da intermediária, bem defendida por Orion, aos 7 minutos.

Aos 38 minutos, Tite teve que colocar Liedson em campo no lugar de Jorge Henrique, que sentiu contusão muscular, deixando o esquema alvinegro ainda mais parecido com o de seu oponente.

Não tivesse a arbitragem afinado, aos 40 minutos, e o violento Roncaglia seria expulso após entrada por trás em Sheik.

O Boca voltou com tudo para o segundo tempo, exercendo uma pressão incrível nos primeiros quinze minutos, mesmo assim, dentro do possível, a defesa corinthiana se portava bem.

Porém, meio de campo e ataque quase não pagavam na bola.

Aos 4 minutos, Riquelme bateu bola de primeira, que passou perto.

Doze minutos depois, Riquelme, sempre ele, deixou Mouche na cara do gol, que bateu em cima de Cassio.

Só dava Boca Juniors que, aos 27 minutos, enfim, abriu o marcador.

Escanteio pela esquerda, Caruso cabeceou para Santiago Silva, também de cabeça, mandar um balaço para o gol, Chicão tirou com a mão, em cima da linha, a arbitragem deu vantagem e, no rebote, Roncaglia estufou as redes.

Um gol que parecia ser o da vitória, tamanha a superioridade argentina na etapa final.

Porém, nessa Libertadores com a cara do Corinthians, tudo pode acontecer.

E aconteceu.

Aos 40 minutos, Paulinho roubou bola de Riquelme, tocou para Sheik, que lançou Romarinho, que acabara de entrar, e este, com enorme categoria, deu um toquinho por cima, na saída de Orion, e recolou o Timão em busca do campeonato.

Desesperado, o Boca ainda tentou no final, em cabeçada de Viatri que beijou a trave corinthiana.

Agora, no Pacaembu, empurrado por quase 40 mil corações, o Corinthians depende apenas de si para fazer história na América.

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