Chelsea campeão da Europa. Futebol tem dessas coisas

Por JUCA KFOURI
Thomas Muller fez, aos 83, o gol que daria o título europeu a quem mais o merecia, em Munique: o dono da cada Bayern.
Gol numa cabeçada perfeita, para o chão, à queima-roupa, indo ao travessão antes de entrar, sem culpa para Petr Cech.
O Bayern buscou o gol o tempo todo como se sabia que teria de fazer, porque o Chelsea iria especular em busca de uma bola de ouro para fazer com os alemães o que fizera com os catalães.
Um contra-ataque, uma bola parada, aí estavam as chances inglesas.
O gol daria, mas não deu.
Porque cinco depois, depois de escanteio, Drogba cabeceou com violência para empatar, também sem culpa do goleiro Neuer.
E o jogo foi para a prorrogação, apesar do domínio e de todas as chances germânicas contra a defesa de handebol dos britânicos.
Com dois minutos de prorrogação, Drogba fez um pênalti desnecessário em Ribéry e Robben, mais uma vez, bateu para perder, como todos estávamos todos cansados de saber que aconteceria. Cech defendeu.
E vieram os pênaltis.
Para quem sonhou em ver esta final entre Barcelona e Real Madrid, sem dúvida, havia um ar de frustração.
Vencesse quem vencesse, o futebol de excelência não venceria.
Lahm fez 1 a 0 e Mata perdeu.
Mario Gomez fez 2 a 0 e David Luiz fez 2 a 1.
Neuer fez 3 a 1 em Cech e Lampard fez 3 a 2.
Olic bateu e Cech defendeu, para Cole empatar 3 a 3.
Schweinsteiger bateu na trave e Drogba fez o gol do título.
O pior dos semifinalistas é o campeão, na casa do Bayern.
E lutou para isso, sem dúvida.
Mas ninguém gostaria de estar na pele de Robben…
