Governo não pode utilizar acerto para encobrir os erros

Sim, de fato o Governo brasileiro acertou ao responder, na medida certa, os ataques de um Jerome Valcke, que não tem moral – assim com a entidade que representa – sequer para olhar nos olhos de seus interlocutores, tamanha a imundice que cerca sua vida no mundo do futebol.
Porém, precisamos atentar para o fato de que utilizar o episódio do desrespeito ao Brasil para tapar com a peneira os enormes focos de corrupção e incompetência que cercam a preparação brasileira ao Mundial de 2014 seria um erro ainda maior – e conveniente- de nossos governantes.
É fato que nossos aeroportos são lixos que não conseguirão ser reciclados até o inicio do torneio, e que o caos, por este motivo, será inevitável.
Além disso, nossos estádios estão sim com cronogramas atrasados, alguns até preocupantes, sem contar a imensa injeção de dinheiro público, e outros “benefícios”, por debaixo do pano.
Um país, que se dá ao “luxo” de ter organizando um Mundial, gente da estirpe de um Ricardo Teixeira, com toda a sua trupe, entre eles, Andres Sanchez, que precisa do futebol para sobreviver, não pode ser mesmo levado a sério.
Sem falar nos “ídolos” que abençoam as falcatruas e colocam seus nomes para referendar tudo o que se vê por ai, e não está certo, caso de Ronaldo “fenômeno” e agora também de Bebeto.
Uma salada de oportunistas, aproveitadores e até saqueadores, referendada por nosso Governo com a nomeação de Vicente Cândido (PT), ligado a Boris Berezovsky, para ser relator da Lei Geral da Copa.
Sem dúvida, a cereja do bolo.
