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Governo brasileiro presenteia ditadores de Cuba

Sob o pretexto de beneficiar a blogueira cubana Yoani Sanchez, que, corajosa, enfrenta praticamente sozinha todos os desmandos da ilha de Fidel Castro, o Governo Brasileiro, na verdade, está beneficiando o Governo de Cuba.

Sim, porque se Yoani se utilizar do visto que recebeu para poder vir ao território brasileiro terá que se submeter aos regulamentos da documentação.

Entre eles, não escrever mais sobre política.

Ou seja, os ditadores cubanos estarão livres de sua pedra no sapato mais dolorosa.

Seria o mesmo que dar a Juca Kfouri asilo nos EUA sob a condição de nunca mais poder investigar a CBF.

Ricardo Teixeira decretaria feriado de uma ano apenas para os festejos, em sua entidade.

Para vir ao Brasil, Sanchez necessitará de autorização expressa do Governo local para deixar seu país natal.

Alguém tem duvidas de que conseguirá ?

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92 comentários sobre “Governo brasileiro presenteia ditadores de Cuba

  1. Pai Magú

    Pai Magú sabe …

    Pai Magú não erra …

    Pai Magú disse , dias atrás , neste Blog do Paulinho :

    Luis Fabiano , Nilmar e Rogério Ceni estão PODRES .

    Praticamente não jogarão neste ano .

    Começou pelo Frangueiro-de-joelhos-atados – Ceni .

    Este fez o comunicado de encerramento da carreira ontem .

    Pai Magú adiantou isto na semana passada .

    Nilmar já é um semi-aposentado .

    Luis Fabiano é o próximo . Vai necessitar de uma nova cirurgia em breve . Para corrigir péssima cirurgia realizada anteriormente .

    PAI MAGÚ SABE !!!!!

    PAI MAGÚ NÃO ERRA !!!!!

  2. Antonio Rodrigues

    Caso consiga permissão para vir ao Brasil, você pensaria em ficar e trabalhar aqui?
    Não tenho esse plano. A matéria-prima do meu trabalho é a realidade cubana. Não quero e não posso ficar longe das minhas histórias. Se pudesse viajar, eu certamente o faria, mas não seria apenas para o Brasil. Tenho de passar nos Estados Unidos e na Espanha para receber os prêmios que ganhei. Talvez desse um pulo à Alemanha e à Suíça. E só. Faz tempo que aprendi que a vida para mim não está em outro lugar a não ser em Cuba. Para o meu país eu voltarei sempre.

    obs.: COmo voce ve ela nao tem intensao de ficar por aqui, e continuara sempre a falar e escrever sobre a politica cubana.

    A proposito uma pergunta: Pouco antes de falecer, nosso grande Magrao aventou a possibilidade de ser treinador de futebol em Cuba, e sempre se disse um adimirador de ditador FIDEL CASTRO. Voce nunca postou algo a respeito.

    Paulinho: Sempre me posicionei a respeito. E, neste assunto, divergia do Magrão

  3. Murilo

    Mais uma vez você emitindo opinões sem ter a menor noção do que acontece em Cuba e de quem é esta blogueira. Você sabe quem financia a moça? Você conhece Cuba? Já conversou com algum cubano a respeito do regime do País? Você sabia que estas regras e leis valem para todos os cubanos? Paulo, porque não se restringe ao futebol? Questões políticas são muito complexas e a política internacional mais ainda. Mais uma bola fora, se mete em que não entende e cai no chutómetro! Mais um palpite de mesa redonda de futebol. Se o governo brasileiro não desse a autorização, você iria descer a lenha no governo porque não autorizou, o que você quer? Que o Brasil proiba a moça de entrar aqui? O restante é problema dela, não do Brasil. Se quer criticar o governo federal critique, meta o pau, mas isso não tem nada a ver com vistos de entrada/saída do Brasil. Ainda usa o nome do Juca. A situação do Juca não tem nada a ver com a da blogueira de Cuba. Se informe amigo antes de escrever, depois você entra nesta seara que é a política!
    abraços

  4. Luizao

    Paulinho, se vc. divergia dos Sócrates sobre Cuba, vc. já aventou a possibilidade de que ele estivesse certo e vc. errado?
    Eu já estive em Cuba, aliás tem vários voos diários do Brasil com conexões para lá. Vi um povo feliz e digno, um País sem violencia, pobre, porém sem mendigos ou miseráveis, nem gente morrendo de fome, catando lixo para comer.

  5. Antonio Rodrigues

    Vixe Anthorei, (lapsos de memória) retificando “intencao” e “admirador”

  6. V. Campos de Santamariana

    Difícil aceitar quaisquer comentários de cunho político neste blog, depois do ensurdecedor silêncio do Blogueiro a respeito do quase UM TRILHÃO DE REAIS doados nos processos de privatização do governo Demo-Tucano.

  7. Luizao

    Paulinho: Na minha opinião, para tratar de política, um jornalista tem que ser absolutamente isento e preparado. No Brasil, a Dilma tem os maiores índices de aprovação de TODOS os Presidentes da história do Brasil e mesmo assim, para uma minoria de 4% ela é considerada péssima – aparentemente vc. faz parte destes 4%, o que é seu direito. Em Cuba é mais ou menos a mesma coisa, uma minoria acha ruim o regime, a grande maioria aprova.Simples assim.

  8. Fernando (O original) - CURINTCHIA TUDO VAGABUNDO!!!

    AI EU TE PERGUNTO:

    E O KIKO??W E O KIKO???

    E O KIKO EU TENHO A VER COM ISSO???

  9. Damien.

    ….CHEIRADONA, VC FOI CURRADO POR UM CORINTHIANO NA INFÂNCIA. NINGUÉM TEM CULPA DISTO. PROCURE UM PSIQUIATRA.

  10. Edilson Ribeiro de Farias

    Ai Paulinho concordo com vc, e digo mais com esse bando de puxa saco do petista que deve ter um cargo no governo e tem de defender e pagar dízimo pro partido pq se não perdem a mamata,
    se CUBA fosse bom cubanos não farrião de tudo pra sair de lá.

  11. Pretoriano VI - III - III

    Mídia mundial apreensiva por Copa e Olimpíadas

    Jornais chamam a atenção para problemas de infraestrutura e explosões recentes no Rio

    O desabamento de três prédios no coração do Rio de Janeiro foi notícia no mundo inteiro, provocando questionamentos sobre a cidade que vai sediar nos próximos anos a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016. Em matéria sobre o caso, o “Wall Street Journal” afirma que a tragédia chama a atenção “para a infraestrutura caindo aos pedaços da cidade que se prepara para abrigar dois eventos esportivos internacionais”:
    “Os aeroportos, avenidas e outras infraestruturas da cidade estão envelhecidos, e sofreram com a falta de cuidados durante as décadas de fraco crescimento econômico. As autoridades esperam que, com os eventos esportivos e o boom da economia, possam dar uma revitalizada na cidade litorânea”, diz o jornal, lembrando ainda que o Rio vem sofrendo uma série de explosões ligadas a vazamento de gás.

    O site internacional da BBC aposta no mesmo tom, mostrando preocupação pelo “estado da infraestrutura do Rio, enquanto o Brasil se prepara para receber dois eventos esportivos de grande porte”.

    Em seu site, o “Washington Post” montou uma fotogaleria com 15 imagens da tragédia, com o título simples e direto: “Prédios do Rio de Janeiro desabam”. Ao lado das imagens de escombros e buscas por sobreviventes, o jornal assinalava que corpos haviam sido encontrados, mas 21 pessoas continuavam desaparecidas. O site do britânico “The Guardian” exibia um vídeo de um minuto, destacando que algumas pessoas que passavam pelo local sentiram um forte cheiro de gás após a queda dos edifícios.

    O “Le Monde” também optou por uma fotogaleria, afirmando que “o desabamento de três prédios deu um ar de campo de guerra ao bairro histórico do Rio de Janeiro”. O jornal francês informou ainda que a região é muito frequentada durante o dia, mas fica quase deserta à noite.

    Em matéria intitulada “Cinco mortos e desaparecidos no desabamento de três prédios no Rio de Janeiro”, o argentino “Clarín” diz que as causas da tragédia ainda são desconhecidas, mas informa que as investigações se concentram principalmente na possibilidade de problemas estruturais nas construções. A notícia ganhou a manchete da seção internacional do site chileno Emol, com a matéria “Sobe para cinco o número de mortos por desabamento de três edifícios no Rio”.

    A notícia ganhou destaque até mesmo na TV russa Primeiro Canal. Em matéria de um minuto, o apresentador afirmou que o prédios desabaram após uma explosão.

    http://oglobo.globo.com/rio/midia-mundial-apreensiva-por-copa-olimpiadas-3773981

  12. V. Campos de Santamariana

    Muita gente critica aqui, principalmente os anti, quando falam do financiamento ao estádio do Corínthians. Alegam que o dinheiro deveria ser aplicado em segurança, saúde, educação, combate à miséria, etc. Como o mundo inteiro está careca de saber, essas deficiências não existem em Cuba. Então pessoas falam um monte de bobagens sem conhecer a realidade dos fatos. Se a moça der um bom passeio por aqui e/ou conviver por alguns dias com grande parcela da população pobre americana, como ela pretende, vai querer voltar correndo à Ilha e beijar a mão do Imortal Comandante.

  13. SÓ PERGUNTANDO!

    Ainda bem que você foi rapido,pois tem um monte de “Pasquale” nesse blog!

  14. vingador

    Cuba eh um lixo. QUem gosta daquela pocilga eh quem nao mora la.

    Ignorantes uteis do show business, como Chico Buarque ou o Socrates, nao sabem o que dizem. Vivem num mundo de drogas, falsidades e dinheiro facil. Vao morar la pra ver o que eh viver sem papel higienico.

    Pergunte (como eu fiz) para as dezenas de cubanos trabalhando em sorveterias e restaurantes na Europa ou Miami o que eles pensam dessa escumalha comunista. Estao torcendo para esse fidel ou o alcolatra do seu irmao passarem dessa pra melhor e acabar com aquele socialismo que nem papel higienico produz. Que vende cursos de medicina onde os caras aprendem a receitar aspirinas, pois nao ha mais nada para usar.

  15. jota dias

    Paulinho, vc ja percebeu como tem “PeTralhas” de olho no seu blog? Devem ser os amiguinhos do Andrés e do Zé Dirceu … bastou falar mal de Cuba pra aparecer um bando de idiotas pra defender a ditadura dos sanguinarios irmaos Castro. Se o Magrao gostava de que acontecia em Cuba e era fã do Fidel, apenas comprova a tese que errar é humano, pois não se admite lutar pela democracia no Brasil e defender o que la (ate hoje) acontece. Bola fora do Magrão, mas que não apaga o que de bom ja fez. No mais, concordo com vc Paulinho. Esse governo da Dilma nao me engana…é td cena e querem (aos poucos pra ninguem parceber) acabar com a democracia.

  16. carlos

    população de cuba 11 milhoes de habitantes
    população do Brasil 190 milhoes de habitantes.

  17. Carlitus

    Não gosto de contrariar a ideologia de ninguém. Portanto,
    Senhores socialistas, comunistas, esquerdistasa e petistas de plantão, peguem suas muchilas e boa viagem para cuba, sejam felizes – para sempre.

    :

  18. Luiz Carlos Guerreiro

    Paulinho de Cuba vc nada entende., estive em Cuba 4 vezes , nunca fiquei hospedado num hotel , sempre fiquei na periferia de havana e na casa de familias cubanas, e vc está totalmente enganado sobre Cuba., Essa pistoleira (Yoani) que quer vir ao Brsil quer aparecer , vive as cstas de dinheiro enviado por americanos , alemãos , etc…Sei que vc não tem coragem de ler por ser de direita, mas se quiser ler colocarei no blog uma entrevista que ela deu para um jornalista frances em Cuba e o mesmo desmascarou-a…Paulinho vc não é má pessoa, vc só precisa ler um pouco mais!!!!

  19. Thor-Palmeirense

    ANTAnio Rodrigues

    Vc é uma piada, o bobo da corte do petismo e do Lulla ladrão que vc segue como um cão fiel.

    O Fidel que vcs vermelhinhos do PT tanta veneram, não passa de um ditador sanguinário, e Cuba uma ILHA PRESÍDIO onde democracia é um termo considerado palavrão, os opressores do regime Castrista oprimem seu próprio povo proibindo qualquer manifestação contrária a ideologia comunista.

    Porém o regime comunista de Castro está com dias contados, seu irmão já começou a abrir economicamente o país.

    Imagine que em Cuba. é proibido comprar um automóvel, ter um pequeno negócio, tudo pertence ao Estado.

    Por isso Cuba tem uma economia arcaica no estilo dos anos 50 ainda,

    Portanto se vcs petralhas adoram tanto Cuba, se mudem para aquela ilha presídio, seria um alívio para o Brasil se ver livre dos petralhas e comunistas vagabundos e inúteis.

  20. MARCOSMARIKABAMBY

    ser gay e xupaulino pra mim é mais importante que mulher

    http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://bp2.blogger.com/_nlppGOU1Lk4/R-h_zMVoFtI/AAAAAAAAAKk/io8pLXbn87w/s800/saopaulino.jpg&imgrefurl=http://trancemanltda.blogspot.com/2008/03/coisa-de-so-paulino.html&usg=__KWqf8WKtvD4a_HiWU7yIVy6lvGM=&h=365&w=550&sz=72&hl=pt-BR&start=80&zoom=1&tbnid=oRVInwGiAKnpgM:&tbnh=88&tbnw=133&ei=ArYiT6jFBs-ltwf9zfCiCw&prev=/search%3Fq%3Dsao%2Bpaulino%2Bgay%26start%3D60%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26biw%3D1280%26bih%3D636%26gbv%3D2%26tbm%3Disch&itbs=1

    EU VURGAY E A FERNANDINHA DA AUGUSTA COMEMORAMOS DEMAIS.

    http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://bobagento.com/wp-content/uploads/2008/12/qw.jpg&imgrefurl=http://blig.ig.com.br/maedacoruja/tag/bambi/&usg=__28vTf3dr3M9k8cWVyWvvkHzmvwg=&h=461&w=540&sz=72&hl=pt-BR&start=77&zoom=1&tbnid=T8dZefgsGmj1-M:&tbnh=113&tbnw=132&ei=5LYiT4D5H8-CtgeHlrGiCw&prev=/search%3Fq%3Dsao%2Bpaulino%2Bgay%26start%3D60%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26biw%3D1280%26bih%3D636%26gbv%3D2%26tbm%3Disch&itbs=1

  21. Thor-Palmeirense

    A patrulha dos vermelhinhos do PT esta bem atuante na web.

    É só o Paulinho fazer uma crítica a Cuba ou ao Lulla ladrão, e ao PT, ou a algum regime socialista ou mesmo aos regimes terroristas como o Irã, Síria etc. essa corja de inúteis que devem receber alguma vantagem pecuniária do PT, para defender esses bandidos socialistas e anti-democráticos.

    Esse petralhas ficam espumando de raiva despejam essas teses ideológicas que não passa de lixo puro.

  22. Rogério

    É Paulinho,

    quando entra no assunto Cuba você realmente é péssimo, alienado e moldado pela mesma mídia que você ataca.

    Abraço,

    Rogério

  23. Viajante Oficial

    Caro Paulinho,

    A Yoani sempre deixou claro que deseja SAIR e RETORNAR à ilha. Portanto se conseguir vir ao Brasil será somente por alguns dias, a não ser que seja impedida de retornar a Cuba, o que acho muito improvável. Acho que a ditadura dos Castro esta com os dias contados pois quanto mais eles se fecham, mais a ilha se afunda.

  24. Luizao

    Prezado Fernando, li e recomendo a todos, é ótima a entrevista com a “censurada blogueira Cubana” – Muitos leigos que escrevem bobagens ficarão ruborizados com a própria ignorancia.

  25. Damien.

    ….KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK….

    ….CHEIRADONA, A COCAINA AFETOU SEU CÉREBRO…

    …..VC FOI CURRADO POR UM JUMENTO, QUE PERTENCIA À UM CORINTHIANO. ENTENDO SUA RAIVA….

    …..A PROPÓSITO, SEU TIME VAI TOMAR NABO DE NOVO, ESTE ANO. ANO SIM, ANO NÃO, O SP É NOSSO FREGAYZÃO…..

  26. Pai Magú

    Meu filho , Todo São Paulino é viado . VERDADE INEXORÁVEL !

    Mas nem todo veado é são paulino . Vide Atlético MG , no Inter RS , no Fluminense , no Pelotas RS .

    PAI MAGÚ SABE !!!

    PAI MAGÚ NÃO ERRA !!!

  27. Jader Rezende

    Lamento discordar de você. Esta mulher é agente da CIA. A Revolução Cubana foi dos maiores episódios do século XX
    Não faça jornalismo por ouvir falar.
    A campanha midiática contra Cuba patrocina pelos EUA usurpadores do mundo, que mantém um bloqueio injusto contra Cuba e ainda ocupa a base de Guantánamo, onde pratica tortura.
    Apesar disso, Cuba possui uma das menores taxas de mortalidade infantil do mundo. 1000/4 de crianças que nascem vivas. Não há desnutrição infantil.
    E tem uma medicina de muita boa qualidade e gratuita para todo o povo, além de uma educação excelente.
    Varreu as excentricidades do capitalismo, ajudou Angola na luta contra a África do Sul na batalha de Cuito Navale, expulsando os racistas do território angolano.
    Envia médicos para vários países, gratuitamente, inclusive o Haiti onde a participação de médicos é a maior de todas.
    Teve a sorte de ter dois líderes excepcionais e de grande coragem, como Fidel Castro e Che Guevara, entre outros.
    Possui o dobro de medalhas olímpicas que o Brasil ganhou em olímpiadas.
    Para um país que está em guerra com a nação mais poderosa do mundo, a 120km de distância, usando todo tipo de sabotagem, todos estes feitos representam muito, e a eficiência dos revolucionários, que ao contrário BUSH lutaram no campo de batalha contra o exército de Batista.
    Um país perseguido não se pode dar ao luxo de dispensar um líder da Revolução como Fidel Castro.
    Aliás se o nobre jornalista pesquisar este falso dissidente que dizem que fez greve de fome. Mentira. Não passava de um preso comum e que agrediu a mulher e os filhos.
    Assista aos documentários de Michael Moore no you tube e saberá das verdades e falsidades inventadas pela imprensa capitalista, a exemplo de jornais brasileiros.
    A CIA tentou matar Fidel Castro mais de 600 vezes.
    Todos os dados aqui expostos não são invenção, nem propaganda, e sim dados corroborados pela ONU.
    Não pretendo mudar sua opinião política, mas, quero restabelecer as verdades dos fatos, como todo jornalista sério, como você deveria fazer.
    Alías, alguns comentários aqui neste BLOG não passam de verdadeira enxurrada de palavrões e total falta de habilidade para o debate.

  28. Sandro

    Toma no C essa mídia mundial, no País desses caras tem terrorismo, aqui nós mesmos destruimos.

  29. Sandro

    Puta merda, quanta ignorância, vai morar em Cuba e passar fome ou se perder no mar querendo chegar na Florida.

  30. Mauricio

    Que tal arrumarmos essa porcaria corrupta chamada Brasil antes de falar dos outros?

  31. Antonio Rodrigues

    JumenTHOR você não sabe nada de nada. Ontem você estava pedindo a volta da ditadura militar, talvez porque gostaria de ser você a enforcar na cela da prisão o Vladimir Herzog ou então dar um tiro no metalurgico Manuel Fiel Filho? Seria isso imbecil? Você não tem moral para discutir o que não sabe.
    O ditador Fidel é o chefe militar de Cuba seu burrão.
    Nem idéias próprias, mesmo que idiotas, você tem. Tudo é roubado de alguém (tenha vergonha na cara). Como você é um analfabeto rouba textos da inVeja e publica como se fossem seus. Provavelmente vai mostrar pro namoradão. Pior que só rouba textos repetitivos, sempre a mesma ladainha. Seja mais criativo, esses textinho surrupiados já fazem parte do passado. Quanto ao comunismo, você deveria citar a China, que é tão comunista quanto Cuba. Lá, você não sabe, existem milhares de presos políticos também, só existe uma imprensa, a do governo. Só que lá não tem embargo não, (pergunte pro namoradão o que é embargo). Só porque você compra produtos piratas de lá acha tudo uma maravilha.
    Falando em terrorismo, o que você achou da invasão do Iraque peo seu idolo Bush, veja quantos civis, quantos jovens americanos morreram, em busca de uma invenção do seu presidente, armas quimicas. Quanto que só acharam uma bomba de detefon. Os países árabes estão se libertando das ditaduras que você defende imbecil. Ditaduras amparadas por regimes militares sua ameba. Pelo amor de Deus leia um pouco, só um pouquinho.
    Todos podem concordar ou discordar de maneiras de governos, mas não podem ser analfabetos como você achar que ditadores militares são a solução.
    Não haverá 3o. turno.

  32. Marcos

    Achar ruim de um regime é uma coisa.

    Arriscar a vida no oceano tentando escapar dele é outra.

    Explique.

  33. Bruno Camargo

    Nem precisa, é só dizer que ela precisa assumir logo a posição que tem, essa mulher só tem a repercussão que tem pq fala oq a veja, e outros orgãos que diferente da veja e desse blog são assumidamente de direita querem ouvir.

  34. Marcos

    A vergonha que esses eventos JÁ trouxeram para o país é grande, mas nem se compara com o que ainda está por vir.

    NÃO À COPA, NÃO ÀS OLIMPÍADAS. CHEGA DE PASSAR VERGONHA PERANTE O MUNDO.

  35. Luizao

    Prezado Marcos:
    Vc. já pensou quantos Latinos ilegais, sendo milhares de Brasileiros, se aventuram pelo mar, pelo deserto do México, para ser clandestino nos EUA? Os EUA fomentam a emigração – Cuba concede 50.000 vistos por ano para emigrantes para os EUA.- Se informe melhor.

  36. Zé Ninguém

    http://www.joildo.net/noticias/reporter-desmascara-blogueira-cubana-yoani-sanchez-em-entrevista/

    Repórter desmascara blogueira cubana Yoani Sánchez em entrevista

    Yoani Sánchez é a nova personalidade da oposição cubana. Desde a criação de seu blog, Generación Y, em 2007, obteve inúmeros prêmios internacionais: o prêmio de Jornalismo Ortega y Gasset (2008), o prêmio Bitacoras.com (2008), o prêmio The Bob’s (2008), o prêmio Maria Moors Cabot (2008) da prestigiada universidade norte-americana de Colúmbia. Do mesmo modo, a blogueira foi escolhida como uma das 100 personalidades mais influentes do mundo pela revista Time(2008), em companhia de George W. Bush, Hu Jintao e Dalai Lama.

    Seu blog foi incluído na lista dos 25 melhores do mundo do canal CNN e da Time(2008). Em 30 de novembro de 2008, o diário espanhol El País a incluiu na lista das 100 personalidades hispano-americanas mais influentes do ano (lista na qual não apareciam nem Fidel Castro, nem Raúl Castro). A revista Foreign Policy, por sua vez, a considerou um dos 10 intelectuais mais importantes do ano, enquanto a revista mexicana Gato Pardofez o mesmo para 2008.

    Esta impressionante avalanche de distinções simultâneas suscitou numerosas interrogações, ainda mais considerando que Yoani Sánchez, segundo suas próprias confissões, é uma total desconhecida em seu próprio país. Como uma pessoa desconhecida por seus vizinhos – segundo a própria blogueira – pode integrar a lista das 100 personalidades mais influentes do ano?

    Um diplomata ocidental próximo desta atípica opositora do governo de Havana havia lido uma série de artigos que escrevi sobre Yoani Sánchez e que eram relativamente críticos. Ele os mostrou à blogueira cubana, que quis reunir-se comigo para esclarecer alguns pontos abordados.

    O encontro com a jovem dissidente de fama controvertida não ocorreu em algum apartamento escuro, com as janelas fechadas, ou em um lugar isolado e recluso para escapar aos ouvidos indiscretos da “polícia política”. Ao contrário, aconteceu no saguão do Hotel Plaza, no centro de Havana Velha, em uma tarde inundada de sol. O local estava bem movimentado, com numerosos turistas estrangeiros que perambulavam pelo imenso salão do edifício majestoso que abriu suas portas no início do século XX.

    Yoani Sánchez vive perto das embaixadas ocidentais. De fato, uma simples chamada de meu contato ao meio-dia permitiu que combinássemos o encontro para três horas depois. Às 15h, a blogueira apareceu sorridente, vestida com uma saia longa e uma camiseta azul. Também usava uma jaqueta esportiva, para amenizar o relativo frescor do inverno havanês.

    Foram cerca de duas horas de conversa ao redor de uma mesa do bar do hotel, com a presença de seu marido, Reinaldo Escobar, que a acompanhou durante uns vinte minutos antes de sair para outro encontro. Yoani Sánchez mostrou-se extremamente cordial e afável e exibiu grande tranquilidade. Seu tom de voz era seguro e em nenhum momento ela pareceu incomodada. Acostumada aos meios ocidentais, domina relativamente bem a arte da comunicação.

    Esta blogueira, personagem de aparência frágil, inteligente e sagaz, tem consciência de que, embora lhe seja difícil admitir, sua midiatização no Ocidente não é uma causalidade, mas se deve ao fato de ela preconizar a instauração de um “capitalismo sui generis” em Cuba.

    O incidente de 6 de novembro de 2009

    Salim Lamrani – Comecemos pelo incidente ocorrido em 6 de novembro de 2009 em Havana. Em seu blog, a senhora explicou que foi presa com três amigos por “três robustos desconhecidos” durante uma “tarde carregada de pancadas, gritos e insultos”. A senhora denunciou as violências de que foi vítima por parte das forças da ordem cubanas. Confirma sua versão dos fatos?

    Yoani Sánchez – Efetivamente, confirmo que sofri violência. Mantiveram-me sequestrada por 25 minutos. Levei pancadas. Consegui pegar um papel que um deles levava no bolso e o coloquei em minha boca. Um deles pôs o joelho sobre meu peito e o outro, no assento dianteiro, me batia na região dos rins e golpeava minha cabeça para que eu abrisse a boca e soltasse o papel. Por um momento, achei que nunca sairia daquele carro.

    SL – O relato, em seu blog, é verdadeiramente terrorífico. Cito textualmente: a senhora falou de “golpes e empurrões”, de “golpes nos nós dos dedos”, de “enxurrada de golpes”, do “joelho sobre o [seu] peito”, dos golpes nos “rins e […] na cabeça”, do “cabelo puxado”, de seu “rosto avermelhado pela pressão e o corpo dolorido”, dos “golpes [que] continuavam vindo” e “todas essas marcas roxas”. No entanto, quando a senhora recebeu a imprensa internacional em 9 de novembro, todas as marcas haviam desaparecido. Como explica isso?

    YS – São profissionais do espancamento.

    SL – Certo, mas por que a senhora não tirou fotos das marcas?

    YS – Tenho as fotos. Tenho provas fotográficas.

    SL – Tem provas fotográficas?

    YS – Tenho as provas fotográficas.

    SL – Mas por que não as publicou para desmentir todos os rumores segundo os quais a senhora havia inventado uma agressão para que a imprensa falasse de seu caso?

    YS – Por enquanto prefiro guardá-las e não publicá-las. Quero apresentá-las um dia perante um tribunal, para que esses três homens sejam julgados. Lembro-me perfeitamente de seus rostos e tenho fotos de pelo menos dois deles. Quanto ao terceiro, ainda não está identificado, mas, como se tratava do chefe, será fácil de encontrar. Tenho também o papel que tirei de um deles e que tem minha saliva, pois o coloquei na boca. Neste papel estava escrito o nome de uma mulher.

    SL – Certo. A senhora publica muitas fotos em seu blog. Para nós é difícil entender por que prefere não mostrar as marcas desta vez.

    YS – Como já lhe disse, prefiro guardá-las para a Justiça.

    SL – A senhora entende que, com essa atitude, está dando crédito aos que pensam que a agressão foi uma invenção.

    YS – É minha escolha.

    SL – No entanto, até mesmo os meios ocidentais que lhe são mais favoráveis tomaram precauções oratórias pouco habituais para divulgar seu relato. O correspondente da BBC em Havana, Fernando Ravsberg, por exemplo, escreve que a senhora “não tem hematomas, marcas ou cicatrizes”. A agência France Presseconta a história esclarecendo com muito cuidado que se trata de sua versão, sob o título “Cuba: a blogueira Yoani Sánchez diz ter sido agredida e detida brevemente”. O jornalista afirma, por outro lado, que a senhora “não ficou ferida”.

    YS – Não quero avaliar o trabalho deles. Não sou eu quem deve julgá-lo. São profissionais que passam por situações muito complicadas, que não posso avaliar. O certo é que a existência ou não de marcas físicas não é a prova do fato.

    SL – Mas a presença de marcas demonstraria que foram cometidas violências. Daí a importância da publicação das fotos.

    YS – O senhor deve entender que tratamos de profissionais da intimidação. O fato de três desconhecidos terem me levado até um carro sem me apresentar nenhum documento me dá o direito de me queixar como se tivessem fraturado todos os ossos do corpo. As fotos não são importantes porque a ilegalidade está consumada. A precisão de que “me doeu aqui ou me doeu ali” é minha dor interior.

    SL – Sim, mas o problema é que a senhora apresentou isso como uma agressão muito violenta. A senhora falou de “sequestro no pior estilo da Camorra siciliana”.

    YS – Sim, é verdade, mas sei que é minha palavra contra a deles. Entrar nesse tipo de detalhes, para saber se tenho marcas ou não, nos afasta do tema verdadeiro, que é o fato de terem me sequestrado durante 25 minutos de maneira ilegal.

    SL – Perdoe-me a insistência, mas creio que é importante. Há uma diferença entre um controle de identidade que dura 25 minutos e violências policiais. Minha pergunta é simples. A senhora disse, textualmente: “Durante todo o fim de semana fiquei com a maçã do rosto e o supercílio inflamados.” Como tem as fotos, pode agora mostrar as marcas.

    YS – Já lhe disse que prefiro guardá-las para o tribunal.

    SL – A senhora entende que, para algumas pessoas, será difícil acreditar em sua versão se a senhora não publicar as fotos.

    YS – Penso que, entrando nesse tipo de detalhes, perde-se a essência. A essência é que três bloggers acompanhados por uma amiga dirigiam-se a um ponto da cidade que era a Rua 23, esquina G. Tínhamos ouvido falar que um grupo de jovens convocara uma passeata contra a violência. Pessoas alternativas, cantores de hip hop, de rap, artistas. Eu compareceria como blogueira para tirar fotos e publicá-las em meu blog e fazer entrevistas. No caminho, fomos interceptados por um carro da marca Geely.

    SL – Para impedi-los de participar do evento?

    YS – A razão, evidentemente, era esta. Eles nunca me disseram formalmente, mas era o objetivo. Disseram-me que entrasse no carro. Perguntei quem eles eram. Um deles me pegou pelo pulso e comecei a ir para trás. Isso aconteceu em uma zona bastante central de Havana, em um ponto de ônibus.

    SL – Então havia outras pessoas. Havia testemunhas.

    YS – Há testemunhas, mas não querem falar. Têm medo.

    SL – Nem mesmo de modo anônimo? Por que a imprensa ocidental não as entrevistou preservando seu anonimato, como faz muitas vezes quando publica reportagens críticas sobre Cuba?

    YS – Não posso lhe explicar a reação da imprensa. Posso lhe contar o que aconteceu. Um deles era um homem de uns cinquenta anos, musculoso como se tivesse praticado luta livre em algum momento da vida. Digo-lhe isso porque meu pai praticou esse esporte e tem as mesmas características. Tenho os pulsos muito finos e consegui escapar, e lhe perguntei quem era. Havia três homens além do motorista.

    SL – Então havia quatro homens no total, e não três.

    YS – Sim, mas não vi o rosto do motorista. Disseram-me: “Yoani, entre no carro, você sabe quem somos.” Respondi: “Não sei quem são os senhores.” O mais baixo me disse: “Escute-me, voce sabe quem sou, você me conhece.” Retruquei: “Não, não sei quem é você. Não o conheço. Quem é você? Mostre-me suas credenciais ou algum documento.” O outro me disse: “Entre, não torne as coisas mais difíceis.” Então comecei a gritar: “Socorro! Sequestradores!”

    SL – A senhora sabia que se tratava de policiais à paisana?

    YS – Imaginava, mas eles não me mostraram seus documentos.

    SL – Qual era seu objetivo, então?

    YS – Queria que as coisas fossem feitas dentro da legalidade, ou seja, que me mostrassem seus documentos e me levassem depois, embora eu suspeitasse que eles representavam a autoridade. Ninguém pode obrigar um cidadão a entrar em um carro particular sem apresentar suas credenciais. Isso é uma ilegalidade e um sequestro.

    SL – Como as pessoas no ponto de ônibus reagiram?

    YS – As pessoas no ponto ficaram atônitas, pois “sequestro” não é uma palavra que se usa em Cuba, não existe esse fenômeno. Então se perguntaram o que estava acontecendo. Não tínhamos jeito de delinquentes. Alguns se aproximaram, mas um dos policiais lhes gritou: “Não se metam, que são contrarrevolucionários!”

    Esta foi a confirmação de que se tratava de membros da polícia política, embora eu já imaginasse por causa do carro Geely, que é chinês, de fabricação atual, e não é vendido em nenhuma loja em Cuba. Esses carros pertencem exclusivamente a membros do Ministério das Forças Armadas e do Ministério do Interior.

    SL – Então a senhora sabia desde o início, pelo carro, que se tratava de policiais à paisana.

    YS – Intuía. Por outro lado, tive a confirmação quando um deles chamou um policial uniformizado. Uma patrulha formada por um homem e uma mulher chegou e levou dois de nós. Deixou-nos nas mãos desses dois desconhecidos.

    SL – Mas a senhora já não tinha a menor dúvida sobre quem eles eram.

    YS – Não, mas não nos mostraram nenhum documento. Os policiais não nos disseram que representavam a autoridade. Não nos disseram nada.

    SL – É difícil entender o interesse das autoridades cubanas em agredi-la fisicamente, sob o risco de provocar um escândalo internacional. A senhora é famosa. Por que teriam feito isso?

    YS – Seu objetivo era radicalizar-me, para que eu escrevesse textos violentos contra eles. Mas não conseguirão.

    SL – Não se pode dizer que a senhora é branda com o governo cubano.

    YS -Nunca recorro à violência verbal nem a ataques pessoais. Nunca uso adjetivos incendiários, como “sangrenta repressão”, por exemplo. Seu objetivo, então, era radicalizar-me.

    SL – No entanto, a senhora é muito dura em relação ao governo de Havana. Em seu blog, a senhora diz: “o barco que faz água a ponto de naufragar”. A senhora fala dos “gritos do déspota”, de “seres das sombras, que, como vampiros, se alimentam de nossa alegria humana, nos incutem o medo por meio da agressão, da ameaça, da chantagem”, e afirma que “naufragaram o processo, o sistema, as expectativas, as ilusões. [É um] naufráfio [total]“. São palavras muito fortes.

    YS – Talvez, mas o objetivo deles era queimar o fenômeno Yoani Sánchez, demonizar-me. Por isso meu blog permaneceu bloqueado por um bom tempo.

    SL – Contudo, é surpreendente que as autoridades cubanas tenham decidido atacá-la fisicamente.

    YS – Foi uma torpeza. Não entendo por que me impediram de assistir à passeata, pois não penso como aqueles que reprimem. Não tenho explicação. Talvez eles não quisessem que eu me reunisse com os jovens. Os policiais acreditavam que eu iria provocar um escândalo ou fazer um discurso incendiário.

    Voltando ao assunto da detenção, os policiais levaram meus amigos de maneira enérgica e firme, mas sem violência. No momento em que me dei conta de que iriam nos deixar sozinhos com Orlando, com esses três tipos, agarrei-me a uma planta que havia na rua e Claudia agarrou-se a mim pela cintura para impedir a separação, antes de os policiais a levarem.

    SL – Para que resistir às forças da ordem uniformizadas e correr o risco de ser acusada disso e cometer um delito? Na França, se resistimos à polícia, corremos o risco de sofrer sanções.

    YS – De qualquer modo, eles nos levaram. A policial levou Claudia. As três pessoas nos levaram até o carro e comecei a gritar de novo: “Socorro! Um sequestro!”

    SL – Por quê? A senhora sabia que se tratava de policiais à paisana.

    YS – Não me mostraram nenhum papel. Então começaram a me bater e me empurraram em direção ao carro. Claudia foi testemunha e relatou isso.

    SL – A senhora não acaba de me dizer que a patrulha a havia levado?

    YS – Ela viu a cena de longe, enquanto o carro de polícia se afastava. Defendi-me e golpeei como um animal que sente que sua hora chegou. Deram uma volta rápida e tentaram tirar-me o papel da boca.

    Agarrei um deles pelos testículos e ele redobrou a violência. Levaram-nos a um bairro bem periférico, La Timba, que fica perto da Praça da Revolução. O homem desceu, abriu a porta e pediu que saíssemos. Eu não quis descer. Eles nos fizeram sair à força com Orlando e foram embora.

    Uma senhora chegou e dissemos que havíamos sido sequestrados. Ela nos achou malucos e se foi. O carro voltou, mas não parou. Eles só me jogaram minha bolsa, onde estavam meu celular e minha câmera.

    SL – Voltaram para devolver seu celular e sua câmera?

    YS – Sim.

    SL – Não lhe parece estranho que se preocupassem em voltar? Poderiam ter confiscado seu celular e sua câmera, que são suas ferramentas de trabalho.

    YS – Bem, não sei. Tudo durou 25 minutos.

    SL – Mas a senhora entende que, enquanto não publicar as fotos, as pessoas duvidarão de sua versão, e isso lançará uma sombra sobre a credibilidade de tudo o que a senhora diz.

    YS – Não importa.

    A Suíça e o retorno a Cuba

    SL – Em 2002, a senhora decidiu emigrar para a Suíça. Dois anos depois, voltou a Cuba. É difícil entender por que a senhora deixou o “paraíso europeu” para regressar ao país que descreve como um inferno. A pergunta é simples: por quê?

    YS – É uma ótima pergunta. Primeiro, gosto de nadar contra a corrente. Gosto de organizar minha vida à minha maneira. O absurdo não é ir embora e voltar a Cuba, e sim as leis migratórias cubanas, que estipulam que toda pessoa que passa onze meses no exterior perde seu status de residente permanente.

    Em outras condições eu poderia permanecer dois anos no exterior e, com o dinheiro ganho, voltar a Cuba para reformar a casa e fazer outras coisas. Então o surpreendente não é o fato de eu decidir voltar a Cuba, e sim as leis migratórias cubanas.

    SL – O mais surpreendente é que, tendo a possibilidade de viver em um dos países mais ricos do mundo, a senhora tenha decidido voltar a seu país, que descreve de modo apocalíptico, apenas dois anos depois de sua saída.

    YS – As razões são várias. Primeiro, não pude ir embora com minha família. Somos uma pequena família, mas minha irmã, meus pais e eu somos muito unidos. Meu pai ficou doente em minha ausência e tive medo de que ele morresse sem que eu pudesse vê-lo. Também me sentia culpada por viver melhor do que eles. A cada vez que comprava um par de sapatos, que me conectava à internet, pensava neles. Sentia-me culpada.

    SL – Certo, mas, da Suíça, a senhora podia ajudá-los enviando dinheiro.

    YS – É verdade, mas há outro motivo. Pensei que, com o que havia aprendido na Suíça, poderia mudar as coisas voltando a Cuba. Há também a saudade das pessoas, dos amigos. Não foi uma decisão pensada, mas não me arrependo.

    Tinha vontade de voltar e voltei. É verdade que isso pode parecer pouco comum, mas gosto de fazer coisas incomuns. Criei um blog e as pessoas me perguntaram por que eu fiz isso, mas o blog me satisfaz profissionalmente.

    SL – Entendo. No entanto, apesar de todas essas razões, é difícil entender o motivo de seu regresso a Cuba quando no Ocidente se acredita que todos os cubanos querem abandonar o país. É ainda mais surpreendente em seu caso, pois a senhora apresenta seu país, repito, de modo apocalíptico.

    YS – Como filóloga, eu discutiria a palavra, pois “apocalíptico” é um termo grandiloquente. Há um aspecto que caracteriza meu blog: a moderação verbal.

    SL – Não é sempre assim. A senhora, por exemplo, descreve Cuba como “uma imensa prisão, com muros ideológicos”. Os termos são bastantes fortes.

    YS – Nunca escrevi isso.

    SL – São as palavras de uma entrevista concedida ao canal francês France 24 em 22 de outubro de 2009.

    YS – O senhor leu isso em francês ou em espanhol?

    SL – Em francês.

    YS – Desconfie das traduções, pois eu nunca disse isso. Com frequência me atribuem coisas que eu não disse. Por exemplo, o jornal espanhol ABC me atribuiu palavras que eu nunca havia pronunciado, e protestei. O artigo foi finalmente retirado do site na internet.

    SL – Quais eram essas palavras?

    YS – “Nos hospitais cubanos, morre mais gente de fome do que de enfermidades.” Era uma mentira total. Eu jamais havia dito isso.

    SL – Então a imprensa ocidental manipulou o que a senhora disse?

    YS – Eu não diria isso.

    SL – Se lhe atribuem palavras que a senhora não pronunciou, trata-se de manipulação.

    YS – O Granma manipula a realidade mais do que a imprensa ocidental ao afirmar que sou uma criação do grupo midiático Prisa.

    SL – Justamente, a senhora não tem a impressão de que a imprensa ocidental a usa porque a senhora preconiza um “capitalismo sui generis” em Cuba?

    YS – Não sou responsável pelo que a imprensa faz. Meu blog é uma terapia pessoal, um exorcismo. Tenho a impressão de que sou mais manipulada em meu próprio país do que em outra parte. O senhor sabe que existe uma lei em Cuba, a lei 88, chamada lei da “mordaça”, que põe na cadeia as pessoas que fazem o que estamos fazendo.

    SL – O que isso quer dizer?

    YS – Que nossa conversa pode ser considerada um delito, que pode ser punido com uma pena de até 15 anos de prisão.

    SL – Perdoe-me, o fato de eu entrevistá-la pode levá-la para a cadeia?

    YS – É claro!

    SL – Não tenho a impressão de que isso a preocupe muito, pois a senhora está me concedendo uma entrevista em plena tarde, no saguão de um hotel no centro de Havana Velha.

    YS – Não estou preocupada. Esta lei estipula que toda pessoa que denuncie as violações dos direitos humanos em Cuba colabora com as sanções econômicas, pois Washington justifica a imposição das sanções contra Cuba pela violação dos direitos humanos.

    SL – Se não me engano, a lei 88 foi aprovada em 1996 para responder à Lei-Helms Burton e sanciona sobretudo as pessoas que colaboram com a aplicação desta legislação em Cuba, por exemplo fornecendo informações a Washington sobre os investidores estrangeiros no país, para que estes sejam perseguidos pelos tribunais norte-americanos. Que eu saiba, ninguém até agora foi condenado por isso.

    Falemos de liberdade de expressão. A senhora goza de certa liberdade de tom em seu blog. Está sendo entrevistada em plena tarde em um hotel. Não vê uma contradição entre o fato de afirmar que não há nenhuma liberdade de expressão em Cuba e a realidade de seus escritos e suas atividades, que provam o contrário?

    YS – Sim, mas o blog não pode ser acessado desde Cuba, porque está bloqueado.

    SL – Posso lhe assegurar que o consultei esta manhã antes da entrevista, no hotel.

    YS – É possível, mas ele permanece bloqueado a maior parte do tempo. De todo modo, hoje em dia, mesmo sendo uma pessoa moderada, não posso ter nenhum espaço na imprensa cubana, nem no rádio, nem na televisão.

    SL – Mas pode publicar o que tem vontade em seu blog.

    YS – Mas não posso publicar uma única palavra na imprensa cubana.

    SL – Na França, que é uma democracia, amplos setores da população não têm nenhum espaço nos meios, já que a maioria pertence a grupos econômicos e financeiros privados.

    YS – Sim, mas é diferente.

    SL – A senhora recebeu ameaças por suas atividades? Alguma vez a ameaçaram com uma pena de prisão pelo que escreve?

    YS – Ameaças diretas de pena de prisão, não, mas não me deixam viajar ao exterior. Fui convidada há pouco para um Congresso sobre a língua espanhola no Chile, fiz todos os trâmites, mas não me deixam sair.

    SL – Deram-lhe alguma explicação?

    YS – Nenhuma, mas quero dizer uma coisa. Para mim, as sanções dos Estados Unidos contra Cuba são uma atrocidade. Trata-se de uma política que fracassou. Afirmei isso muitas vezes, mas não se publica, pois é incômodo o fato de eu ter esta opinião que rompe com o arquétipo do opositor.

    As sanções econômicas

    SL – Então a senhora se opõe às sanções econômicas.

    YS – Absolutamente, e digo isso em todas as entrevistas. Há algumas semanas, enviei uma carta ao Senado dos Estados Unidos pedindo que os cidadãos norte-americanos tivessem permissão para viajar a Cuba. É uma atrocidade impedir que os cidadãos norte-americanos viajem a Cuba, do mesmo modo que o governo cubano me impede de sair de meu país.

    SL – O que acha das esperanças suscitadas pela eleição de Obama, que prometeu uma mudança na política para Cuba, mas decepcionou muita gente?

    YS – Ele chegou ao poder sem o apoio do lobby fundamentalista de Miami, que defendeu o outro candidato. De minha parte, já me pronunciei contra as sanções.

    SL – Este lobby fundamentalista é contra a suspensão das sanções econômicas.

    YS – O senhor pode discutir com eles e lhes expor meus argumentos, mas eu não diria que são inimigos da pátria. Não penso assim.

    SL – Uma parte deles participou da invasão de seu próprio país em 1961, sob as ordens da CIA. Vários estão envolvidos em atos de terrorismo contra Cuba.

    YS – Os cubanos no exílio têm o direito de pensar e decidir. Sou a favor de que eles tenham direito ao voto. Aqui, estigmatizou-se muito o exílio cubano.

    SL – O exílio “histórico” ou os que emigraram depois, por razões econômicas?

    YS – Na verdade, oponho-me a todos os extremos. Mas essas pessoas que defendem as sanções econômicas não são anticubanas. Considere que elas defendem Cuba segundo seus próprios critérios.

    SL – Talvez, mas as sanções econômicas afetam os setores mais vulneráveis da população cubana, e não os dirigentes. Por isso é difícil ser a favor das sanções e, ao mesmo tempo, querer defender o bem-estar dos cubanos.

    YS – É a opinião deles. É assim.

    SL – Eles não são ingênuos. Sabem que os cubanos sofrem com as sanções.

    YS – São simplesmente diferentes. Acreditam que poderão mudar o regime impondo sanções. Em todo caso, creio que o bloqueio tem sido o argumento perfeito para o governo cubano manter a intolerância, o controle e a repressão interna.

    SL – As sanções econômicas têm efeitos. Ou a senhora acha que são apenas uma desculpa para Havana?

    YS – São uma desculpa que leva à repressão.

    SL – Afetam o país de um ponto de vista econômico, para a senhora? Ou é apenas um efeito marginal?

    YS – O verdadeiro problema é a falta de produtividade em Cuba. Se amanhã suspendessem as sanções, duvido muito que víssemos os efeitos.

    SL – Neste caso, por que os Estados Unidos não suspendem as sanções, tirando assim a desculpa do governo? Assim perceberíamos que as dificuldades econômicas devem-se apenas às políticas internas. Se Washington insiste tanto nas sanções apesar de seu caráter anacrônico, apesar da oposição da imensa maioria da comunidade internacional, 187 países em 2009, apesar da oposição de uma maioria da opinião pública dos Estados Unidos, apesar da oposição do mundo dos negócios, deve ser por algum motivo, não?

    YS – Simplesmente porque Obama não é o ditador dos Estados Unidos e não pode eliminar as sanções.

    SL – Ele não pode eliminá-las totalmente porque não há um acordo no Congresso, mas pode aliviá-las consideravelmente, o que não fez até agora, já que, salvo a eliminação das sanções impostas por Bush em 2004, quase nada mudou.

    YS – Não, não é verdade, pois ele também permitiu que as empresas de telecomunicações norte-americanas fizessem transações com Cuba.

    Os prêmios internacionais, o blog e Barack Obama

    SL – A senhora terá de admitir que é bem pouco, quando se sabe que Obama prometeu um novo enfoque para Cuba. Voltemos a seu caso pessoal. Como explica esta avalanche de prêmios, assim como seu sucesso internacional?

    YS – Não tenho muito a dizer, a não ser expressar minha gratidão. Todo prêmio implica uma dose de subjetividade por parte do jurado. Todo prêmio é discutível. Por exemplo, muitos escritores latino-americanos mereciam o Prêmio Nobel de Literatura mais que Gabriel García Márquez.

    SL – A senhora afirma isso porque acredita que ele não tem tanto talento ou por sua posição favorável à Revolução cubana? A senhora não nega seu talento de escritor, ou nega?

    YS – É minha opinião, mas não direi que ele obteve o prêmio por esse motivo nem vou acusá-lo de ser um agente do governo sueco.

    SL – Ele obteve o prêmio por sua obra literária, enquanto a senhora foi recompensada por suas posições políticas contra o governo. É a impressão que temos.

    YS – Falemos do prêmio Ortega y Gasset, do jornal El País, que suscita mais polêmica. Venci na categoria “Internet”. Alguns dizem que outros jornalistas não conseguiram, mas sou uma blogueira e sou pioneira neste campo. Considero-me uma personagem da internet. O júri do prêmio Ortega y Gasset é formado por personalidades extremamente prestigiadas e eu não diria que elas se prestaram a uma conspiração contra Cuba.

    SL – A senhora não pode negar que o jornal espanhol El Paístem uma linha editorial totalmente hostil a Cuba. E alguns acham que o prêmio, de 15.000 euros, foi uma forma de recompensar seus escritos contra o governo.

    YS – As pessoas pensam o que querem. Acredito que meu trabalho foi recompensado. Meu blog tem 10 milhões de visitas por mês. É um furacão.

    SL – Como a senhora faz para pagar os gastos com a administração de semelhante tráfego?

    YS – Um amigo na Alemanha se encarregava disso, pois o site estava hospedado na Alemanha. Há mais de um ano está hospedado na Espanha, e consegui 18 meses gratuitos graças ao prêmio The Bob’s.

    SL – E a tradução para 18 línguas?

    YS – São amigos e admiradores que o fazem voluntária e gratuitamente.

    SL – Muitas pessoas acham difícil acreditar nisso, pois nenhum outro site do mundo, nem mesmo os das mais importantes instituições internacionais, como as Nações Unidas, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, a OCDE, a União Europeia, dispõe de tantas versões de idioma. Nem o site do Departamento de Estado dos EUA, nem o da CIA contam com semelhante variedade.

    YS – Digo-lhe a verdade.

    SL – O presidente Obama inclusive respondeu a uma entrevista que a senhora fez. Como explica isso?

    YS – Em primeiro lugar, quero dizer que não eram perguntas complacentes.

    SL – Tampouco podemos afirmar que a senhora foi crítica, já que não pediu que ele suspendesse as sanções econômicas, sobre as quais a senhora diz que “são usadas como justificativa tanto para o descalabro produtivo quanto para reprimir os que pensam diferente”. É exatamente o que diz Washington sobre o tema.

    O momento de maior atrevimento foi quando a senhora perguntou se ele pensava em invadir Cuba. Como a senhora explica que o presidente Obama tenha dedicado tempo a lhe responder apesar de sua agenda extremamente carregada, com uma crise econômica sem precedentes, a reforma do sistema de saúde, o Iraque, o Afeganistão, as bases militares na Colômbia, o golpe de Estado em Honduras e centenas de pedidos de entrevista dos mais importantes meios do mundo à espera?

    YS – Tenho sorte. Quero lhe dizer que também enviei perguntas ao presidente Raúl Castro e ele não me respondeu. Não perco a esperança. Além disso, ele agora tem a vantagem de contar com as respostas de Obama.

    SL – Como a senhora chegou até Obama?

    YS – Transmiti as perguntas a várias pessoas que vinham me visitar e poderiam ter um contato com ele.

    SL – Em sua opinião, Obama respondeu porque a senhora é uma blogueira cubana ou porque se opõe ao governo?

    YS – Não creio. Obama respondeu porque fala com os cidadãos.

    SL – Ele recebe milhões de solicitações a cada dia. Por que lhe respondeu, se a senhora é uma simples blogueira?

    YS – Obama é próximo de minha geração, de meu modo de pensar.

    SL – Mas por que a senhora? Existem milhões de blogueiros no mundo. Não acha que foi usada na guerra midiática de Washington contra Havana?

    YS – Em minha opinião, ele talvez quisesse responder a alguns pontos, como a invasão de Cuba. Talvez eu tenha lhe dado a oportunidade de se manifestar sobre um tema que ele queria abordar havia muito tempo. A propaganda política nos fala constantemente de uma possível invasão de Cuba.

    SL – Mas ocorreu uma, não?

    YS – Quando?

    SL – Em 1961. E, em 2003, Roger Noriega, subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos, disse que qualquer onda migratória cubana em direção aos Estados Unidos seria considerada uma ameaça à segurança nacional e exigiria uma resposta militar.

    YS – É outro assunto. Voltando ao tema da entrevista, creio que ela permitiu esclarecer alguns pontos. Tenho a impressão de que há uma intenção de ambos os lados de não normalizar as relações, de não se entender. Perguntei-lhe quando encontraríamos uma solução.

    SL – A seu ver, quem é responsável por este conflito entre os dois países?

    YS – É difícil apontar um culpado.

    SL – Neste caso específico, são os Estados Unidos que impõem sanções unilaterais a Cuba, e não o contrário.

    YS – Sim, mas Cuba confiscou propriedades dos Estados Unidos.

    SL – Tenho a impressão de que a senhora faz o papel de advogada de Washington.

    YS – Os confiscos ocorreram.

    SL – É verdade, mas foram realizados conforme o direito internacional. Cuba também confiscou propriedades da França, Espanha, Itália, Bélgica, Reino Unido, e indenizou estas nações. O único país que recusou as indenizações foram os Estados Unidos.

    YS – Cuba também permitiu a instalação de bases militares em seu território e de mísseis de um império distante…

    SL – …Como os Estados Unidos instalaram bases nucleares contra a URSS na Itália e na Turquia.

    YS – Os mísseis nucleares podiam alcançar os Estados Unidos.

    SL – Assim como os mísseis nucleares norte-americanos podiam alcançar Cuba ou a URSS.

    YS – É verdade, mas creio que houve uma escalada no confronto por parte de ambos os países.

    Os cinco presos políticos cubanos e a dissidência

    SL – Abordemos outro tema. Fala-se muito dos cinco presos políticos cubanos nos Estados Unidos, condenados à prisão perpétua por infiltrar grupelhos de extrema direita na Flórida envolvidos no terrorismo contra Cuba.

    YS – Não é um tema que interesse à população. É propaganda política.

    SL – Mas qual é seu ponto de vista a respeito?

    YS – Tentarei ser o mais neutra possível. São agentes do Ministério do Interior que se infiltraram nos Estados Unidos para coletar informações. O governo de Cuba disse que eles não desempenhavam atividades de espionagem, mas sim que haviam infiltrado grupos cubanos para evitar atos terroristas. Mas o governo cubano sempre afirmou que esses grupos estavam ligados a Washington.

    SL – Então os grupos radicais de exilados têm laços com o governo dos Estados Unidos.

    YS – É o que diz a propaganda política.

    SL – Então não é verdade.

    YS – Se é verdade, significa que os cinco realizavam atividades de espionagem.

    SL – Neste caso, os Estados Unidos têm de reconhecer que os grupos violentos fazem parte do governo.

    YS – É verdade.

    SL – A senhora acha que os Cinco devem ser libertados ou merecem a punição?

    YS – Creio que valeria a pena revisar os casos, mas em um contexto político mais apaziguado. Não acho que o uso político deste caso seja bom para eles. O governo cubano midiatiza demais este assunto.

    SL – Talvez por ser um assunto totalmente censurado pela imprensa ocidental.

    YS – Creio que seria bom salvar essas pessoas, que são seres humanos, têm uma família, filhos. Por outro lado, contudo, também há vítimas.

    SL – Mas os cinco não cometeram crimes.

    YS – Não, mas forneceram informações que causaram a morte de várias pessoas.

    SL – A senhora se refere aos acontecimentos de 24 de fevereiro de 1996, quando dois aviões da organização radical Brothers to the Rescue foram derrubados depois de violar várias vezes o espaço aéreo cubano e lançar convocações à rebelião.

    YS – Sim.

    SL – No entanto, o promotor reconheceu que era impossível provar a culpa de Gerardo Hernández neste caso.

    YS – É verdade. Penso que, quando a política se intromete em assuntos de justiça, chegamos a isso.

    SL – A senhora acha que se trata de um caso político?

    YS – Para o governo cubano, é um caso político.

    SL – E para os Estados Unidos?

    YS – Penso que existe uma separação dos poderes no país, mas é possível que o ambiente político tenha influenciado os juízes e jurados. Não creio, no entanto, que se trate de um caso político dirigido por Washigton. É difícil ter uma imagem clara deste caso, pois jamais obtivemos uma informação completa a respeito. Mas a prioridade para os cubanos é a libertação dos presos políticos.

    O financiamiento dos dissidentes cubanos pelos Estados Unidos

    SL – Wayne S. Smith, último embaixador dos Estados Unidos em Cuba, declarou que era “ilegal e imprudente enviar dinheiro aos dissidentes cubanos”. Acrescentou que “ninguém deveria dar dinheiro aos dissidentes, muito menos com o objetivo de derrubar o governo cubano”.

    Ele explica: “Quando os Estados Unidos declaram que seu objetivo é derrubar o governo cubano e depois afirmam que um dos meios para conseguir isso é oferecer fundos aos dissidentes cubanos, estes se encontram de fato na posição de agentes pagos por uma potência estrangeira para derrubar seu próprio governo”.

    YS – Creio que o financiamento da oposição pelos Estados Unidos tem sido apresentado como uma realidade, o que não é o caso. Conheço vários membros do grupo dos 75 dissidentes presos em 2003 e duvido muito dessa versão. Não tenho provas de que os 75 tenham sido presos por isso. Não acredito nas provas apresentadas nos tribunais cubanos.

    SL – Não creio que seja possível ignorar esta realidade.

    YS – Por quê?

    SL – O próprio governo dos Estados Unidos afirma que financia a oposição interna desde 1959. Basta consultar, além dos arquivos liberados ao público, a seção 1.705 da lei Torricelli, de 1992, a seção 109 da lei Helms-Burton, de 1996, e os dois informes da Comissão de Assistência para uma Cuba Livre, de maio de 2004 e julho de 2006. Todos esses documentos revelam que o presidente dos Estados Unidos financia a oposição interna em Cuba com o objetivo de derrubar o governo de Havana.

    YS: Não sei, mas…

    SL – Se me permite, vou citar as leis em questão. A seção 1.705 da lei Torricelli estipula que “os Estados Unidos proporcionarão assistência às organizações não-governamentais adequadas para apoiar indivíduos e organizações que promovem uma mudança democrática não violenta em Cuba.”

    A seção 109 da lei Helms-Burton também é muito clara: “O presidente [dos Estados Unidos] está autorizado a proporcionar assistência e oferecer todo tipo de apoio a indivíduos e organizações não-governamentais independentes para unir os esforços a fim de construir uma democracia em Cuba”.

    O primeiro informe da Comissão de Assistência para uma Cuba Livre prevê a elaboração de um “sólido programa de apoio que favoreça a sociedade civil cubana”. Entre as medidas previstas há um financiamento de 36 milhões de dólares para o “apoio à oposição democrática e ao fortalecimento da sociedade civil emergente”.

    O segundo informe da Comissão de Assistência para uma Cuba Livre prevê um orçamento de 31 milhões de dólares para financiar ainda mais a oposição interna. Além disso, está previsto para os anos seguintes um financiamento anual de pelo menos 20 milhões de dólares, com o mesmo objetivo, “até que a ditadura deixe de existir”.

    YS – Quem lhe disse que esse dinheiro chegou às mãos dos dissidentes?

    SL – A Seção de Interesses Norte-americanos afirmou em um comunicado: “A política norte-americana, faz muito tempo, é proporcionar assistência humanitária ao povo cubano, especificamente a famílias de presos políticos. Também permitimos que as organizações privadas o façam.”

    YS – Bem…

    SL – Inclusive a Anistia Internacional, que lembra a existência de 58 presos políticos em Cuba, reconhece que eles estão detidos “por ter recebido fundos ou materiais do governo norte-americano para realizar atividades que as autoridades consideram subversivas e prejudiciais para Cuba”.

    YS – Não sei se…

    SL – Por outro lado, os próprios dissidentes admitem receber dinheiro dos Estados Unidos. Laura Pollán, das Damas de Branco, declarou: “Aceitamos a ajuda, o apoio, da ultradireita à esquerda, sem condições”. O opositor Vladimiro Roca também confessou que a dissidência cubana é subvencionada por Washington, alegando que a ajuda financeira recebida era “total e completamente lícita”. Para o dissidente René Gómez, o apoio econômico por parte dos Estados Unidos “não é algo a esconder ou de que precisemos nos envergonhar”.

    Inclusive a imprensa ocidental reconhece. A agência France Presse informa que “os dissidentes, por sua parte, reivindicaram e assumiram essas ajudas econômicas”. A agência espanhola EFEmenciona os “opositores financiados pelos Estados Unidos”. Quanto à agência de notícias britânica Reuters, “o governo norte-americano fornece abertamente um apoio financeiro federal às atividades dos dissidentes, o que Cuba considera um ato ilegal”. E eu poderia multiplicar os exemplos.

    YS – Tudo isso é culpa do governo cubano, que impede a prosperidade econômica de seus cidadãos, que impõe um racionamento à população. É preciso fazer fila para conseguir produtos. É necessário julgar antes o governo cubano, que levou milhares de pessoas a aceitar a ajuda estrangeira.

    SL – O problema é que os dissidentes cometem um delito que a lei cubana e todos os códigos penais do mundo sancionam severamente. Ser financiado por uma potência estrangeira é um grave delito na Franca e no restante do mundo.

    YS – Podemos admitir que o financiamento de uma oposição é uma prova de ingerência, mas…

    SL – Mas, neste caso, as pessoas que a senhora qualifica de presos políticos não são presos políticos, pois cometeram um delito ao aceitar dinheiro dos Estados Unidos, e a justiça cubana as condenou com base nisso.

    YS – Creio que este governo se intrometeu muitas vezes nos assuntos internos de outros países, financiando movimentos rebeldes e a guerrilha. Interveio em Angola e…

    SL – Sim, mas se tratava de ajudar os movimentos independentistas contra o colonialismo português e o regime segregacionista da África do Sul. Quando a África do Sul invadiu a Namíbia, Cuba interveio para defender a independência deste país. Nelson Mandela agradeceu publicamente a Cuba e esta foi a razão pela qual fez sua primeira viagem a Havana, e não a Washington ou Paris.

    YS – Mas muitos cubanos morreram por isso, longe de sua terra.

    SL – Sim, mas foi por uma causa nobre, seja em Angola, no Congo ou na Namíbia. A batalha de Cuito Cuanavale, em 1988, permitiu que se pusesse fim ao apartheid na África do Sul. É o que diz Mandela! Não se sente orgulhosa disso?

    YS – Concordo, mas, no fim das contas, incomoda-me mais a ingerência de meu país no exterior. O que faz falta é despenalizar a prosperidade.

    SL – Inclusive o fato de se receber dinheiro de uma potência estrangeira?

    YS – As pessoas têm de ser economicamente autônomas.

    SL – Se entendo bem, a senhora preconiza a privatização de certos setores da economia.

    YS – Não gosto do termo “privatizar”, pois tem uma conotação pejorativa, mas colocar em mãos privadas, sim.

    Conquistas sociais em Cuba?

    SL – É uma questão semântica, então. Quais são, para a senhora, as conquistas sociais deste país?

    YS – Cada conquista teve um custo enorme. Todas as coisas que podem parecer positivas tiveram um custo em termos de liberdade. Meu filho recebe uma educação muito doutrinária e contam-lhe uma história de Cuba que em nada corresponde à realidade. Preferiria uma educação menos ideológica para meu filho. Por outro lado, ninguém quer ser professor neste país, pois os salários são muito baixos.

    SL – Concordo, mas isso não impede que Cuba seja o país com o maior número de professores por habitante do mundo, com salas de 20 alunos no máximo, o que não ocorre na França, por exemplo.

    YS – Sim, mas houve um custo, e por isso a educação e a saúde não são verdadeiras conquistas para mim.

    SL – Não podemos negar algo reconhecido por todas as instituições internacionais. Em relação à educação, o índice de analfabetismo é de 11,7% na América Latina e 0,2% em Cuba. O índice de escolaridade no ensino primário é de 92% na América Latina e 100% em Cuba, e no ensino secundário é de 52% e 99,7%, respectivamente. São cifras do Departamento de Educação da Unesco.

    YS – Certo, mas, em 1959, embora Cuba vivesse em condições difíceis, a situação não era tão ruim. Havia uma vida intelectual florescente, um pensamento político vivo. Na verdade, a maioria das supostas conquistas atuais, apresentadas como resultados do sistema, eram inerentes a nossa idiossincrasia. Essas conquistas existiam antes.

    SL – Não é verdade. Vou citar uma fonte acima de qualquer suspeita: um informe do Banco Mundial. É uma citação bastante longa, mas vale a pena.

    “Cuba é internacionalmente reconhecida por seus êxitos no campo da educação e da saúde, com um serviço social que supera o da maior parte dos países em desenvolvimento e, em certos setores, comparável ao dos países desenvolvidos. Desde a Revolução cubana de 1959 e do estabelecimento de um governo comunista com partido único, o país criou um sistema de serviços sociais que garante o acesso universal à educação e à saúde, proporcionado pelo Estado. Este modelo permitiu que Cuba alcançasse uma alfabetização universal, a erradicação de certas enfermidades, o acesso geral à água potável e a salubridade pública de base, uma das taxas de mortalidade infantil mais baixas da região e uma das maiores expectativas de vida. Uma revisão dos indicadores sociais de Cuba revela uma melhora quase contínua desde 1960 até 1980. Vários índices importantes, como a expectativa de vida e a taxa de mortalidade infantil, continuaram melhorando durante a crise econômica do país nos anos 90… Atualmente, o serviço social de Cuba é um dos melhores do mundo em desenvolvimento, como documentam numerosas fontes internacionais, entre elas a Organização Mundial de Saúde, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e outras agências da ONU, e o Banco Mundial. Segundo os índices de desenvolvimento do mundo em 2002, Cuba supera amplamente a América Latina e o Caribe e outros países com renda média nos mais importantes indicadores de educação, saúde e salubridade pública.”

    Além disso, os números comprovam. Em 1959, a taxa de mortalidade infantil era de 60 por mil. Em 2009, era de 4,8. Trata-se da taxa mais baixa do continente americano do Terceiro Mundo; inclusive mais baixa que a dos Estados Unidos.

    YS – Bom, mas…

    SL – A expectativa de vida era de 58 anos antes da Revolução. Agora é de quase 80 anos, similar à de muitos países desenvolvidos. Cuba tem hoje 67.000 médicos frente aos 6.000 de 1959. Segundo o diário ingles The Guardian, Cuba tem duas vezes mais médicos que a Inglaterra para uma população quatro vezes menor.

    YS – Certo, mas, em termos de liberdade de expressão, houve um recuo em relação ao governo de Batista. O regime era uma ditadura, mas havia uma liberdade de imprensa plural e aberta, programas de rádio de todas as tendências políticas.

    SL – Não é verdade. A censura da imprensa também existia. Entre dezembro de 1956 e janeiro de 1959, durante a guerra contra o regime de Batista, a censura foi imposta em 630 de 759 dias. E aos opositores reservava-se um triste destino.

    YS – É verdade que havia censura, intimidações e mortos ao final.

    SL – Então a senhora não pode dizer que a situação era melhor com Batista, já que os opositores eram assassinados. Já não é o caso hoje. A senhora acha que a data de 1º de janeiro é uma tragédia para a história de Cuba?

    YS – Não, de modo algum. Foi um processo que motivou muita esperança, mas traiu a maioria dos cubanos. Fui um momento luminosos para boa parte da população, mas puseram fim a uma ditadura e instauraram outra. Mas não sou tão negativa como alguns.

    Luis Posada Carriles, a lei de Ajuste Cubano e a emigração

    SL – O que acha de Luis Posada Carriles, ex-agente da CIA responsável por numerosos crimes em Cuba e a quem os Estados Unidos recusam-se a julgar?

    YS – É um tema político que não interessa às pessoas. É uma cortina de fumaça.

    SL – Interessa, pelo menos, aos parentes das vítimas. Qual é seu ponto de vista a respeito?

    YS – Não gosto de ações violentas.

    SL – Condena seus atos terroristas?

    YS – Condeno todo ato de terrorismo, inclusive os cometidos atualmente no Iraque por uma suposta resistência iraquiana que mata os iraquianos.
    SL – Quem mata os iraquianos? Os ataques da resistência ou os bombardeios dos Estados Unidos?

    YS – Não sei.

    SL – Uma palavra sobre a lei de Ajuste Cubano, que determina que todo cubano que emigra legal o ilegalmente para os Estados Unidos obtém automaticamente o status de residente permanente.

    YS – É uma vantagem que os demais países não têm. Mas o fato de os cubanos emigrarem para os Estados Unidos deve-se à situação difícil aqui.

    SL – Além disso, os Estados Unidos são o país mais rico do mundo. Muitos europeus também emigram para lá. A senhora reconhece que a lei de Ajuste Cubano é uma formidável ferramenta de incitação à emigração legal e ilegal?

    YS – É, efetivamente, um fator de incitação.

    SL – A senhora não vê isso como uma ferramenta para desestabilizar a sociedade e o governo?

    YS – Neste caso, também podemos dizer que a concessão da cidadania espanhola aos descendentes de espanhóis nascidos em Cuba é um fator de desestabilização.

    SL – Não tem nada a ver, pois existem razões históricas e, além disso, a Espanha aplica esta lei a todos os países da América Latina e não só a Cuba, enquanto a lei de Ajuste Cubano é única no mundo.

    YS – Mas existem fortes relações. Joga-se beisebol em Cuba como nos Estados Unidos.

    SL – Na República Dominicana também, mas não existe uma lei de ajuste dominicano.

    YS – Existe, no entanto, uma tradição de aproximação.

    SL – Então por que esta lei não foi aprovada antes da Revolução?

    YS – Por que os cubanos não queriam deixar seu país. Na época, Cuba era um país de imigração, não de emigração.

    SL – É absolutamente falso, já que, nos anos 50, Cuba ocupava o segundo lugar entre os países americanos em termos de emigração rumo aos Estados Unidos, imediatamente atrás do México. Cuba mandava mais emigrantes para os Estados Unidos que toda a América Central e toda a América do Sul juntas, enquanto que atualmente Cuba só ocupa o décimo lugar apesar da lei de Ajuste Cubano e das sanções econômicas.

    YS – Talvez, mas não havia essa obsessão de abandonar o país.

    SL – As cifras demonstram o contrário. Atualmente, repito, Cuba só ocupa o décimo lugar no continente americano em termos de fluxo migratório para os Estados Unidos. Então a obsessão da qual você me fala é mais forte en nove países do continente pelo menos.

    YS – Sim, mas naquela época os cubanos iam e regressavam.

  37. Zé Ninguém

    SÓ AFIRMANDO! Disse:
    janeiro 27, 2012 às 11:21 am

    Acusou o golpe hein? Vc é o ex dele? hahahahahahahahaa

  38. Zé Ninguém

    Chega de pagar pela vergonha, devolvam o dinheiro desviado do povo para esses estádio públicos e de times falidos, chega!

  39. Zé Ninguém

    Devolva a grana surrupiada, seu clube não tem força para construir sem dinheiro público?!

    Dinheiro público aplicado em benefício do povo, isso jamais aconteceria em Cuba, não é? Dinheiro público em entidade privada é crime!

  40. Wiliam Junior

    Jamais vi absurdo maior do que isso, seria a mesma coisa que dizer que os exilados políticos durante a ditadura tinham que deixar de falar sobre o regime por terem recebido abrigo.

  41. Morador do Itaquerao

    Essa vc acertou o proprio calo, povo pobre, mas sem mendigos, como se explica isso?? Os unicos ricos na ilha sao os Castros e seus cupinchas, portanto se fosse possivel haver mendigos as unicas pessoas que poderiam dar essa esmola seriam esses ricos,
    mas sabemos que isso significaria. Digno pode ate ser, mas feliz, longe disso, ninguem eh feliz sendo escravo do Estado meu caro. Se a saude eh boa, eh porque nao se permite os escravos ficarem doente na ilha e o prejuizo dos Castros seriam bem maior.

  42. Morador do Itaquerao

    4%, ai ja prova que vc eh um mentiroso, fala pelas ventas, precisa se informar melhor quando entra na area politica.

  43. NaziTucano

    Um cidadão de bem como o senhor Milton de Souza Leite, não disse nada demais… esses esquerdistas da imprensa…

    http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/01/diretor-pede-demissao-apos-comentario-sobre-morador-de-cdhu.html

    A Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) informou na tarde desta sexta-feira (27) que o diretor regional em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Milton de Souza Leite, pediu demissão e foi desligado da CDHU. O anúncio acontece após a edição desta sexta-feira do jornal “Folha de S. Paulo” trazer declaração do então funcionário insinuando que os problemas em casas entregues pelo governo do Estado em dezembro, como fissuras e vazamentos, são consequência do mau uso dos moradores e do fato de eles virem de favelas.

    “A gente conhece o nível de educação [dos moradores]… O pessoal veio da favela. Não está acostumado a viver em casa”, afirmou Leite, segundo o jornal.

  44. Morador do Itaquerao

    Qual eh o problema de criticar uma ditadura, ela nao pode, por isso querem mandar ela pra fora do pais?? Vc eh um petralha escroto que nao sabe o que eh democracia e vem falar merda aqui
    O que vc esta fazendo aqui, defendendo a quadrilha, deve estar levando um por fora..

  45. Morador do Itaquerao

    Esse sitio eh o que com esse nome, a servico da vermelhada cara de pau, com certeza nao tem credibilidade alguma, fico com a Veja.

  46. Morador do Itaquerao

    Nossa falando da Parmalat ainda, bi eliminados da LA, vamos falar do presente, precisaram do Apito Amigo para vencer o “grande” Guara, que vergonha.

  47. andre

    Voce esqueceu de dizer que a mortalidade infantil em Cuba e os indicadores de educacao eram os melhores da america latina ja antes da “revolucao”. Por exemplo, o numero de mortes por mil nascimentos em 1957 (antes do Castro) em Cuba era de 32, na Finlandia 28, na Alemanha 36 e no Japao 40.

  48. andre

    Caro Luiz Carlos,

    quando voce esteve em Cuba notou que eh dificil encontrar peixe para comer a 50km do mar? O sitema economico cubano eh horrivel: eh dificil encontrar peixe em uma ilha! O problema eh que se voce der um barco para um pescador cubano a chance de ele ir pescar em Miami e nao voltar mais eh imensa.

  49. Luizao

    Andre, tenha dó…….hoje é 4 por mil….menor que os EUA…
    Analfabetismo 0, saúde 1000000000000, medicamentos 100000000000, esportes olímpicos 1000000 et.etc.
    contra fatos não existe argumento…….

  50. NaziTucano

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1040541-governo-de-sp-trata-golpe-militar-como-revolucao-em-site-oficial.shtml

    Em uma passagem da história da segurança pública de São Paulo, o governo estadual tratou o golpe militar de 1964 como “Revolução de Março” e afirmou que ela foi “desencadeada para combater a política sindicalista de João Goulart”.

    A informação estava na página da Secretaria de Segurança Pública na internet até às 19h desta sexta-feira, quando foi suprimido. A Folha havia questionado a secretaria sobre o assunto pouco antes.

    Por meio da secretaria, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que “o texto relacionado ao ano de 1964 não reflete o pensamento da Secretaria da Segurança Pública e foi retirado do site”.

    “Em 25 de agosto de 1961, o presidente Jânio da Silva Quadros renunciou a seu mandato. Em 31 de março de 1964 iniciou-se a Revolução, desencadeada para combater a política sindicalista de João Goulart. Força Pública e Guarda Civil puseram-se solidárias às autoridades e ao povo”, afirmava página que estava na seção “Institucional – Histórico” da Polícia Militar.

    O termo “revolução” é usado por grupos que negam que tenha havido uma ditadura no país de 1964 a 1985.

    O brasão da Polícia Militar tem 18 estrelas que representam “marcos históricos” da corporação. Uma delas refere-se ao golpe militar como “revolução”.

  51. João Mauricio

    Paulinho, você decepciona com esse comentários sobre cuba.
    Exatamente por ser um jornalista bem informado, decepciona, pois tuas opiniões sobre cuba são oriundas de más informações.

    É como o vascaíno que só vê a superfície e admira a gestão Dinamite, pois “montou um bom time e é campeão da copa do brasil”, sem entender o que há por trás.

  52. Luiz Carlos Guerreiro

    ONU exalta programa cubano de luta contra a AIDS
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    Fonte: OPERA MUNDI

    País possui a menor taxa de infecção de HIV em toda a América Latina.

    O conselheiro chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Carlos Cortes Falla, elogiou os resultados obtidos por Cuba na prevenção do vírus da AIDS. Segundo Cortes, o país possui a menor taxa de infecção de HIV em toda a América Latina.

    Cortes comentou a atuação cubana na área durante o 6º Congresso de Educação, Orientação e Terapia Sexual, realizado em Havana entre terça (24/01) e sexta-feira (27). Para o representante da ONU (Organização das Nações Unidas), o desempenho cubano na prevenção da doença é resultado da disciplina e da organização que as instituições cubanas mostram a respeito do tema.

    “O trabalho de instituições como o Cenesex (Centro Nacional para Educação Sexual) e escolas espalhadas pelo país para orientar sobre os riscos da doença tem sido valioso”, afirmou Cortes.

    O Congresso Cubano tratou de temas como educação, diversidade e direito sexual, além de doenças crônicas e sexologia clínica. A presidente do Comitê Organizador do evento é a filha do atual presidente cubano Raúl Castro, Mariela Castro Espin.

    Dados divulgados pela UNAIDS (Programa das Nações Unidas para a AIDS) em 2010 estimavam em 7,1 mil o número de pessoas infectadas com AIDS em Cuba. O índice corresponde a 0,1% da população adulta com idade entre 15 e 49 anos.

    Para se ter uma ideia do desempenho cubano na área, o órgão estima que o Brasil – um exemplo mundial no combate à AIDS – possui entre 0,3 e 0,6% da sua população entre 15 e 49 anos portadora do vírus HIV. Em relação à Argentina, o órgão estima a taxa em 0,5% da população do país.

    Um relatório do próprio governo cubano, anexado pelo UNAIDS, com dados de 2010 apontam que o país já não apresenta transmissão da doença por transfusão de sangue ou por aleitamento materno. Segundo aponta o documento, as transmissões da AIDS no país se dão apenas por via sexual.

  53. Marcos

    puxa vida… não existe controvérsias nem polêmicas nesse afair…

    alguns que traumatizados foram currados na infância insistem mas o genial

    mais uma vez, bambi-Jô torna a explicar:

  54. ÉMERSON

    O filha da puta tem gente aqui que merece um BAN tanto comentário de troxa o imbecíl idiota!

  55. andre

    Caro Luizao,
    obvio que a mortalidade infantil em Cuba diminui em relacao a 1957: isso aconteceu em (provavelemente) todos os paises do mundo. O ponto eh que relativamente a mortalidade infantil em Cuba ja era baixa em 1957, antes da “revolucao”. O fato: a (relativa) alta taxa de natalidade ja existia antes dos dois ultimos ditadores. Portanto, no minimo, nao eh uma conquista que pode ser atribuida somente aos Castro. Voce considera que um bom numero medalhas na olimpiada (que nao eh tao bom assim) eh um indicador social importante? Alguns indicadores sociais cubanos sao horiveis. Por exemplo, entre 1954-1957 (pre-Castro) o numero de calorias consumidas por dia por cubano era de 2,730 e em 1996 era de 2,357. Cuba foi o unico pais da america latina que diminui o numero nesse espaco de tempo.

  56. Sidney

    Fácil entrar na Pocilga chamada Brasil, declara que é Haitiana e pronto, agora o duro vai ser ela sair de lá, somente a nado ou com o Avião da FAB.

  57. Otacilio

    Mas o governo brasileiro está obrigando ela a vir??? A opção é dela ou não é? Criticar por criticar não faz o menor sentido.

  58. Anarildo

    Paulinho deixe de ser infantil em suas análise. Leia gente que entende do riscado. Saia desse mundinho de “Veja” e dessa sua sanha de querer ser um “Global”. Abaixo, para você despoluir um pouco essa cabeça paulistona quatrocentona e aristocrática (mesmo você sempre dizendo ser proletário, já que suas prédicas contradizem sua pseudo-prática), um texto Hideyo Saito, publicado no portal Carta Maior:

    “Yoani Sánchez (ou como promover uma dissidente cubana)
    A blogueira é a bola da vez da estratégia de Washington de forjar uma oposição interna em Cuba. Seu multimilionário blog não é resultado de iniciativa espontânea de uma cidadã que resolveu abrir o coração, como a mídia hegemônica costuma apresentá-lo. A execução do programa que financia essa política intervencionista foi provisoriamente suspensa pelo Senado estadunidense, sobretudo por causa da prisão, em Cuba, de um enviado de Washington que tinha a tarefa de tratar da distribuição do dinheiro. O artigo é de Hideyo Saito.
    Hideyo Saito
    A blogueira Yoani Sánchez é hoje a figura mais cortejada pela coalizão de forças que combate a revolução cubana, liderada por Washington e composta por outros governos, por partidos políticos, por órgãos da mídia e por ONGs do mundo inteiro. Trata-se de uma poderosa tropa de choque que exige ampla liberdade política, respeito aos direitos humanos e democracia, mas apenas em Cuba. Aparentemente nenhuma outra nação no mundo inspira seus cuidados em relação a esses direitos políticos e humanos. Da mesma forma, denuncia também a escassez de bens de consumo em Cuba, mas jamais menciona o estrangulamento econômico praticado por Washington (que, aliás, é condenado por todos os países-membros da ONU, com as únicas exceções dos próprios Estados Unidos e de Israel). ” (…) Continue lendo http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16645

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