A vitória de Diego
Diego Maradona é o maior jogador que a minha geração viu jogar.
Habilidade impressionante aliada a uma incrível vontade de vencer, jogava uma Copa do Mundo como se estivesse atrás de um prato de comida.
Sofreu em 1982, na eliminação contra o Brasil, assombrou o mundo em 1986, quando realizou uma das maiores atuações da história das Copas, jogou muito em 1990, eliminou o Brasil e levou uma equipe muito ruim ao vice-campeonato e, antes de ser flagrado no doping, em 1994, era o melhor jogador do torneio.
Sucumbiu às facilidades e tentações que uma vida cheia de fama e dinheiro proporciona a qualquer ser humano.
Tanto positivas quanto negativas.
Lamentavelmente, experimentou um pouco de cada.
Desceu do olimpo para o inferno.
O mundo do futebol lhe deu uma segunda chance.
Não foi fácil.
Mas Diego voltou muito melhor nesta Copa do Mundo.
Apresenta-se como a estrela que é para o público e os jornalistas.
Dentro do grupo de jogadores argentinos, comporta-se como um pai de todos.
No banco de reservas, demonstrou humildade e sabedoria de entender suas limitações e, embora seja o treinador principal, divide suas decisões com o auxiliar Mancuso, além de aceitar opiniões de amigos mais chegados.
A Argentina é sem dúvida uma das favoritas ao título de campeã mundial de futebol.
Mas esta Copa do Mundo já tem um vencedor, independente do que venha a acontecer daqui pra frente.
Seu nome é Diego Armando Maradona.
