São Paulo goleia. Corinthians vive

Por JUCA KFOURI

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Concomitantemente, no Morumbi e em Rio Preto, três lances envolveram três campeões mundiais de maneira bizarra.

Rogério Ceni bateu pênalti com a paradinha que condena e o goleiro do Botafogo de Ribeirão Preto pegou no meio do gol.

Roberto Carlos deu de cabeça para o atacante do Ituano marcar mas o goleiro Rafael impediu em defesa espetacular.

Em seguida, o mesmo Roberto Carlos, em mais uma bela atuação, deu na medida para Ronaldo chutar a terra na hora de tentar a cavadinha para encobrir o goleiro.

Sob chuva torrencial, o São Paulo criou diversas chances de gol e só conseguiu marcar no fim do primeiro tempo, com Marlos.

Sob um sol imperial, o Corinthians também criou muitas chances, correu sérios riscos, e ficou no 0 a 0.

O Corinthians começou o segundo tempo do mesmo modo: perdendo gols e cedendo lances de gol.

Já o São Paulo, com Hernanes, marcou pela segunda vez, em bela jogada com a participação de Marlos.

E, em Rio Preto, aos 10, o bandeirinha rouba do Ituano uma clara oportunidade de gol, ao marcar um impedimento criminoso.

Quem saiu foi Danilo, para a entrada de Iarley.

Aliás, desde o primeiro tempo que Tcheco estava em campo, no lugar de Moacir, que se machucou.

Com uma hora de jogo, o zero permanecia no placar e, lembremos, o Ituano é aquele time que tomou nove gols do Santos.

Já o Botafogo, que endureceu com quase todos, tomava o terceiro gol são-paulino, desta vez de Rodrigo Souto, aproveitando um escanteio batido por Jorge Wagner.

O quarto gol não demorou, veio em seguida, com Júnior César, que bateu forte, pela esquerda,  em passe de Dagoberto.

O São Paulo, enfim, jogava bem, muito bem no Paulistinha.

Um baile em pista molhada para o Botafogo perder o rumo de casa.

E o Corinthians voltava a jogar mal, muito mal.

Só Roberto Carlos levava perigo, como aos 21, em chute de fora da área que exigiu ótima defesa do goleiro.

Daí,  Defederico, recuperado de problemas no púbis,  substituiu Elias.

De cabeça, Roberto Carlos salvou uma bola que parecia ter a direção do gol.

Ronaldo era um peso dentro da área.

Roberto Carlos, em compensação, não parava de levar perigo, a ponto de incomodar o…Dunga.

Entre os 29 e 30 minutos, ele mandou nova bomba defendida por Éder e Ronaldo, enfim, cabeceou com perigo para nova defesa.

Aos 31, Iarley exigiu outra defesa de Éder.

Sim, o 0 a 0 já não era justo.

Mas o 5 a 0 no Morumbi era, com novo tento de Hernanes, em bola dada por Jorge Wagner.

Até que, aos 35, Ronaldo lançou Iarley, este deu na medida para Jucilei fazer, de cabeça, o gol que teimava em não sair.

Aos 40, a defesa ituana bobeou, Tcheco roubou a bola e preferiu dar o gol para Ronaldo, em vez de fazê-lo.

O Corinthians voltava ao G4. Temporariamente?

Pressão no Grêmio Prudentino, que jogará daqui a pouco, às 18h30,  em Bragança Paulista, contra o Bragantino, com estímulo corintiano.

Lembremos que na esculhambação do Paulistinha, o Ituano levou o jogo para um estádio que era totalmente corintiano, embora com um gramado lamentável.

Como o Santo André fará para o São Paulo, na quarta-feira que vem, em Piracicaba.

Aliás, tem sido assim para todos os grandes.

Uma pouca vergonha.

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