Oscar Schimidt – 50 anos
Há exatos 50 anos nascia um dos maiores ídolos do esporte nacional.
Oscar Schimidt era um torcedor dentro da quadra.
Abriu mão de jogar na NBA para que pudesse realizar o sonho de defender a Seleção Brasileira.
E fez isso com enorme brilhantismo.
Vou republicar abaixo uma entrevista que o blog do Paulinho realizou com Oscar no início do ano passado.
Vale a pena conferir.

Oscar Schmidt é um dos maiores jogadores da história do basquete brasileiro e um dos maiores do basquete mundial , é detentor do recorde mundial de pontuação nesse esporte.
Oscar atualmente se dedica a condução do recém criado Campeonato da Nossa Liga de Basquete.
Vamos à entrevista,
Oscar, quando descobriu que tinha aptidão para o basquete ?
Aos 13 anos, na Unidade de Brasília.
Como foi o inicio de sua carreira ?
Por sugestão do meu tio Alonso fui à Unidade e graças ao Zezão me apaixonei
pelo basquete,mesmo treinando numa quadra de cimento descoberta,já treinava
duas vezes por dia ,quando todos treinavam três vezes por semana.
Quais as maiores dificuldades que enfrentou ?
Foram em São Paulo, no Palmeiras, aos 16 anos ,passei seis meses sem ver um
centavo, não tinha dinheiro nem para o ônibus da escola de manha,até que o
Dr. João Marino ficou sabendo e me adotou. A outra maior foi aos 17 anos
quando rompi o ligamento do tornozelo e separação da tíbia com a
fíbula, perdi um ano de carreira, talvez até não voltasse a jogar mais, no
entanto, conheci nesse período a parte mais importante da minha vida, minha
esposa Cristina.
Quem te deu o apelido de “Mão Santa” ?
Juarez Araujo, da Gazeta e Álvaro José, da Band.
Para você qual foi o segredo do seu sucesso ?
Treino, treino, treino, e no descanso, mais treino.
Qual o treinador que mais contribuiu para a sua evolução ?
Claudio Mortari no clube e Ari Vidal na seleção.
Qual a maior alegria que o basquete te proporcionou ? E qual a maior
tristeza ?
Alegria foram o mundial de clubes de 79 e o pan de 87.
Tristeza…acho que fui um privilegiado de poder ganhar minha vida jogando
basquete, falar de tristeza e muito egoísmo.
Que esporte praticaria se não jogasse basquete ?
Fiz um ano de natação e, é claro, era um excepcional perna de pau no
futebol, mesmo assim, como bom brasileiro, jogaria futebol.
Quantos pontos fez na vida ?
49.737 em 1.615 jogos – 30,7 media no profissional e
4.408 em 167 jogos – 26,3 media no amador.
Contas minhas é claro, infelizmente não ha estatística mundial para isso.
Se arrepende de não ter ido jogar na NBA ?
Não, porque deixaria de jogar na seleção para sempre, e a seleção brasileira
foi aquilo que mais tive prazer de fazer na minha vida.
Como foi enfrentar o Dream Team ?
Sensacional, o primeiro é claro, ver todos meus ídolos juntos foi algo
insuperável.
Quais os jogadores da NBA que declararam publicamente a admiração por você ? Como se sentiu ?
Foram todos muito simpáticos comigo, claro que ver o Kobe Briant falar que se
espelhou em mim, porque cresceu me vendo jogar, foi algo inesperado e bastante
recompensador.
Qual o maior jogador que viu jogar em sua vida ?
Michael Jordan, Magic Jonhson e Kobe Briant, mas meu ídolo era o Larry
Bird, não pulava, não corria, parecia um pato e jogava tão bem quanto os
superatletas.

