O adeus de um mito.

Por Roque Citadini


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O futebol e a música perdem Pavarotti


Morreu no dia de hoje, 6/9, o tenor italiano Luciano Pavarotti, um dos maiores cantores líricos do mundo.

Sua primeira paixão foi o futebol. De família modesta, ainda antes de estudar canto, pretendia ser goleiro. Quis o destino que ele trilhasse o caminho da música.

Consagrou-se, desde os anos 1960, com sua voz potente e seu estilo italiano de cantar, mas nunca se esqueceu do futebol, sua eterna paixão. E foi na Copa do Mundo da Itália, em 1990, ao realizar o famoso concerto nas Termas de Caracala, em Roma, juntamente com os outros tenores José Carreras e Plácido Domingo, que eles deram uma divulgação sem precedentes ao canto lírico. A sua ária “Nessun Dorma” da ópera Turandot, de Puccini, cantada de forma magnífica naquele concerto, passou a ser quase um hino, conhecido em todo o planeta.

As apresentações em anos de Copa transformaram-se numa marca dos Três Tenores, que muito contribuíram para a divulgação de grandes obras operísticas. Basta ver que hoje não há casamentos, peças publicitárias televisivas ou radiofônicas, trilhas sonoras, que não usem algum trecho de óperas famosas. Isso se deve também a Pavarotti, com seus concertos com outros cantores e estilos, muitos dos quais populares, que rodaram o mundo alegrando a todos e fizeram crescer a paixão pela boa música.

Se teria sido um grande craque é hoje uma incógnita, mas o êxito na carreira artística foi uma certeza e será sempre uma eterna lembrança como excelente cantor lírico.

Ele está lá, no time de Caruso, Gigli, Corelli, Del Mônaco e outros tantos que a morte não cala.


Pavarotti com os Três Tenores em “Nessun Dorma”, da ópera Turandot

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