Palmeiras lança fundo de jogadores
Já está pronto o projeto que fará o Palmeiras arrecadar dinheiro para equilibrar as contas e, quem sabe, até investir em contratações de peso, como a do meio-campista Alex, do Fenerbahce, da Turquia.
A estratégia se baseia na criação de um fundo com renda variável e expectativa de lucro por meio da valorização dos principais atletas.
Quem elaborou o projeto, que será divulgado até o fim da semana que vem, foi o economista Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, futuro diretor de planejamento do clube.
Ele afirma que, ao contrário do que dizem os críticos, os empresários que se interessarem pelo fundo não comprarão parte dos direitos federativos dos jogadores.
“O fundo terá, vamos dizer, uma cesta de jogadores. Quem quiser investir nesse pacote, comprará cotas do fundo, mas não especificamente de um determinado atleta. Funcionará como um fundo de investimento, com possibilidade de resgate”, explicou Belluzzo.
Os jogadores terão prazo de validade mínimo, o que garante ao Palmeiras o direito sobre eles.
A diretoria levou em consideração três pontos para selecionar os jogadores do fundo: idade, tempo de contrato e possibilidade de valorização. Assim, estão incluídos até agora os goleiros Diego Cavalieri e Bruno, o zagueiro David, os volantes Martinez e Wendel, os meio-campistas Valdívia e Willian, e o atacante Cláudio.
As cotas serão vendidas entre R$ 50 mil e R$ 300 mil, e o fundo será gerenciado por um profissional, com “reputação no mercado”.
A diretoria espera arrecadar entre R$ 8 milhões e R$ 9 milhões nos primeiros meses. O dinheiro será usado para equilibrar o caixa.
Se a estratégia funcionar, como espera Belluzzo, será possível fazer pelo menos uma contratação de peso. Mas isso, claro, só depois que a diretoria quitar as dívidas. Parte dos jogadores não recebe direitos de imagem há quatro meses.
Fonte: Lancepress
Uma idéia que se bem administrada tem tudo para dar certo.
O Palmeiras lança um projeto ambicioso e inteligente de captação de recursos que precisa apenas ser fiscalizado para que o dinheiro arrecadado não sofra “desvios” indevidos.
Que a idéia prospere para o bem do clube e do futebol brasileiro que ganha mais uma alternativa de fonte de receitas para não ter que se submeter a parcerias obscuras.
