Conta conjunta com o crime

Por ROQUE CITADINI
O UOL diz que a Polícia Federal descobriu uma conta conjunta, no Banco Santander, do senador Flávio Bolsonaro com o advogado Willer Tomaz de Souza.
Willer não é um advogado qualquer, mas seria o responsável por organizar toda a logística do esquema de apropriação de valores das aposentadorias e pensões do INSS.
Seria central financeira da fraude.
Nunca, em tempo algum, como provavelmente diria Nelson Rodrigues, tivemos um candidato à presidência tão exposto num caso como esse.
Willer tem outros pontos com Flávio: a compra da mansão, os safáris na África, as viagens em seu jatinho para a Flórida levando toda a família de Flávio, além de ser parte central na tomada da casa de praia de Richarlyson na costa carioca.
Além disso, Willer Tomaz movimentou quase 7 bilhões em apostas sucessivas em uma bet.
O caso dessa conta conjunta do Santander de Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz deixa as denúncias de Carlos Lacerda, que falava em “mar de lama” no governo Getúlio, como brincadeiras de criança.
É certo que o bolsonarismo perdoa tudo dos seus: rachadinha, loja de chocolate, compra de mansão em Brasília, dinheiro de Vorcaro etc., mas, nesse caso da conta conjunta, chegamos a um ponto nunca escalado.
É algo nunca visto.
Tudo o que O Globo, O Estadão e a Folha já denunciaram em toda a sua história está ultrapassado.
Ter uma conta conjunta com aquele que seria operador de uma grande fraude não tem nada igual.

