Banheiros imundos da Arena do Corinthians são o menor dos problemas

Ontem, viralizaram fotos e vídeos que expõem o péssimo estado de conservação — e de higiene — dos banheiros da Arena de Itaquera, antes motivo de orgulho dos frequentadores, inclusive de torcedores adversários.

Pouparemos o leitor da visualização abjeta: piscinas de urina, inundações e fezes nas paredes.

Trata-se de mais um retrato da gestão Stabile.

O administrador escolhido, Ricardo Okabe, que há anos mantém relações comerciais com o presidente alvinegro (fora do clube), é o incapaz da vez alçado a cargo de confiança, apesar de não possuir porte nem experiência para a função.

Esperteza, porém, não lhe falta.

Não à toa, os contratos de fornecedores de serviços do estádio — alguns já expostos pelo Blog do Paulinho — envolvem empresas recém-criadas, que emitem notas fiscais sequenciais, como se existissem apenas para atender a interesses de algum tipo de esquema.

Os banheiros, contudo, são o menor dos problemas — passíveis de solução com a simples intervenção dos próprios funcionários do Corinthians.

A Arena, a cada dia, se deteriora.

Há problemas estruturais graves, oriundos do descaso de gestões anteriores, mas agravados sob Stabile, pelas razões expostas neste texto.

A manutenção parece existir apenas nos camarotes “Reais”.

Sem contar as questões financeiras, como a administração das receitas do estádio pela REAG, apontada em investigações como operadora do PCC.

Há muita destruição no Corinthians.

Os responsáveis estão no poder — ou orbitando-o — há quase 20 anos.

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