Ele não quer te proteger, quer te controlar

Da FOLHA
Por NATALIA BEAUTY
- Caso recente do tenente-coronel suspeito de matar a esposa escancarou a lógica do ‘macho alfa’ de forma brutal
- Precisamos de punições mais severas, mas também é necessário atuar preventivamente, especialmente nas escolas
Durante muito tempo, vendemos a ideia de que certos comportamentos masculinos eram sinal de cuidado, de proteção, de liderança. O homem que quer saber onde você está, que opina sobre suas escolhas, que se coloca como responsável por “guiar” a relação foi, em muitos contextos, interpretado como alguém comprometido. Mas, quando se observa com mais atenção, o que muitas mulheres estão vivendo não é proteção, é controle. E o mais perigoso é que esse controle chega travestido de amor.
O problema raramente começa de forma explícita, ele se constrói em pequenas concessões. Primeiro, você evita uma roupa. Depois, revê uma amizade. Em seguida, começa a medir palavras, reações e até decisões profissionais para evitar conflito. Sem perceber, deixa de negociar a relação e passa a se adaptar a um modelo em que o outro define o limite do que você pode ser.
Esse modelo tem nome, ainda que muitos tentem suavizá-lo: é a lógica do chamado “macho alfa”. Um discurso que não se apresenta como imposição, mas como ordem natural. Ele não manda, ele “orienta”. Não controla, ele “cuida”. Não reduz, ele “protege”. E, nesse jogo de linguagem, muitas mulheres vão abrindo mão da própria autonomia acreditando que estão sendo valorizadas.
O caso recente do tenente-coronel suspeito de matar a esposa escancarou esse padrão de forma brutal. Nas mensagens trocadas entre eles não há apenas conflito conjugal, há uma estrutura de pensamento. Em um dos trechos, ele se descreve como “rei”, “provedor”, “soberano”. Em outro, afirma que trata a esposa “como todo homem macho alfa trata sua mulher” e completa com a definição do papel feminino: “obediente e submissa, como toda mulher casada deve ser”. Não se trata de um descontrole momentâneo, mas de uma visão de mundo.
A própria vítima, em mensagens anteriores, já verbalizava o desgaste: falava em falta de respeito, em humilhação recorrente, em não aceitar mais ser tratada de qualquer forma. Ou seja, os sinais estavam lá, não no momento final, mas muito antes dele.
Justamente aí mora o ponto mais importante dessa discussão, o de que relações abusivas não começam com violência extrema, mas com pequenas distorções de poder que vão sendo normalizadas. Começam quando uma mulher passa a duvidar da própria percepção, quando pede desculpa por reações legítimas, quando aceita ser chamada de difícil, exagerada, louca, desequilibrada ou emocional demais.
Nos últimos anos, o Brasil tem registrado um aumento preocupante nos casos de feminicídio. Não se trata apenas de números, mas de um padrão que se repete com uma lógica assustadoramente semelhante: relações marcadas por controle, escalada de tensão, tentativas de ruptura por parte da mulher e, como resposta, violência extrema. Quando um caso desses vem à tona, a indignação não está apenas no crime em si, mas se amplia na forma como a sociedade reage a ele.
A cena do suspeito chegando ao presídio, sem algemas, sendo recebido com abraços, como se estivesse sendo acolhido e não responsabilizado, expõe uma camada ainda mais profunda do problema. Não se trata de um episódio isolado, mas de um reflexo de como, em determinados contextos, esse tipo de comportamento ainda encontra validação, compreensão ou, no mínimo, complacência, e isso é inaceitável.
Porque, quando a violência contra a mulher deixa de causar ruptura e passa a ser absorvida com naturalidade, o problema deixa de ser apenas individual e passa a ser estrutural. Isso exige uma resposta que vá além da comoção momentânea.
Punições mais severas precisam deixar de ser discurso e se tornar prática efetiva. A sensação de impunidade ainda é um dos principais combustíveis para a repetição desses crimes, mas não basta punir depois, é preciso atuar antes, preventivamente.
Políticas públicas precisam avançar com urgência, especialmente dentro das escolas. Educação emocional, respeito, compreensão de limites, noção de autonomia e igualdade de gênero não podem ficar em segundo plano. Precisam fazer parte da formação básica, porque é ali, muito antes de qualquer relacionamento adulto, que se constroem as referências de poder, respeito e convivência.
A cena do suspeito chegando ao presídio, sem algemas, sendo recebido com abraços, como se estivesse sendo acolhido e não responsabilizado, expõe uma camada ainda mais profunda do problema. Não se trata de um episódio isolado, mas de um reflexo de como, em determinados contextos, esse tipo de comportamento ainda encontra validação, compreensão ou, no mínimo, complacência, e isso é inaceitável.
Porque, quando a violência contra a mulher deixa de causar ruptura e passa a ser absorvida com naturalidade, o problema deixa de ser apenas individual e passa a ser estrutural. Isso exige uma resposta que vá além da comoção momentânea.
Punições mais severas precisam deixar de ser discurso e se tornar prática efetiva. A sensação de impunidade ainda é um dos principais combustíveis para a repetição desses crimes, mas não basta punir depois, é preciso atuar antes, preventivamente.
Políticas públicas precisam avançar com urgência, especialmente dentro das escolas. Educação emocional, respeito, compreensão de limites, noção de autonomia e igualdade de gênero não podem ficar em segundo plano. Precisam fazer parte da formação básica, porque é ali, muito antes de qualquer relacionamento adulto, que se constroem as referências de poder, respeito e convivência.

“O homem que quer saber onde você está, que opina sobre suas escolhas, que se coloca como responsável por “guiar” a relação” NAO É SINAL DE LIDERANÇA E CUIDADO, É SÓ CIUMES, VCS SABEM DISSO, MAS SAO HIPOCRITAS E FINGEM NAO SABER. NAO QUEREM TER ISSO, NAO TENHAM RELACIONAMENTOS. E NAO, ISSO NAO DA DIREITO DO HOMEM NEM DA MULHER MAL TRATAR, OFENDER, PISAR, NEM NADA DISSO. Existe uma linha tenue bem perceptivel entre ciumes e perigo. Quase todo homem violento da sinais claros, ou ja tem passagem na policia, ou é ze droguinha, etc. Mas vcs nao querem falar isso, projeto de lei pra aumentar pena nao querem. A mulher nao da valor em homem comum, feio, trabalhador, elas sentem atraçao por quem usa farda, quem tem grana, quem detem poder, mesmo q tenham antecedentes e comportamentos ruins. Esse tenente é doente, vejam as bobeiras q ele fala, macho alfa, e outras tonteras, como se a mulher tem q ser submissa a ele de qualquer jeito. è um imbecil, e q fique na cadeia. A maioria de nós nao é assim, e esses poucos queimam nossa cara.
“s, o Brasil tem registrado um aumento preocupante nos casos de feminicídio.” MENTIRA, ESSES DADOS ESTAO INFLADOS, PQ QUALQUER MORTE DE MULHER ESTAO CLASSIFICANDO ASSIM, QUANDO DERIVAM DE ACIDENTES, COBRANÇA DE DIVIDAS, BRIGAS, E NO CASO DE CASAIS, CRIMES PASSIONAIS. DISVIRTUANDO A LEI, Q DIZ Q SERIA POR UNICAMENTE SER MULHER (ISSO NAO EXISTE)
“Porque, quando a violência contra a mulher deixa de causar ruptura e passa a ser absorvida com naturalidade, o problema deixa de ser apenas individual e passa a ser estrutural. Isso exige uma resposta que vá além da comoção momentânea.” QUANDO ELAS MATAM HOMENS, ACUSAM FALSAMENTE, NAO TEM COMOÇÃO ALGUMA, NEM A TV LIGA. PQ NAO EXISTE LEI Q EQUIPARE OS CRIMES? OU NAO SOMOS TODOS IGUAIS PERANTE A LEI? MARIA DA PENHA, É LEI SECXISTA, INCOSTITUCIONAL, FERE O ARTIGO 5º, ALGUEM TEM CORAGEM DE DIZER ISSO? O OBVIO?
“Punições mais severas precisam deixar de ser discurso e se tornar prática efetiva” É SÓ NAO VOTAR EM ESQUERDISTAS, PT, PSOL, ETC, ELES BARRAM QUALQUER PROJETO DE LEI DE AUMENTO DE PENA PRA VAGABUNDO
SABEM OS ESTADOS ONDE MAIS ACONTECEM MORTES DE MULHER EM RELACIONAMENTOS? O NORTE NORDESTE. COINCIDENTEMENTE É ONDE MENOS SE CONSOMEM O CONTEUDO DITO RED PILL. ENTAO, AO INVES DE CRIMINALIZAR OPNIOES, PQ VCS DE ESQUERDA NAO PARAM DE ELEGER ESSAS PORCARIAS E ELEJAM OS DE DIREITA, Q REALMENTE QUEREM AUMETAR PENA PRA MALUCOS IGUAL ESSE TENENTE AI?
OBS: SIM, EXISTEM ALGUNS DOIDOS Q APRENDEM ALGO NA RED E PEGAM RAIVA DO PROXIMO, ASSIM COMO EXISTE LOUCAS NOS GRUPODE FEMINISTAS DO TELEGRAM, NO DISCOD E NOS GRUPOS DAS PALITAS NO FACE. ALGUEM COMBATE OS GRUPOS DELAS? NAO, ELAS PODE PREGAR ODIO MORTE ETC EM VIDEOS NO YOUTUBE E INSTA, ALGUEM FALA SOBRE ISSO? NAO NE