O Irã e a Copa do Mundo

Como era óbvio que ocorreria, o Irã declarou que não disputará a Copa do Mundo nos EUA, país que acaba de bombardeá-lo em meio a uma guerra ainda vigente.

Pouco antes, de maneira canalha, FIFA e Donald Trump prometeram recebê-los em território americano.

Há, entre jogadores e torcedores do país árabe, quem serviu à Guarda iraniana, o que poderia ser passível de prisão em tempos de conflito.

Quem garantiria que isso não ocorreria?

O mundo civilizado, que não aprova a movimentação dos EUA em territórios e países que deveriam estar protegidos pela soberania, deveria boicotar a Copa do Mundo.

Evidentemente, isso não ocorrerá.

Fosse o contrário — com o Irã tendo invadido Washington e o Mundial agendado na Ásia —, o cancelamento do torneio com alteração de sede já estaria em curso, ou os demais participantes sequer viajariam.

No caso desta Copa, que possui outras duas sedes definidas — México e Canadá —, o trabalho da FIFA estaria bem mais facilitado.

Mas Infantino gosta de dinheiro.

E, por conta disso, ousou conceder a Trump, um pedófilo notório e, agora, assassino de crianças — mortas numa escola em meio ao conflito no Irã —, um Nobel fake da paz, que envergonhou o planeta.

A Copa, esportivamente, será lembrada — como sempre ocorre — pelos gols marcados, pelas jogadas inesquecíveis e pelo título conquistado.

Mas também ficará registrada na história como a maior oportunidade desperdiçada de protestar contra a tirania.

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